Sem categoria

“Chegamos com prestígio”

Ele esteve perto de voltar para o Brasil recentemente, porém, o Dynamo Kiev pediu um alto valor para liberá-lo. Esteve na pauta de vários clubes, mas as negociações não avançaram. Aos 26 anos, Betão está desde 2008 na Ucrânia.

Nesta conversa com a Trivela, o ex-zagueiro do Corinthians, formado nas categorias de base do Parque São Jorge, fala sobre a carreira, a passagem pelo Santos, a rivalidade com o Shakhtar e a vontade de voltar ao futebol brasileiro.

Você já manifestou desejo de voltar ao Brasil. O que dificulta isso?
A dificuldade é que o pessoal do Dynamo gosta bastante de mim e eles não vão me liberar tão fácil assim. Pode ser que a quantia do valor do empréstimo seja alta para os padrões brasileiros, dificultando a negociação.

Você foi criado no Corinthians. Tem acompanhado o time no ano do centenário do clube?
Acompanho o Corinthians como acompanho as outras equipes, via internet ou quando passa algum jogo ao vivo aqui.

Você teve bons e maus momentos no Parque São Jorge. Seu coração ainda bate mais forte quando assiste jogos do clube?
Tenho saudades da convivência que tive por lá, afinal, foram 14 anos e fiz muitas amizades. Quando vejo algo do Corinthians, a primeira coisa que me vem à memória são os amigos que fiz.

A queda para a série B foi o momento mais triste da sua carreira?
Até então sim. Como ainda estou longe de encerrar, pode ser que aconteçam outros momentos ruins, mas espero que não. (risos)

O que achou da Seleção Brasileira na Copa do Mundo?
Achei que a nossa Seleção poderia ir mais longe, por outro lado, não vi o Brasil jogando com cara de “Brasil”, com aquele futebol envolvente e sempre objetivo como estamos acostumados.

Já está adaptado ao frio de Kiev?
São dois anos já. Adaptado não sei, mas já me acostumei com o dia a dia de Kiev.

Como é jogar com Shevchenko, um dos principais jogadores da história da Ucrânia?
Uma pessoa boa de grupo e humilde. Costumo dizer que aqueles que são grandes jogadores não precisam forçar a barra para mostrar o que são. Existem muitos que não conquistaram nada e querem ser mais do que realmente são. Como jogador, é claro que ele não tem mais aquele virilidade de antes, porém, ainda demonstra muita qualidade e força de vontade.

A rivalidade entre Dynamo e Shakhtar é tão grande quanto as disputas dos clubes paulistas?
Sim, porque normalmente são os dois clubes que costumam decidir o título. Historicamente o Dynamo está na frente com mais títulos, porém, atualmente o Shakhtar tem uma equipe muito boa e até chegou à conquista da Copa da UEFA, com a presença de muitos jogadores que eu admiro bastante pelo futebol que apresentam.

Quando você trocou o Corinthians pelo Santos. Houve muita resistência por parte da torcida santista?
Eu diria que houve por uma pequena parte de torcedores. Depois com muito profissionalismo, trabalho e respeito à camisa do Santos, todos reconheceram meu trabalho e ainda hoje muitos torcedores santistas pedem minha volta ao Santos e recebo o carinho de todos.

Você esteve atuando como lateral direito no Dynamo. Isso foi bom ou ruim?
Na temporada passada atuei o ano todo na lateral e agora voltei para a zaga central. Para mim foi bom, aprendi a jogar em mais uma posição e com isso consegui mais experiência de jogo.

No seu clube existem vários brasileiros, como é o convívio com eles fora de campo?
Aqui nós convivemos como família, justamente pela distância dos parentes e amigos do Brasil. Sempre saímos para jantar, ir ao shopping, ao clube e passear pela cidade juntos.

Como são tratados os brasileiros na Ucrânia?
Eles gostam pela maneira diferente de jogar. Mas em um primeiro instante ficam um pouco enciumados pelo prestígio com que chegamos, mas depois passa. (risos)

Mais textos deste colaborador aqui.

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo