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Danilo Dias: “O Marítimo pensa na Champions”

O Campeonato Português é uma competição repleta de brasileiros. Neste ano, além de Benfica, Porto e Sporting, outra equipe estará presente na mídia. Não por brigar com os gigantes, mas pelo centenário que irá completar.

Com um mal início de campeonato, e uma eliminação precoce nos playoffs da Liga Europa, o Marítimo já trocou de treinador. Entre as novas escolhas do novo técnico, um brasileiro é destaque e continua firme no time titular: Danilo Dias.

O atacante goiano chegou ao clube após fazer boa campanha com o Ipatinga, no último Campeonato Mineiro. Nesta entrevista, ele fala de Pedro Martins, novo técnico, do centenário do clube, um pouco sobre sua carreira, entre outros assuntos.

Após dois gols contra o Cruzeiro, nas semifinais do Mineiro, vários clubes despertaram o interesse em você? Porque preferiu optar pelo Marítimo?
Sim, houve propostas de vários clubes, inclusive nacionais, mas o que me chamou a atenção em relação ao Marítimo e me fez optar por lá foi o fato de ter sido uma venda de 50% dos meus direitos, e não empréstimo como outros queriam. Trata-se de uma grande chance, um time sério, acima de tudo, e uma das grandes forças de Portugal.

Por falar em Campeonato Mineiro, o clube em que você atuou, o Ipatinga, não anda nada bem na Série B. Como um time que fez um excelente Estadual se encontra nessa situação? Tem acompanhado o time?
Realmente o meu Ipatinga não anda nada bem. Fizemos um excelente Estadual, a base toda foi mantida, saindo apenas eu o Reina, para o Ceará. Trouxeram alguns reforços para ajudar o atual elenco, mas o time não deslanchou na competição, acontece. Acompanho os jogos pelo rádio, depois vejo os gols pela internet e falo semanalmente com amigos que deixei por lá, como o Max Carrasco, Rainere e Douglas.

Como foi seu início de carreira em Goiânia?
Começei aos sete anos no Goiás, quando me mudei para capital, vindo de Ceres, no interior. Comecei nas escolinhas, até me profissionalizar em 2005, quando tinha 17 anos. Como sempre fui veloz, ganhei destaque e fui desenvolvendo as outras características.

Já está adaptado ao Marítimo?
Sim, tive uma adaptacão muito rápida, que até surpreendeu as pessoas daqui, a imprensa e a minha família. Não tem mistério, o clube me dá todas as condições de trabalho, o salário em dia, a alimentação semelhante à do Brasil e a língua também. Então, tudo isso contribuiu. Estou feliz aqui.

Concorda que a derrota para o BATE Borisov e a eliminação da Liga Europa foi inesperada? O que deu errado naquele dia?
Olha, perder para o BATE depois de uma grande atuação da nossa equipe no primeiro tempo do jogo em Belarus foi complicado digerir. Mas Deus sabe o que faz. Entramos apáticos no segundo tempo e eles aproveitaram, fizeram três gols na nossa equipe, que desnortearam qualquer reação. Na volta, foi muito difícil inverter o placar.

Na temporada do centenário, o início não está sendo nada animador. Na sua visão, o que está faltando para a equipe?
Está faltando um pouco de sorte, acredito.Temos uma equipe qualificada, um time coeso e bom, realmente, mas sempre temos as chances de sair na frente do marcador e não fazemos. Com isso, complica, pois temos de correr atrás do adversário. Mas sairemos dessa, eu não seria demagogo em dizer se não fosse possível.

O holandês Mitchel van der Gaag que comandava a equipe já caiu. Foi uma decisão certa da diretoria ou achou precipitada essa troca de treinador?
Infelizmente, quando os resultados não vêm já se fala logo em troca de comando técnico. Mas futebol é assim, a diretoria achou por bem fazer isso e temos que nos preocupar só em ganhar os jogos, pois nós somos os únicos culpados de as vitórias não estarem vindo.

Como está sendo o início de trabalho de Pedro Martins, novo treinador?
O Pedro é uma excelente pessoa, já foi jogador e sabe como têm que ser feitos os trabalhos. Acho que ele vivencia mais o dia a dia do jogador, parece um colega e não tanto um chefe, apesar de ter o lado disciplinador. Então está sendo muito bom, deu ânimo até àqueles que não vinham sendo relacionados. A equipe só tem a ganhar, vamos ser otimistas.

Mesmo com a troca de treinador, você ainda continua no time. Se considera um jogador chave da equipe?
Já me considero um jogador importante para o clube, sim, como todos têm que se sentir. A chave é estar preparado e animado todos os dias, pois nosso “ganha pão” sai dos treinos e partidas. Essa dedicação é o mínimo que oferecemos ao Marítimo. Espero que minha condição não mude até o fim da temporada.

Qual sua expectativa para a temporada?
A melhor possível. Ainda tem muito o que acontecer, e primeiro vamos tirar o time da incômoda colocação em que se encontra, para depois pensar em brigar pela vaga na Champions.

Porto, Sporting ou Benfica, quem acredita que tem mais chances de ganhar a Liga Sagres? Ou outro, o Braga, por exemplo?
O Porto está tendo um ótimo início de época e isso é muito importante para eles, pois largaram na frente dos rivais. Mas não tem nada decidido, e o Benfica é o atual campeão, tem grandes chances também. Quanto ao Braga, a aposta nos brasileiros pode dar certo, é um time entrosado.

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Equipe Trivela

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