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Brasuca em campo na Ásia

No magnífico estádio do Al-Sadd na sua capital Doha, o Catar receberá neste sábado o ascendente Uzbequistão na abertura do Grupo A das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul. Para contar como foi a preparação para esse jogo batemos um papo com o zagueiro Marcone. Naturalizado catariano, o recém contratado do milionário Al-Gharafa, campeão nacional, avisa.
“Jogaremos no erro do adversário!”. Confira! 

O Uzbequistão vem fazendo uma campanha excelente e tem uma escola com estilo mais europeu e mais físico que o Catar. Como encarar essa estréia no Grupo A?
Será um jogo muito difícil, o Uzbequistão usa muito a força e as bolas aéreas o que com certeza irá dificultar para nós, estamos trabalhando há um mês justamente para tentar jogar em cima da fragilidade do adversário. Jogaremos em casa e não há outro pensamento a não ser a vitória. 

Como você avalia o desempenho do Catar na fase anterior das Eliminatórias contra China, Iraque e Austrália? Foi um sufoco a classificação, não?
Foi muito difícil e disputada, conseguimos a classificação no último jogo contra o Iraque, campeão da Asia e um time muito forte. Foi uma grande oportunidade de provarmos que estamos trabalhando no caminho certo, esperamos manter a mesma concentração para essa última fase.

Parece haver certa dificuldade do treinador Jorge Fossati em encontrar o padrão de jogo ideal pro Catar. O que está faltando pra seleção convencer?
Manter um time motivado aqui é muito difícil e o Fossati tem conseguido através de rodízios de alguns jogadores, isso realmente dificulta um padrão de jogo, porém a superação tem vindo justamente dessa motivação, o grupo sempre se encontra disposto a lutar a cada partida pelos objetivos.

O Catar depende muito do talento dos naturalizados como o brasileiro Fábio César e o uruguaio Sebastian Soria? O meia-atacante Khalfan já está 100{a12cf170529acbd7b36c6d9566dcea6b97d0f72dc979800f5851fcdd34e7d94a} depois da grave lesão que sofreu?
O Fábio e o Soria são jogadores de extrema importância para a nossa seleção, além de serem grandes jogadores são grandes homens e vem nos ajudando muito nesse projeto de Copa do Mundo. O Khalfan já está totalmente recuperado e vem crescendo tecnicamente a cada treino, acredito que essa fase pode ser uma excelente oportunidade de vermos o Khalfan brilhar pela nossa seleção.

Foi o técnico Marcos Paquetá quem indicou sua contratação ao Al-Gharafa? Como está sendo os primeiros meses no novo clube?
O Paquetá me ajudou muito nessa transferência para o Al-Gharrafa, para mim será um grande prazer trabalhar com um treinador vencedor como ele. Espero que eu possa contribuir para a continuidade do sucesso que o time vem tendo nos últimos anos, estou muito feliz e motivado com a transferência.

O que mais impressiona é o Al-Gharafa ter do meio pra frente Basheer, Nashat Akram, Fernandão, Younis Mahmoud, Araújo, Hakan Yakin, alguém vai ter que pegar banco nesse time…
(Risos) É difícil porque trata-se de grandes jogadores mas acho que só quem tem a ganhar com isso é o clube, o pensamento é de fazer uma excelente Champions League Asiatica em 2009.

O Al-Gharafa é mais favorito do que nunca nessa temporada 2008/9?
De forma nenhuma, os times se prepararam muito bem e ainda estão se reforçando, o Al-Sadd com certeza trará outros jogadores além do técnico Leão. O Al-Rayyan tem o Paulo Autuori, Ricardinho, Tavares. Esse ano temos muitos nomes interessantes que podem resolver nos seus respectivos times como Magno Alves, Roger, Marcinho, Felipe, Emerson, Wilton, Rodolfo, Fábio e outros. Será um campeonato muito disputado.

Você ainda pretende jogar no Brasil?
Eu penso em voltar ao Brasil, mas não agora, estou vivendo um momento muito importante em minha carreira. Disputar uma eliminatória de Copa do Mundo é uma experiência inigualável e eu pretendo fazer o máximo para conseguir os objetivos do país, estou muito feliz aqui e a minha família também.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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