Sem categoria

Cruzando o Golfo da Finlândia

O volante Márcio Pimentel deixou a segundona finlandesa e atravessou o golfo da Finlândia para se aventurar no futebol da Estônia e se juntar a legião brasileira do JK Nômme Kalju. Contando com cinco brasileiros no plantel e mais o técnico Getúlio Fredo, o clube estoniano apostou bastante no talento tupiniquim para ganhar pela primeira vez a Meistriliiga, o campeonato estoniano. Para saber como andam as coisas nas “panteras rosas”, como o clube de Tallin é conhecido, falamos com o volante gaúcho de 28 anos, que aponta as lesões como o principal motivo do mal inicio de competição.

O que te motivou a atravessar o Golfo da Finlândia para jogar na Estônia?
O fato de eu estar há cinco anos na Finlândia fez com que eu mudasse pra Estônia para ver como seria jogar aqui e, lógico, aqui eu estou na primeira divisão e lá eu atuava na segundona.

Foi difícil se adaptar ao país ou é praticamente a mesma coisa da Finlândia?
Com certeza, no inicio não é fácil se adaptar a uma outra cultura, mas com o tempo você se acostuma.

O Nomme Kalju começou mal o campeonato e tem quatro derrotas, um empate e duas vitórias. Como você analisa esses deslizes que o time vem tendo?
Nós estamos com alguns jogadores lesionados e com certeza se esses jogadores estivessem em campo poderia ser diferente.

Como é a relação entre os brasileiros e os estonianos do plantel? Eles tem ciúmes por vocês ganharem um pouco mais?
Como em todo os clubes sempre rola um ‘ciuminho’ entre jogadores, mas aqui as coisas estão indo bem, até porque não tem diferenças entre brasileiros e estonianos. A base salarial não tem muita diferença.

O Levadia tem 100{4e6004d4b2dec836d33dc5172bfddf26d3363bd8dda1f1bebd6a41477248514f} de aproveitamento em 7 rodadas. O time deles é realmente muito superior aos demais?
Acabamos de jogar contra eles e não vi tanta superioridade, mas eles tem um bom plantel e até agora não ouvimos nada sobre eles terem jogadores lesionados, algo que vem nos atrapalhando.

O futebol estoniano é puramente baseado na aplicação tática e correria ou tecnicamente tem alguns que se destacam?
Não, o futebol aqui esta mais técnico do que corrido, me surpreendeu muito. Mas como todo país europeu é muito contato físico também.

Pela sua experiência na região, como o jogador deve se preparar para treinar e jogar em épocas de frio mais intenso?
Temos dois programas de treino antes da temporada, dois turnos todos os dias. Quando a temporada começa treinamos somente duas vezes na semana por dois turnos e mantemos os cinco treinos por semana. Em épocas mais frias treinamos praticamente em lugares aquecido para evitar lesões e isso é muito importante.

Você sente falta de jogar em estádios maiores e lotados? Essa grama artificial atrapalha?
Lógico que todo jogador gosta de jogar em estádios maiores, mas a torcida comparece sempre e isso nos motiva tanto que é como se estivéssemos em um estádio maior. Com certeza essa grama artificial não é boa pra nenhum jogador, mas temos que nos acostumar porque a maioria dos estádios daqui da Estônia estão mudando para grama artificial.

Os outros estádios tem boas condições de estrutura e bons vestiários?
Até agora não tenho nada a reclamar, os estádios e os vestiários são bons, nada comparado a um clube grande no Brasil, mas me informaram que estão melhorando a cada ano que passa.

O povo estoniano é apaixonado por futebol?
São e muito, eles realmente comparecem aos estádios, isso me impressionou muito no inicio, porque na Finlândia dependendo do clube que você joga, não comparecem tantas pessoas.

Como foi sua experiência na segunda divisão da Finlândia?
Pra mim foi uma experiência incrível, abriu meus olhos sobre como seria jogar fora do país em uma divisão inferior, bem mais pegado, muita força e pouca técnica, enfim, fico feliz por ter passado por essa experiência. Quem sabe se eu não tivesse jogado na segunda divisão, talvez não estaria hoje jogando na primeira.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo