Completa, Alemanha pega desfalcada Turquia

Na primeira semifinal da Eurocopa, uma Alemanha completa desafia uma Turquia devastada por desfalques, mas fortalecida pelos últimos resultados na competição. Embora o Nationalelf pinte como grande favorito para o jogo em Basiléia, nesta quarta-feira, às 15h45min (horário de Brasília), os alemães mantêm o pé atrás contra os rivais, vindos de vitórias heróicas arrancadas nos minutos finais de seus jogos.
Em sua caminhada até as semifinais, a Alemanha terminou a primeira fase em segundo lugar no grupo B, com seis pontos. O Nationalelf ganhou de Áustria (1 a 0) e Polônia (2 a 0), mas perdeu da Croácia (2 a 1). Nas quartas-de-final, a equipe reencontrou Portugal, adversária da decisão do terceiro lugar da Copa do Mundo-06. Mais uma vez, os alemães levaram a melhor: ganharam por 3 a 2 e eliminaram os Tugas.
Já a Turquia se manteve viva até aqui graças a fortes doses de emoção. A equipe garantiu sua vaga no grupo A com uma emocionante virada por 3 a 2 sobre a República Tcheca na rodada final da primeira fase – isso porque vinha de outra virada, desta vez em cima da Suíça (2 a 1). Nas quartas, mesmo com muitos desfalques, a seleção segurou um 0 a 0 com a Croácia. Na prorrogação, arrancou um empate por 1 a 1 com um gol nos acréscimos e, enfim, ganhou nos pênaltis.
Essa força demonstrada pelos turcos, principalmente nos momentos finais de seus jogos, preocupa a Alemanha. Considerado como favorito para o duelo, o Nationalelf tem consciência das dificuldades que os adversários devem lhe impor. Os turcos chegam pela primeira vez tão longe em uma Euro. Já os alemães confiam em seu retrospecto positivo: das cinco vezes nas quais chegaram às semifinais, em apenas uma delas não avançou à decisão (em 1988).
Curiosamente, as duas seleções já se enfrentaram na Suíça. Foi na Copa de 1954, e a então Alemanha Ocidental ganhou as duas partidas com uma larga vantagem. Na primeira, os alemães golearam por 4 a 1 em Berna. Em seguida, em jogo-desempate disputado em Zurqiue, nova derrota dos turcos: 7 a 3. Pelo menos o último confronto traz melhores recordações à Turquia. Em amistoso disputado em outubro de 2005, em Istambul, os donos da casa ganharam por 2 a 1. O último triunfo alemão sobre os rivais ocorreu em maio de 1992: 1 a 0, em amistoso realizado em Gelsenkirchen.
Dois jogadores da seleção turca nasceram na Alemanha: Hakan Balta (Berlim) e Hamit Altintop (Gelsenkirchen). Aliás, diversos atletas turcos atuam em clubes alemães, em um reflexo da grande presença de imigrantes no país.
Para o duelo desta quarta-feira, o treinador Joachim Löw contará com força total. Torsten Frings, recuperado de uma fratura na costela que o tirou da partida contra Portugal, retorna à equipe titular no lugar de Thomas Hitzlsperger. Esta deve ser a única mudança feita pelo treinador, que provavelmente mandará a campo a seguinte formação: Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder e Lahm; Schweinsteiger, Rolfes, Ballack e Frings; Klose e Podolski.
Do lado turco, Fatih Terim não tem a mesma tranqüilidade para montar sua equipe. Apenas 14 jogadores (dentre os quais dois goleiros) estão aptos para a disputa do jogo. O defensor Emre Asik, os meias Tuncay Sanli e Arda Turan e o goleiro Volkan Demirel estão suspensos. Nihat, Emre Belozoglu, Emre Güngor e Ayhan estão machucados. Servet Çetin, também lesionado, pode ir para o sacrifício. Tümer Metin só tem condições de atuar por meia hora.
Pelo menos a Turquia terá a volta de Mehmet Aurélio, que cumpriu suspensão contra os croatas. Para se ter uma idéia da situação calamitosa, Tolga Zengin, terceiro goleiro, pode ser usado em caso de emergência, improvisado na zaga ou no ataque.


