Copa da Ásia: Como está o grupo C

Esse pode ser um dos grupos mais interessantes da Copa da Ásia. Além de contar com a Malásia, país-sede com liga nacional mais estruturada dos quatro que organizam a competição, a chave tem Irã (uma das seleções mais sólidas do continente nos últimos dez anos), China (equipe com jogadores de muita experiência internacional) e Uzbequistão (candidato a nova força asiática). Com isso, a luta pelas duas vagas promete ser emocionante e surpresas são mais que possíveis.
China
Apesar de ter uma população que se transforma em uma fonte interminável para garimpar talento, a China tem muitas dificuldades de desenvolver jogadores de ponta. Isso deve ficar evidente na Copa da Ásia. Depois de se classificar para a Copa do Mundo de 2002 e ficar com o vice-campeonato continental em 2004 (jogando em casa, é verdade), a seleção vermelha entrou em decadência. Os chineses não foram à fase final das eliminatórias do Mundial de 2006 e tiveram dificuldade para superarem a Palestina nas eliminatórias da Copa da Ásia 2007. O título da Copa do Leste Asiático serve de exceção. Os talentos são escassos, mas ainda estão acima da média asiática e têm importante experiência européia. Sun Jihai, defensor do Manchester City, e Shao Jiayi, meia do Energie Cottbus, são os mais bem cotados no momento, mas ainda há coadjuvantes como os defensores Li Weifeng (Shanghai, ex-Everton) e Du Wei (Shanghai), o meia Li Tie (Sheffield United) e o atacante Qu Bo (Qingdao, ex-Blackburn) A torcida ainda espera algo do atacante Dong Fangzhou, do Manchester United, mas seu futebol na Premiership esteve longe de empolgar. Se o time mostrar seu potencial, sai à frente do Uzbequistão na luta pelo segundo lugar da chave. A partir do mata-mata, depende muito de a tabela ajudar.
Chinese Football Association
Como se classificou: segundo lugar no grupo E, com 3 vitórias, 2 empates e uma derrota contra Iraque, Cingapura e Palestina)
Participações na Copa da Ásia: 8 (1976, 1980, 1984, 1988, 1992, 1996, 2000 e 2004)
Melhor resultado: vice em 2004
Presenças em Copas do Mundo: 1 (2002)
Ranking da Fifa: 76ª colocada
Técnico: Zhu Guanghu
Malásia
Considerado apenas o ranking da Fifa, a Malásia já pode se preparar para uma campanha sofrível na Copa da Ásia. De todos os participantes, a equipe tem a pior colocação na listagem mais recente publicada pela entidade: 149º. Por isso, os anfitriões devem fazer apenas figuração no grupo C. Fazer frente a Irã, China e Uzbequistão não parece ser uma tarefa simples até para o torcedor mais otimista. O próprio técnico Norizan Bakar admite que a competição servirá mesmo como uma oportunidade para seus atletas disputarem um torneio importante contra seleções importantes do continente.
O treinador optou por convocar um elenco com um pouco mais de experiência na seleção para evitar um grande fiasco. Os atacantes Indra Putra Mahyuddin e Akmal Rizal se recuperaram de lesões e se tornaram a esperança de gols dos malaios. No entanto, o futuro não parece nada animador: nos amistosos de preparação para o torneio continental, a Malásia perdeu para Jamaica e Emirados Árabes. Tudo bem, houve uma goleada por 6 a 1, mas o adversário era o Camboja – 188º colocado no ranking da Fifa.
Nome da federação: Football Association of Malasia
Como se classificou: país-sede, classificou-se de forma automática
Participações na Copa da Ásia: 2 (1976 e 1980)
Melhor resultado: primeira fase (1976 e 1980)
Presenças em Copas do Mundo: 0
Ranking da Fifa: 149º
Técnico: Norizan Bakar
Irã
Terminando de forma invicta as eliminatórias para a Copa da Ásia, os iranianos entram como favoritos. Embora esteja há três décadas sem ganhar o torneio, é impossível não atribuir o favoritismo ao ‘time melli’ num grupo que tem China, Malásia, e Uzbequistão.
Após o fiasco na Copa do Mundo, ano passado, o técnico Branko Ivankovic foi massacrado pela imprensa do país e saiu. Para o seu lugar, assumiu Amir Ghalenoei, que havia sido campeão nacional pelo tradicional Esteghlal, de Teerã.
Nos amistosos preparatórios Ghalenoei experimentou vários desenhos táticos e deu oportunidade para muitos jogadores que estavam bem na liga iraniana, discutir, em campo, uma posição no time.
Depois de bater o Qatar, empatar com a Bielorussia e cair de quatro para o México, a equipe melli se recuperou e, no último amistoso venceu Gana, por 4×2, na capital Teerã. Esse jogo ficou marcado pela última cartada tática de Ghalenoei: o 4-3-3, com o astro Ali Karimi armando para o tridente ofensivo Enayati-Hashemian-Kazemian.
Proibido desconsiderar o Irã como favorito nesta Copa da Ásia, pois qualidade, tradição continental, e substância, andam sobrados na seleção dos aiatolás.
Nome da federação: Islamic Republic of Iran Football Federation (I.R.I.F.F) (em persa, جمهوری اسلامی ايران).
Como se classificou: 1º lugar no grupo B das Eliminatórias. 4 vitórias e 2 empates, numa chave com Coréia do Sul, Síria, e Taipei.
Participações na Copa da Ásia: 1968, 72, 76, 80, 84, 88, 92, 96, 2000, 2004, e 2007.
Melhor resultado:Campeão, em 1968, 72, e 76.
Presenças em Copas do Mundo: 1978, 98, e 2006.
Ranking da Fifa: 47º
Técnico: Amir Ghalenoei.
Uzbequistão
Único representante da Ásia Central no torneio, o Uzbequistão pode ser visto como uma espécie de ‘coringa’, que tanto pode chegar longe quanto cair logo na primeira fase. A chave para definir o futuro da equipe será a partida contra a China, já que a expectativa é que o Irã fique com o primeiro lugar do grupo C, e uzbeques e chineses briguem pela outra vaga nas quartas.
O astro do time, sem dúvida, é Maksim Shatskikh, atacante do Dynamo Kiev. Além dele, o Uzbequistão conta com outros seis jogadores que atuam fora do país – mas todos defendem times relativamente pequenos, de Ucrânia, Eslováquia, Rússia e Cazaquistão. A favor do time está o elenco sem pontos fracos óbvios e a força física.
No entanto, nos últimos anos, o Uzbequistão vem sofrendo com a falta de regularidade. Nas eliminatórias, a equipe sofreu para se classificar, inclusive empatando duas partidas contra o fraquíssimo time de Hong Kong. Com isso, o técnico russo Valery Nepomnyashiy foi demitido – o terceiro estrangeiro a cair em três anos. Em dezembro de 2006, assumiu o cargo o uzbeque Rauf Inileyev, que dirigia a seleção sub-23. Mesmo assim, os resultados irregulares seguiram, e a equipe ainda alterna boas exibições com tropeços decepcionantes.
Nome da federação: Uzbekistan Football Federation
Como se classificou:
3 vitórias, 2 empates, 1 derrota; 14 gols pró, 4 gols contra
Grupo F, junto com Qatar, Hong Kong e Bangladesh
– Uzbequistão 5×0 Bangladesh
– Qatar 2×1 Uzbequistão
– Uzbequistão 2×2 Hong Kong
– Hong Kong 0x0 Uzbequistão
– Bangladesh 0x4 Uzbequistão
– Uzbequistão 2×0 Qatar
Participações na Copa da Ásia: 3 (1996, 2000 e 2004)
Melhor resultado: quartas-de-final (2004)
Presenças em Copas do Mundo (incluir anos)
Ranking da Fifa: 58º (jun/2007)
Técnico: Rauf Inileyev.
Veja mais:


