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Com bad boy no seu time…

Edmundo nunca escondeu sua paixão pelo Carnaval carioca – e pelo Salgueiro, que este ano acabou com um jejum de 16 anos ao conquistar o título. Dez anos atrás, no entanto, a Sapucaí deu mais dores de cabeça do que alegrias para o atacante, que abandonou a Fiorentina em pleno Campeonato Italiano para participar dos desfiles. Era um momento delicado para a Viola, que tinha chances realistas de disputar o título da Série A, mas estava desfalcada de seu goleador Gabriel Batistuta, machucado.

O Animal afirma que sua viagem no Carnaval era autorizada em contrato, mas a falta de consideração com a torcida e os companheiros não passou batida. Em seu retorno à Itália, o clima não era mais o mesmo. Durante um treinamento, o técnico Giovanni Trapattoni mandou o recado: “É hora de você crescer e se tornar responsável, porque sem a cabeça no lugar você não chegará a lugar nenhum, apesar de seu talento”.

Edmundo fechou as portas para uma carreira promissora na Europa e acabou retornando ao Vasco no mesmo ano. Nunca foi o jogador que poderia ter sido. Uma história que pode servir de lição para outros brasileiros que cometeram atos de indisciplina no exterior.

Romário

“¿Cuatro de la matina?, ¿de verdad?”. Assim reagiu Claudio Ranieri, técnico do Valencia em 1997, ao saber de mais uma saída noturna de Romário, no mesmo dia em que o Baixinho havia ficado fora de um treino por uma faringite. E depois que Ranieri o deixou de fora de vários jogos, avisou: “Não fui contratado para treinar, mas para jogar”. No fim do ano, já estava de volta ao Flamengo.

Robinho

Sem corresponder às expectativas criadas na época de sua contratação, em 2005, o ex-santista se sentiu desprestigiado pelo Real Madrid ao ser oferecido como moeda de troca para contar com Cristiano Ronaldo. Deu declarações polêmicas, se indispôs no clube e estava certo de que jogaria no Chelsea – mas a negociação melou, e, sem clima para ficar no time espanhol, acabou aceitando se transferir para o Manchester City.

No clube inglês, Robinho também aprontou. Durante um período de treinamentos do clube na Espanha, viajou sem autorização do clube para o Brasil. Dias depois, surgiu a explicação: ele era acusado de agressão sexual por uma jovem na Inglaterra.

Carlos Alberto

Contratado como o jogador mais caro da história do Werder Bremen, o meia, atualmente no Vasco da Gama, é mais lembrado por sair no braço com o colega Sanogo durante um treino. A briga resultou em uma suspensão de três dias para Carlos Alberto, que deu muitas alegrias à torcida alemã – no dia em que foi anunciada sua saída para o São Paulo.

Thiago Neves

Astro do Fluminense, autor de três gols em uma final de Libertadores, o meia achava que teria vaga garantida no time do Hamburg. Ledo engano. Após ser colocado na reserva pelo técnico Martin Jol, começou a manifestar insatisfação. Em vez de lutar por seu espaço no time, preferiu fazer corpo mole nos treinamentos para cavar seu retorno ao Brasil. Depois de alcançar seu objetivo e voltar ao Fluminense, mandou a pérola: “Estou dando um passo para trás para depois poder dar dois passos à frente”.

Djalminha

O talentoso meia com passagens por Flamengo, Guarani e Palmeiras não tinha uma relação muito cordial com o técnico Javier Irureta no Deportivo La Coruña. Mas poucos poderiam imaginar que ele chegaria a agredir o treinador com uma cabeçada, como fez durante um treinamento em maio de 2002. O incidente acabou com suas chances de disputar a Copa do Mundo – melhor para o jovem Kaká, que fez parte do grupo pentacampeão.

Júnior Baiano

O zagueiro, hoje no Volta Redonda, teve sua passagem pelo Werder Bremen abreviada por causa de um soco em um adversário durante a temporada 1995/1996. A agressão lhe valeu uma suspensão de dez jogos, motivando o clube a liberá-lo para o Flamengo, onde começou a carreira.

Renato Gaúcho

A capital italiana se lembrará mais de Renato Portaluppi por sua frequência na vida noturna do que a suas aparições em campo. Durante a temporada 1988/89, deu alegria de muitas mulheres e desespero a muitos torcedores da Roma. Foi apelidado “Púbis de Ouro”, em referência irônica ao apelido de Maradona, “Pibe de Oro”. Bola na rede, no sentido literal, faltou. Ele não marcou nenhum gol no Campeonato Italiano e foi mandado de volta ao Brasil.

Adriano

Aquele que já mereceu o apelido de Imperador teve um início arrasador na Internazionale, mas sofreu uma queda de rendimento diretamente ligada a seus excessos extracampo. Por mais de uma vez, foi enviado de volta ao Brasil por causa de seus atos de indisciplina – chegando inclusive a aparecer para treinar sem condições. Este ano, reapresentou-se com atraso ao clube, mas ganhou mais uma oportunidade com o técnico José Mourinho. Resta saber quantas ainda terá.

Luís Fabiano

O atacante da Seleção Brasileira já era conhecido por seu pavio curto desde os tempos de São Paulo. No Sevilla, ele mostrou que pouca coisa mudou. Em janeiro de 2007, durante um jogo com o Zaragoza, trocou socos com o uruguaio Carlos Diogo e pegou cinco rodadas de gancho.

Claudinei

Em 2004, o volante havia sido emprestado pelo América-MG ao Helsingborg, da Suécia, mas fugiu para o Brasil sem dar satisfações. O Coelho teve de devolver US$ 44 mil ao clube sueco – e ainda pagar a conta de telefone de US$ 7 mil que o jogador deixou na Suécia. Claudinei morreu assassinado em Belo Horizonte no mesmo ano.

Colaboraram Paulo Torres e Gabriel Câmara.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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