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Buffon defende Azzurra: “Nunca jogamos futebol espetáculo”

Diante das críticas à apresentação da Itália na derrota por 1 a 0 para o Egito, na Copa das Confederações, o goleiro Gianluigi Buffon saiu em defesa da equipe e lembrou que a Azzurra nunca foi reconhecida por um jogo espetacular. O resultado deixou o time de Marcello Lippi em situação delicada para a última rodada do grupo B, domingo, quando enfrenta o Brasil.

“A Itália nunca foi o país do futebol espetáculo, ou técnico, ou da vitória fácil, tipo 6 a 0”, disse Buffon em entrevista coletiva. “Nosso futebol é forte, a Itália é historicamente uma seleção combativa, que se está bem fisicamente é difícil, se não impossível, de bater. Mas é uma equipe que tem dificuldade com todos os adversários, foi assim até na Copa do Mundo que conquistamos”.

“O futebol espetáculo, conosco, não funcionou nem com (Arrigo) Sacchi, tem que ficar para o Brasil, para o Barcelona. Nunca fomos 'globetrotters', não vejo por que possam nos pedir que o sejamos, até mesmo em casa. As críticas sobre a atuação foram mais duras por causa do resultado”, argumentou.

A Itália fez um primeiro tempo ruim contra o Egito e saiu de campo perdendo por 1 a 0. Na segunda etapa, criou pelo menos quatro boas oportunidades de gol, mas esbarrou nas falhas de finalizações e nas boas defesas do goleiro adversário.

Questionado sobre uma suposta dificuldade com o esquema 4-3-3, que deixaria o meio-campo em inferioridade numérica, o goleiro da Juventus comentou: “Jogamos com este módulo há três anos, o fazíamos também com Donadoni, não é novidade. Os resultados foram alternados. Provavelmente, quando não estamos nas melhores condições no meio, sofremos um pouco mais”.

“A Copa das Confederações deve servir também para fazer um certo tipo de avaliação, um certo tipo de experiência. O treinador pode até decidir mudar – nada está definido – pensando no Mundial do ano que vem”, lembrou.

Buffon disse ainda que a Itália tem condições de se recuperar e buscar o título do torneio: “Quero a certeza de que somos competitivos contra as equipes mais fortes. Espero demonstrar que não valemos menos que o Brasil. Além disso, quero conquistar o título. Mas se vencermos (o Brasil) e formos eliminados, estou feliz da mesma forma. Vencer uma equipe como o Brasil seria o mais importante”.

A Itália terá de vencer por dois gols de diferença para se classificar sem depender do resultado do Egito contra os Estados Unidos. Em caso de vitória simples da Azzurra, não será possível superar o Brasil pelo saldo de gols, e ainda há a possibilidade de ser ultrapassada pelo Egito.

“A Itália pode bater o Brasil, a Espanha e depois de novo o Brasil”, concluiu o goleiro.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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