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Copa da Ásia: como está o grupo D

Os sul-coreanos têm ampla vantagem no confronto com qualquer rival no grupo D. Ao lado dos sauditas, são os únicos que já foram para uma Copa do Mundo e a maturidade de seu campeonato e de seu elenco lhes dá vantagem indiscutível. Os árabes, por sua vez, dispõem de vários jogadores bastante técnicos e no âmbito asiático podem conseguir alguma coisa. O brasileiro helio dos Anjos, treinador saudita, surpreendeu ao deixar dois de seus astros, Al Montashari e Al Shalhoub, de fora.

Bahrein e a Indonésia surgem como coadjuvantes. Os barenitas perderam a vaga para a última Copa do Mundo para Trinidad & Tobago, na repescagem, mas ainda estão em um nível de desenvolvimento menor; os indonésios, comandados pelo búlgaro Kolev, chegam à competição com o status de uma força considerável no sul da Ásia, mas isso não parece ser uma grande promessa.

Coréia do Sul

Com somente uma derrota na campanha de classificação (contra o Irã, em Teerã), e um currículo recente notável em termos de Copa do Mundo (para os padrões asiáticos), a Coréia do Sul é a favorita do grupo D. O estéreotipo de “pura correria” dado por muitos comentaristas desinformados é coisa do passado. Alem disso, desenvolveu bastante o futebol de sua liga domestica, aumentando a qualidade media do jogador do país.

O time sul-coreano (4o colocado na Copa de 2002 melhorou muito a sua técnica e tem jogadores com experiência internacional, como o atacante Lee Dong-Gook (Middlesbrough) e o também atacante Kim Jong-Woo. O astro Park Ji-Sung, do Manchester United e o ala Lee Young-Pyo, do Tottenham (ambos da Inglaterra) não disputam o torneio.

Historicamente, a Coréia usa uma linha de quatro na defesa e prefere explorar os contra-ataques com seus alas muito rápidos e hábeis para pular o marcador. Ainda pecam pela ingenuidade quando enfrentam times de calibre, mas na Copa da Ásia, tem futebol para ambicionar o titulo.

Nome da federação:
Korea Football Association
Como se classificou:
Grupo B das Eliminatórias, com Irã, Síria e Taiwan
(6J, 3V, 2E, 1D, 15GP, 5GC, 11pts)
Participações na Copa da Ásia
Dez (1956, 1960, 1964, 1972, 1980, 1984, 1988, 1996, 2000 e 2004)
Melhor resultado:
Campeões (em 1956 e 1960)
Presenças em Copas do Mundo:
7 Participações (1954, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002 e 2006)
Ranking da Fifa:
51o lugar
Técnico: Pim Verbeek (HOL)

Bahrein

Uma das sensações da última edição do torneio, em 2004, na China. Os ‘vermelhos’ se reforçaram com o treinador tcheco Milan Macala, um dos mais bem conceituados profissionais que passaram pelo futebol árabe nos últimos tempos.

O veterano treinador, de 64 anos, assinou com o Bahrein há três meses, depois de realizar um trabalho extraordinário no Omã, elevando consideravelmente o nível futebolístico das seleções de base e principal daquele país.

No elenco atual do Bahrein, um dos remanescentes da campanha na Copa da Ásia 2004 é o atacante Ala´a Hubail, artilheiro daquele torneio, ao lado do iraniano Ali Karimi, com 4 gols. O jogador, de 25 anos, acabou de acertar sua ida para o Al Kuwait, onde formará a colônia bahraini no clube junto com três compatriotas, também jogadores da seleção.

O empate em 2 a 2 com os Emirados Árabes e a humilhante derrota para o Vietnã por 5 à 3 foram os únicos amistosos da equipe e encheram de pontos de interrogação a cabeça dos torcedores em relação a participação no torneio.

Estando no grupo D, se conseguir bater a Indonésia, dona da casa, na estréia, ganharão confiança para jogar, em seguida, contra os favoritos Arábia Saudita e Coréia do Sul.

Nome da federação: Bahrain Football Association (em árabe, الاتحاد البحريني لكرة القد).
Como se classificou: 2º lugar no grupo D das Eliminatórias. 2 derrotas, 1 vitória, e 1 empate, numa chave com Austrália, Kuwait e o Líbano (que abandonou por problemas políticos).
Participações na Copa da Ásia: 1976, 88, 96, 2004, e 2007.
Melhor resultado:4º lugar, em 2004.
Presenças em Copas do Mundo: Nenhuma.
Ranking da Fifa: 100º
Técnico: Milan Macala (Rep.Tcheca)

Indonésia

A equipe se classificou para as três últimas edições da Copa da Ásia, mas o desempenho da seleção não foi tão digno de nota. Com uma vitória em nove jogos, a Indonésia busca em 2007 justificar as expectativas de seu treinador Ivan Venkov Kolev. O búlgaro, em sua segunda passagem pelo comando do time, acredita que seus jogadores “são talentosos como os sul-coreanos, barenitas e sauditas”, seus adversários no grupo D. Delírio ou excesso de confiança à parte, o treinador precisará de motivação extra para encarar dois dos maiores favoritos ao título e lhes roubar uma das vagas.

Para complicar um pouco mais a situação de Kolev, ele não pôde contar com dois de seus principais atletas. O meia Boaz Salossa e o atacante Saktiawan não se recuperaram a tempo de suas contusões e ficaram da lista final. Sobrou para Bambang Pamungkas, do Persija, provar sua capacidade como homem de frente. Com uma breve passagem pelo EHC Norad, das divisões inferiores da Holanda, ele se tornou conhecido por sua força no jogo aéreo. Apesar de ter apenas 1,70m, Pamungkas costuma se dar bem contra defensores mais altos por sua grande impulsão.

Nome da federação: Football Association of Indonesia
Como se classificou: país-sede, classificou-se de forma automática
Participações na Copa da Ásia: 3 (1996, 2000, 2004)
Melhor resultado: primeira fase (1996, 2000, 2004)
Presenças em Copas do Mundo: 1 (1938, como Índias Holandesas)
Ranking da Fifa: 143º
Técnico: Ivan Venkov Kolev

Arábia Saudita

Um dos favoritos ao título, os sauditas continuam apostando na escola brasileira. Depois de despedir o técnico Marcos Paquetá, após a queda nas semifinais da Copa do Golfo, trouxeram Hélio dos Anjos, que estava no Náutico. Inexperiente no cenário internacional, é sua primeira aventura fora do Brasil.

Os tricampeões do torneio realizaram amistosos preparatórios, onde a credibilidade do novo treinador tupiniquim foi colocada em discussão, quando os ‘filhos do deserto’ perderam um amistoso para um combinado de futebolistas amadores do Kosovo, na Sérvia, por 1×0.

A poeira só abaixou em seguida, quando os comandados do ex-técnico de Juventude e Fortaleza, bateram o NK Zagreb, da Croácia. Além de vencer, na seqüência de amistosos, Emirados Árabes e Cingapura, quando o treinador, de 49 anos, afirmou que os jogadores estavam começando a assimilar sua filosofia.

As criticas em cima de Hélio dos Anjos continuaram quando ele deixou de fora da lista de convocados jogadores como o volante Mohammed Noor, do Al Ittihad, e o meia Al Temyat, um tecnicista que já foi eleito o melhor jogar do continente no inicio da década.

Além de encarar a feroz imprensa saudita e a avidez por resultados imediatos, típica dos dirigentes do país, Hélio dos Anjos terá que armar um time bom o bastante para desbancar o emergente Bahrein, a correria da Indonésia, dona da casa, e a Coréia do Sul, potência continental.

Nome da federação: Saudi Arábia Football Association (em árabe, الاتحاد السعودي لكرة القدم).
Como se classificou: 1º lugar no grupo A das Eliminatórias. 5 vitórias e 1 derrota, numa chave com Japão, Iêmen, e Índia.
Participações na Copa da Ásia: 1976, 84, 88, 92, 96, 2000, 2004, e 2007.
Melhor resultado: Campeã, em 1984, 88, e 96.
Presenças em Copas do Mundo: 4 (1994, 98, 2002, e 2006).
Ranking da Fifa: 62º
Técnico: Hélio dos Anjos (Brasil).

Veja mais:

Copa da Ásia: A união faz a força

Como foram as Eliminatórias

Copa da Ásia – História

Como está o grupo A

Como está o grupo B

Como está o grupo C

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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