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Diogo: “A questão salarial fica a desejar”

Lutando para fugir do rebaixamento na segunda divisão holandesa, o Fortuna Sittard conta com dois brasileiros no elenco, os jovens Diogo e João Marcos. A Trivela conversou com o primeiro, emprestado pelo Botafogo à equipe.

No clube holandês desde o ano passado, o meia carioca Diogo diz que já está bem adaptado, revela como foi parar lá e conta os problemas que teve com a língua.

Dá para fazer uma comparação de estrutura do Fortuna com o Botafogo?
É muito diferente a estrutura europeia da brasileira, o time aqui está em má situação financeira, mas tem uma estrutura muito boa. Um centro de treinamento com vários campos, um ótimo estádio – o melhor da segunda divisão –, mas em questão salarial fica a desejar.

Como surgiu essa oportunidade de jogar no futebol holandês?
Essa oportunidade surgiu através da parceria do Botafogo com o Fortuna Sittard, que estava precisando de jogadores e de preferência comunitários. Como eu tenho cidadania italiana, eles entraram em acordo e eu vim com contrato de empréstimo.

Já se encontra adaptado ao país e à língua?
Um pouco mais adaptado ao país, aos costumes, ao frio, mas a língua ainda não falo quase nada. Estou aprendendo o inglês, mas holandes é quase impossivel (risos).

Junto contigo está outro brasileiro (João Marcos) que foi seu companheiro de Botafogo. Isso ajuda seu crescimento e sua adaptação?
Com certeza, o João me ajuda muito, só temos um ao outro aqui e precisamos nos ajudar em tudo que for preciso. Já o considerado meu irmão. Mas no começo eu ajudava mais, porque ja sabia falar um pouco de inglês e ele não falava quase nada. Fui ensinando e hoje não precisa tanto dessa minha ajuda.

Seu início de carreira foi no Botafogo ou você passou por outro algum clube?
Eu comecei muito cedo, passei por escolinhas na minha cidade (Nova Friburgo), mas em time profissional eu joguei no Friburguense, Fluminense, América e Botafogo.

O clube está na segunda divisão, o que você pode falar sobre ele, em termos de história? Já conhece alguma coisa?
O clube está na segunda divisão, mas por muito tempo foi considerado time grande na Holanda, foi campeão holandês algumas vezes e também da Copa da Holanda. Por problemas administrativos está em má situação.

Já passou por alguma situação inusitada?
Olha, já passamos muitas. Essa coisa de não entender a língua é um problema grande, uma vez peguei um trem pra Amsterdã que normalmente demora duas horas no máximo. O maquinista avisou que naquele dia teria que trocar de trem em determinada estação e eu não entendi nada. Quando o trem chegou nessa estação, que eu deveria ter trocado, eu continuei dentro do vagão, eu não sabia mais pra onde eu estava indo, e demorei 5 horas pra chegar em Amsterdã.

A situação do clube está mal. Se encontra nas últimas colocações. O que você acha que falta para o time dar a volta por cima?
Nós tivemos uma maré de azar muito grande, em alguns jogos a gente jogava bem e perdia. Acho que está faltando um pouco de sorte, mas acredito que temos time pra dar a volta por cima.

Como você analisa essa experiência internacional?
A experiência internacional é muito válida, aprender outra cultura, língua, tudo, jeito de jogar, de treinar, é totalmente diferente de tudo que eu já tinha vivido. Aprende-se muita coisa mesmo.

Você tem contrato até quando. Tem vontade de voltar para o Brasil ou quer continuar na Europa?
O meu empréstimo aqui vai até junho desse ano. Eu tenho muita vontade sim de voltar ao Brasil e ter a minha oportunidade no Botafogo, mas estou me adaptando bem aqui na Europa e pensaria com carinho no caso de ficar.

Outras matérias deste colaborador, no blog: brasileirosdabase.blogspot.com

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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