Copa da Ásia: Como é Grupo A

A disputa na chave parece bem definida. Salvo alguma zebra, a Austrália terá um caminho sem grandes problemas para se classificar para as oitavas-de-final. Iraque e Omã lutam pela segunda vaga, com a anfitriã Tailândia correndo por fora. Com adversários um pouco abaixo do seu nível técnico, os Socceroos devem aproveitar suas primeiras partidas para corrigir eventuais falhas, um luxo que os outros favoritos ao título nem de longe podem sonhar. Apesar de ser a equipe mais frágil, a Tailândia conta com o fator casa como motivação extra.
Austrália
Os Socceroos mal chegaram à confederação asiática e já pintam como os grandes favoritos para a conquista da Copa da Ásia. Com um elenco experiente, acostumado a disputar torneios competitivos de alto nível na Europa, a Austrália chega credenciada como a única seleção do ‘continente’ que se classificou para as oitavas-de-final da última Copa do Mundo. Para justificar tantas expectativas, o treinador Graham Arnold mesclou experiência e juventude. No entanto, a condição de favorito pode se voltar contra a própria seleção, pois Arnold admitiu que, caso os australianos não cheguem à final, será um fiasco.
Os meias Tim Cahill e Harry Kewell, ameaçados de ficar de fora da competição, livraram-se de suas lesões e estão garantidos. Mark Viduka, que estava em dúvida se iria para a Copa da Ásia, resolveu seus problemas com a transferência do Middlesbrough para o Newcastle. As novidades aparecem na defesa: Patrick Kisnorbo e Michael Thwaite ocupam os lugares de Mark Popovic e Craig Moore; a falta de um maior entrosamento entre os novatos torna-se uma boa dica a ser explorada pelos adversários dos australianos.
Nome da federação: Football Federation Australia
Como se classificou: 1º do grupo D (9PG, 3V, 0E, 1D)
Campanha nas eliminatórias:
Bahrein 1×3 Austrália
Austrália 2×0 Kuwait
Kuwait 2×0 Austrália
Austrália 2×0 Bahrein
Participações na Copa da Ásia: estreante
Presenças em Copas do Mundo: 2 (1974 e 2006)
Ranking da Fifa: 48º
Técnico: Graham Arnold
Tailândia
Dos anfitriões, a Tailândia tem a maior experiência em disputar a Copa da Ásia. A equipe, que passou duas semanas na Alemanha como preparação para o torneio, contou com uma certa dose de sorte na hora do sorteio e levou vantagem sobre Indonésia, Vietnã e Malásia. Ao contrário dos três países, os tailandeses sonham com uma chance considerável de passar para as oitavas-de-final. Um desafio perfeitamente plausível para os comandados de Chanvit Pholchivin. No entanto, alcançar o terceiro lugar obtido em 1972 está muito acima das metas traçadas pela seleção.
Para passar da fase de grupos, o técnico contará com a ajuda de ‘Zico’. Não, não se trata do treinador do Fenerbahçe, mas sim de Kiatisuk Senamuang. O atacante, de 33 anos, recuperou-se recentemente de uma contusão e será o líder da equipe, mesmo sem estar em perfeitas condições físicas. O meia-atacante Sutee Suksomkit, que passou por um período de treinos no Chelsea e conta com um forte chute de esquerda, e o jovem atacante Teerathep Winothai, promissor atleta do Tero Sasana, são os outros destaques da seleção.
Nome da federação: Football Association of Tailandia
Como se classificou: país-sede, classificou-se de forma automática
Participações na Copa da Ásia: 5 (1972, 1992, 1996, 2000, 2004)
Melhor resultado: 3º (1972)
Presenças em Copas do Mundo: 0
Ranking da Fifa: 122º
Técnico: Chanvit Pholchivin
Omã
Em plena ascensão no cenário asiático, os omanis jogam pela segunda vez a Copa da Ásia. Depois de perder o ‘feiticeiro tcheco’ Milan Macala, técnico responsável pela notável evolução no futebol do país nos últimos tempos, trouxe para o comando o argentino Gabriel Calderón.
Visionário, o comandante portenho já chegou apresentando o planejamento para os próximos quatro anos. Seu passado recente, pelo golfo, denota bons resultados, como a classificação da Arábia Saudita para a Copa do Mundo 2006. Embora tenha sido demitido meses antes do Mundial da Alemanha.
Assim como as principais seleções árabes, no Omã a necessidade absurda de resultados imediatos também impera. Para se ter uma noção, nos últimos 23 anos, a média de permanência de um técnico no cargo, é de um ano.
Dentro de campo, a saída dos principais jogadores para grandes ligas do oriente médio fortaleceu muito a seleção.
Vindo de duas finais consecutivas da tradicional Copa do Golfo e com a participação na Copa da Ásia 2004, houve um natural amadurecimento, acrescentando experiência e confiança, atributos imprescindíveis para quem almeja o progresso futebolístico.
Num grupo com Austrália, Iraque e Tailândia, dá para pensar na inédita classificação para segunda fase. Daí para frente o que vier é lucro.
Nome da federação: Oman Football Association (em árabe, الاتحاد العُماني لكرة القدم).
Como se classificou: 2º lugar no grupo C das eliminatórias. 4 vitórias e 2 derrotas, numa chave com Emirados Árabes, Jordânia e Paquistão. (campanha e adversários de grupo)
Participações na Copa da Ásia: 2004 e 2007.
Melhor resultado: 3º lugar no grupo D, em 2004, e queda na 1ª fase. (incluir ano)
Presenças em Copas do Mundo: Nenhuma. (incluir anos)
Ranking da Fifa: 74º
Técnico: Gabriel Calderón (Argentina)
Iraque
Equipe recheada de talentos com pendor ofensivo, os iraquianos decepcionaram na última Copa do Golfo, disputada nos Emirados Árabes, em janeiro. Mas a qualidade de seus principais jogadores é digna de comentários em qualquer vestiário adversário.
A federação local fez de tudo para trazer o técnico Adnan Hamad, do Al Faisaly, da Jordânia, que também conduziu o Iraque ao memorável 4º lugar nas Olimpíadas de Atenas, em 2004. Mas no final, teve de se contentar com o não menos experiente treinador brasileiro Jorvan Vieira, que teve pouco mais de um mês para preparar os “Leões dos dois rios” para a competição.
Desconhecido no Brasil e há três décadas rodando o mundo, Jorvan Vieira terá a disposição figuras como Nashat Akram, um meia de passada larga que atua no Al Shabab, da Arábia Saudita. Ainda no meio-campo Hawar Mulla Mohammed, fantasioso e com capacidade goleadora. Além do artilheiro Younis Mahmoud, um demolidor ainda escondido no oriente médio, sob o olhar atento de alguns olheiros europeus.
Talento o time tem muito, veremos na prática se conseguem superar o longínquo 4º lugar, em 1976, melhor resultado do país na história da Copa da Ásia.
Nome da federação: Assod Al Rafidain (em árabe, اسود الرافدين).
Como se classificou: 1º lugar no grupo E das Eliminatórias. 3 vitórias, 2 empates, e 1 derrota, numa chave com China, Cingapura e Palestina.
Participações na Copa da Ásia: 1972, 76, 96, 2000, 2004, e 2007.
Melhor resultado: 4º lugar, em 1976.
Presenças em Copas do Mundo: 1986.
Ranking da Fifa: 84º
Técnico: Jorvan Vieira (Brasil).
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