Sem categoria

“Cheguei sendo bem tratado”

Único estrangeiro no Daejeon Citizen nesta temporada 2009 da K-League, o brasileiro Ricardo Costa fala das primeiras semanas no clube sul-coreano. Aos 26 anos, ele já chegou com direito a algumas regalias no ‘Purple Crew’, como o clube é chamado pelos fãs.
”Sou o único que dorme em cama nas concentrações. Os outros preferem ficar no chão” afirma.
O ex-atacante do Corinthians, também chamado de Titi, vem de uma temporada no Veria FC, da Grécia. 

Como tem sido suas primeiras semanas no Daejeon Citizen?
O primeiro contato com os dirigentes, os jogadores e a comissão técnica foi muito bom. O Daejeon é considerado o time que melhor trata seus estrangeiros e tenho visto muito esforço de todos para me fazer sentir-se bem. A cultura é muito diferente mesmo, mas eles procuram amenizar isso com algumas regalias. Por exemplo: Sou o único que dorme em cama nas concentrações. Os jogadores preferem ficar no chão.

O fato de já ter jogado no exterior tem facilitado sua adaptação na Coréia do Sul?
Com certeza minha experiência internacional ajudou tanto na minha contratação quanto está ajudando na adaptação. Acho que ampliamos mais nossos horizontes quando vivemos outra cultura e aprendemos a respeitar e nos adaptar mais facilmente.

Como está sendo trabalhar com o técnico Kim Ho, que é o mais veterano da K-League?
É uma pessoa fantástica, tem tentado me deixar à vontade. Ele foi o grande responsável pela minha contratação. Apesar dos seus quase 70 anos, ele tem uma visão moderna e objetiva do esporte.

O Daejeon Citizen fez péssima campanha no ano passado. Para você que está chegando agora, tem sentido que as exigências do clube são grandes para este ano?
O Daejeon é um clube do cidadão, patrocinado pela prefeitura. Os torcedores são fanáticos e se sentem parte do clube, até donos dele, e já causaram alguns problemas com a comissão técnica. As pretensões do clube são de apagar a péssima campanha do ano passado.

O que tem achado dos treinos e amistosos com os novos companheiros? Muita correria?
Já fizemos vários amistosos. Hoje (21) jogamos contra o Kyoto Sanga, do Japão, time do Diego Souza, do Sidiclei e do Paulinho. Ganhamos de 1 a 0. A correria é impressionante. Eles confundem um pouco pressa com velocidade. Tudo é feito com pressa e isso acaba comprometendo a qualidade dos passes. O grande desafio para nós estrangeiros é tentarmos ler as jogadas e pensar como os coreanos, para receber bons passes.

A cidade de Daejeon tem muitos atrativos? Como é a vida aí?
Conheci um pouco a cidade e parece ter várias opções de lazer. Alguns restaurantes internacionais, até uma churrascaria, shoppings, um parque temático e um centro enorme de exposições.

Entre as equipes estrangeiras que você jogou, o Örebro da Suécia foi o clube que você atuou por mais tempo. Como avalia sua passagem pelo futebol sueco e porque deixou o país?
O Örebro SK foi o clube que me abriu as portas na Europa. Tudo aconteceu depois dele na minha vida. Foi uma passagem muito feliz, guardo ótimas recordações da equipe e do país. Depois de cumprir meu contrato, eu preferi dizer não a uma proposta de renovação para buscar meu caminho em outro lugar, um mercado maior. Foi quando fui para a Espanha.

Porquê não foi aproveitado no Corinthians?
O Corinthians é um clube viciado em vitórias. Eu fiz parte de uma grande geração, mas que infelizmente não foi vitoriosa. A Taça SP de Futebol Júnior é a grande chance dos jovens do Corinthians terem uma oportunidade no time de cima. Só se chama atenção quando o time é campeão e infelizmente o nosso time de 2003, com Júlio Cesar, Betão, Fininho, Rosinei, Coellho, Bobô etc..não passou da primeira fase. Esses jogadores tiveram mais uma oportunidade no ano seguinte, por serem mais novos, e aproveitaram. É uma frustração que levarei comigo.

 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo