Chelsea: A era Grant/Ten Cate

por Diogo Nery

No dia 18 de setembro de 2007, acabava a era Mourinho no Chelsea. A maioria dos torcedores ficaram chocados pois todos gloriavam Mourinho e não por acaso, venceu duas Premier Leagues em três anos que disputou, venceu duas vezes a Carling Cup (mesmo sendo uma taça sem tanta expressão, sempre é bom ganhar títulos) e uma vez a FA Cup. Mourinho é odiado pelos adversários por seu jeito e suas palavras, mas por seus comandados e a torcida do time que ele dirige, todos o adoram. Uma das frases mais marcantes dele pelo Chelsea foi: “I think I’m the Special One”.

Até hoje não se sabe o fator principal da divergência entre Abramovich e Mourinho. Alguns dizem que foi o fato de Shevchenko ser pouco aproveitado (o que eu acho improvável), outros dizem que Abramovich queria o time para frente, praticando um futebol bom de ser ver e outros dizem também que Mourinho saiu porque no Chelsea não conseguiu vencer a UCL (sonho de consumo de Abramovich).

Quando anunciaram a saída de Mourinho, Grant e Steve Clarke assumiram a equipe. Todos esperavam que essa dupla fosse temporária, somente para o jogo em Old Trafford, dia 23. Como Grant e Clarke tiveram pouco tempo para trabalhar até o jogo contra o Manchester United, o time perdeu de 2 a 0. Outro fator decisivo também foi a expulsão de Mikel no primeiro tempo, injusta a meu ver.

Grant, após a derrota contra o Manchester United emplacou. Ganhou do Hull City, empatou com o Fulham, e depois venceu Valencia e Bolton fora de casa.

Abramovich queria no Chelsea um futebol vistoso, por isso foi atrás de Ten Cate. Ele (Ten Cate) estava no Barcelona na época em que eles foram campeões da liga nacional e da Champions League mostrando um futebol envolvente. Abramovich então o contratou para ser assistente técnico de Grant. A parceria já esteve presente em quatro jogos (contra Middlesbrough, Schalke 04, Manchester City, Leicester) todos com vitória. Desses quatro jogos, pude acompanhar dois. O que mais me impressionou, além do futebol bonito foi o toque de bola envolvente. Lampard, Essien e Mikel envolvem o time adversário com o toque de bola rápido e sem chutões para frente.

O que todos esperavam que fosse temporário vem sendo fator indiscutível por enquanto. Grant e Ten Cate, além de estarem ganhando jogos difíceis, como no jogo contra o terceiro colocado, Manchester City, por 6 a 0, estão ganhando bem e convencendo.

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