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Diego Renan: “O jogador em que me inspiro é o Sorín”

 

Com apenas 20 anos, Diego Renan já é titular do Cruzeiro e apontado como um dos grandes nomes para a lateral-esquerda brasileira. Apesar de ainda jovem, o jogador dá respostas de atleta experiente e já calejado com os principais torneios.

Nesta entrevista concedida à Trivela, Diego Renan falou sobre a disputa da Libertadores da América, o complicado grupo cruzeirense na competição e sobre seus ídolos no futebol também. Confira abaixo:

Você é apontado como uma das principais revelações do futebol brasileiro e candidato à lateral-esquerda da Seleção no futuro. Sente muita pressão por isso ou é algo com que já está acostumado?
Pressão é algo normal para um jogador de futebol. Já estou acostumado a ser cobrado e isso não me assusta. Se eu cheguei a um clube grande, como é o caso do Cruzeiro, onde estou desde as categorias de base, é porque tenho qualidade e posso dar conta do recado. Sou um cara disciplinado, trabalho forte, pois sei que ainda tenho muito a melhorar.

O Cruzeiro está em um grupo complicadíssimo na Libertadores, com Estudiantes e provavelmente o Corinthians. Vocês já conversaram sobre essa primeira fase? Cuca falou algo para vocês sobre esses confrontos?
É normal comentarmos a competição, mas precisamos focar primeiro na nossa preparação e depois nos primeiros compromissos que teremos no Campeonato Mineiro. É preciso pensar em um jogo de cada vez para que não tropecemos nas nossas próprias expectativas. O Cuca sempre nos orienta a focar na pré-temporada, até para que a gente não perca de vista todas as etapas que enfrentaremos até o primeiro jogo da Libertadores. Sobre o nosso grupo, com certeza será muito complicado e temos consciência das pedreiras que teremos pela frente. O Estudiantes tem muita tradição internacional e o Corinthians um plantel fora de série. Teremos muito trabalho e precisaremos nos entregar de corpo e alma nessa preparação para enfrentar esses adversários em alto nível.

No Brasileirão o Corinthians venceu o Cruzeiro nas rodadas finais em uma partida muito polêmica, por causa do pênalti marcado em Ronaldo. Haverá algum sentimento de vingança para o possível encontro na Libertadores?
Não tem disso. Ficamos tristes com aquele acontecimento, mas isso é coisa do passado. Quando entramos em campo, precisamos vencer o adversário. Criar esse tipo de sentimento negativo só nos atrapalharia. Sentimos o golpe na época, mas nos reerguemos e ainda ficamos com o vice-campeonato do Brasileirão. Agora, a competição é outra e faremos de tudo para que o resultado também seja diferente.

Será a sua primeira Libertadores? O que espera da competição? Já falou com os jogadores mais experiente do grupo?
Eu já joguei a Libertadores em 2009, em alguns jogos, e a do ano passado, quando fui titular. Já assimilei bem como é a competição, mas nunca é demais conversar com os companheiros mais experientes, que já passaram por vários tipos de situações na competição. Isso ajuda a aprender bastante e a não cometer erros que os outros já cometeram.

Acha que uma boa participação cruzeirense na Libertadores pode lhe render uma convocação para a Seleção?
Acho que sim. A Libertadores é um torneio que serve de vitrine para todos os jogadores e comigo não é diferente. Todos estão olhando para o que acontece na competição e isso pode ser um fator positivo para que alguns jogadores consigam uma convocação no futuro. Espero conseguir o meu espaço.

Quem são seus ídolos na posição? Em quem você se inspira?
Meu ídolo na lateral esquerda é o Roberto Carlos, por tudo que ele fez na Seleção, nos clubes que defendeu e pelo atleta exemplar dentro e fora de campo. Além disso, é um cara que conquistou quase tudo que disputou. É um cara que eu admiro muito. O jogador em que me inspiro é o Sorín, que até hoje é um ídolo no Cruzeiro e adorado por todo mundo no clube e pela torcida. É um cara em que todo mundo devia se espelhar, por ser um profissional correto e por ter se dedicado tanto em todos os times que defendeu.

Em 2010 você já foi titular do Cruzeiro. Acha que 2011 pode ser o ano da sua consolidação como ídolo da torcida?
Estou no Cruzeiro desde 2004, conheço bem a torcida celeste e sei o quanto é exigente. Por isso, preciso me dedicar 200% todos os dias para que esteja sempre pronto para encarar qualquer desafio que surja pela frente. Aqui, é preciso fazer o melhor todos os dias, pois se trata de um dos maiores clubes do Brasil e do mundo. Espero um dia ser ídolo da torcida e conquistar muitos títulos para retribuir todo o carinho que eles sempre demonstraram ter por mim.

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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