Bryan Ruiz: “Ajax e PSV serão nossos adversários”

Se o Twente, hoje, desfruta do fato de disputar a fase de grupos da Liga dos Campeões, pela primeira vez em sua história, o atacante costarriquenho Bryan Ruiz é um dos responsáveis por isso. Afinal de contas, desde que chegou ao clube de Enschede, em 2009, Ruiz tornou-se titular absoluto, seja como atacante, seja como armador.
Mostra disso foi dada já em sua primeira temporada, quando fez 24 gols, sendo o vice-artilheiro da Eredivisie. E, agora, Ruiz falou à Trivela sobre o prolongamento da boa fase do Twente, vice-líder do Holandês e ainda sonhando com classificação na Liga dos Campeões. Confira:
O Twente vive, provavelmente, o melhor momento de sua história: é o atual campeão holandês, campeão da Supercopa da Holanda, indo bem na Eredivisie atual e estando na fase de grupos da Liga dos Campeões. Os jogadores pensam em fazer ainda mais história para o clube?
É claro que pensam em fazer mais história para o clube. O mais importante, para nós, é continuar nosso jogo, e tentar vencer todas as partidas.
Com Blaise N'Kufo, o maior goleador da história do Twente, tendo deixado o clube, você se tornou o principal atacante do time. Como você lida com isso? Os outros atacantes, como Luuk de Jong, Emir Bajrami e Marc Janko, ajudam você?
Não acho que eu seja o principal atacante do time. Sou um deles. Cada jogador tem suas qualidades.
Você joga, normalmente, como atacante pela esquerda. Você se sente preparado para jogar em outras posições quando necessário – como Luuk de Jong, que pode jogar como finalizador ou como armador?
Jogo na posição em que o técnico precisar. Gosto de jogar como camisa 10, um armador. Mas jogar pelas pontas também está bom.
Antes de ir para o Twente, você jogou na Bélgica, pelo Gent. Você acha que Bélgica e Holanda são bons países para um jogador não-europeu começar a carreira no continente, e ficar preparado para ir rumo a um centro maior, como Alemanha, Inglaterra ou Itália?
Sim, eu realmente penso assim. No passado, muitos jogadores fizeram essa escolha.
Na sua opinião, quais times são os adversários mais fortes para o Twente, na tentativa de vencer novamente a Eredivisie?
Acho que Ajax e PSV serão nossos adversários.
A última temporada foi inesquecível para o Twente. Você se lembra de algum fato que foi muito importante, no caminho para o primeiro título nacional? O quanto foi importante o trabalaho de Steve McClaren – e dos jogadores, como N'Kufo, Stoch ou Kenneth Perez?
O trabalho de todo o elenco foi importante. McClaren fez de todas as qualidades individuais um real coletivo, e permitiu que acreditássemos no título.
Você é um dos jogadores mais importantes na seleção da Costa Rica. O time quase foi para a última Copa, mas o Uruguai impediu, na repescagem. Doeu muito ficar fora da Copa? O que o time precisa fazer para retornar a uma Copa, em sua opinião?
Ficar fora da Copa ainda dói. Estamos fazendo tudo certo, agora, e espero que consigamos a classificação da próxima vez.


