Sem categoria

Douglas Costa: “Jogar nas seleções de base ajuda muito”

Quando ele surgiu, logo percebeu-se que o jovem meia esquerda do Grêmio tinha talento. As especulações também apareceram, ligando-o a alguns dos principais clubes do mundo. Mas no final das contas, a proposta que apareceu e foi aceita por Douglas Costa foi feita pelo Shakhtar Donetsk.

Hoje, o ainda jovem jogador, já está bem mais amadurecido e com uma convocação para a Seleção Brasileira nas costas. Conquistou a titularidade no Shakhtar Donetsk e é só elogios ao treinador Mircea Lucescu – além de Mano Menezes, é claro. Confira a entrevista exclusiva concedida à Trivela.

Como foi receber a convocação para a Seleção Brasileira? Você estava esperando?
Não esperava a convocação mesmo. Não estava sabendo de nada sobre isso, me pegou totalmente de surpresa. Foi bem bacana.

E como foi o período de treinamentos em Barcelona?
Foi uma semana de muito treino. Deu para pegar confiança, conhecer melhor o professor. Se Deus quiser vou voltar a ser chamado nas próximas oportunidades.

Apesar de não ter acontecido uma partida oficial, somente um jogo-treino contra o Barcelona B, acha que deu para mostrar serviço ao técnico Mano Menezes?
Ele é um cara diferente, tem uma maneira muito bacana de lidar com os jogadores, gosta de ouvir o que todos têm a falar. Os treinos foram muito bons, agora é continuar com o trabalho no Shakhtar para voltar a ser chamado. Isso é o que todo mundo quer!

Você foi formado nas categorias de base do Grêmio, mas subiu para os profissionais em 2008, quando Mano Menezes já havia deixado o clube. Apesar disso, ele já te conhecia dessa época? Acha que isso ajudou?
Nunca tinha falado com ele antes da Seleção. Eu era juvenil, então não sei se ele já me conhecia.

E sua experiência nas seleções brasileiras de base. Isso te ajudou, primeiro, a ser convocado para os profissionais, e, segundo, como experiência para sua carreira?
Sem dúvida. Jogar na seleções de base ajuda muito. Quando você é convocado já aprende um pouco como é a seleção, ser chamado pela primeira vez, é muito bom.

O Shakhtar te contratou com apenas 19 anos. Você preferia ter ficado por mais tempo no futebol brasileiro?
Acho que no final deu certo, até porque consegui ser convocado para a Seleção Brasileira. Mas talvez eu poderia ter ficado mais um ano no Brasil, sim. Mas a proposta do Shakhtar foi muito boa para todos.

Na época em que você surgiu no Grêmio muito se falou sobre o interesse de clubes como Real Madrid e Manchester United. O que houve de concreto? Recebeu outras propostas além da feita pelo Shakhtar?
Houve muita especulação nessa época, mas de concreto mesmo só uma proposta do Villarreal, que era inclusive superior à do Shakhtar. Eles ofereceram € 7 milhões, e o Shakhtar pagou € 6 milhões. Mas o Grêmio queria o pagamento à vista, e acho que era parcelado. Já os ucranianos pagaram à vista e todos ficaram de acordo.

E como foi para se adaptar na Ucrânia? Seus familiares foram junto com você?
A vida aqui é super tranquila. Passei os primeiros seis meses sozinho, mas a minha mãe passou um tempo aqui comigo e hoje moro com minha namorada. É sempre bom ter a casa cheia, isso ajuda muito.

Um clube com uma colônia brasileira ajuda muito também.
Com certeza, isso ajuda demais. Como aqui no Shakhtar temos muitos brasileiros, todos sempre me ajudaram e facilitaram a adaptação. Isso, aliás, foi determinante para a minha vinda. Quando eu soube da proposta do Shakhtar, as pessoas vinham falar sobre a Ucrânia, um país muito longe, frio. Mas quando eu vi que era o Shakhtar, com muitos brasileiros, fiquei mais tranquilo.

Como é o convívio dos brasileiros do elenco com os ucranianos?
É bacana. Eles são mais fechados, principalmente no começo. Eles estão no país deles, é natural não gostarem muito de jogadores de fora. Como nós no Brasil também não gostamos. Mas depois, quando nos conhecem melhor, ficam amigos.

E o trabalho com o Mircea Lucescu? Ele está no clube desde 2004.
Ele fala português, isso ajuda muito na comunicação. Ele nos entende, sabe onde jogamos melhor e gosta de um futebol ofensivo. Do meio campo para a frente nosso time só tem brasileiros. Ele gosta de jogadores jovens, que vão para o ataque. E gosta muito dos brasileiros também, desde os tempos do Brandão, que foi o primeiro a chegar no Shakhtar.

E o que você achou do Campeonato Ucraniano? Qual é o nível da competição ao seu ver?
O campeonato tem um nível mais baixo mesmo. Muitos times têm feito investimentos altos, mas o nível é baixo. É baseado muito na força física. Mas o Campeonato Gaúcho é mais duro fisicamente!

Você saiu do Grêmio, que mantém uma das maiores rivalidade de clubes do mundo com o Internacional. Como é entre Shakhtar e Dynamo Kiev?
É uma rivalidade muito grande. Quando falam no Dynamo aqui já ficam assim… mas eu cheguei bem preparado já. Conheci o que é um Gre-Nal.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo