Brasileiro conta como é a segunda divisão romena

Neste sábado começa o Campeonato Romeno da segunda divisão, e como de costume são vários os brasileiros a disputar a competição. O sistema de disputa é simples. São dois grupos de 16 equipes cada, onde sobem os dois primeiros de cada chave.
Conversamos com o brasileiro Jefferson, do Arielsul Turda. Ex-jogador do Chievo, o volante começou bem a pré-temporada. Dois gols em três jogos. Nesta entrevista ele fala sobre a carreira e o futebol na Romênia.
Como sua equipe se preparou para a segunda divisão?
Vamos estrear fora de casa contra uma equipe de tradição no futebol romeno que é o Gaz Metan CFR Craiova. A nossa equipe se preparou bem fizemos a pré temporada em Brasov durante dez dias e jogamos alguns amistosos contra equipes de série A.
Quais são os principais favoritos?
O Timisoara é o grande favorito, pois é um grande clube que nos últimos anos disputou a Champions League. Ele foi rebaixado na última temporada e será nosso grande concorrente por uma das vagas à elite.
Há muitos estrangeiros na competição? E no seu time?
Tem vários estrangeiros na competição, vários africanos e alguns argentinos e brasileiros. Temos três brasileiros na equipe, contando comigo. É o Felipe, que joga no ataque, e o Miranda, zagueiro. O primeiro é de Poços de Caldas, Minas Gerais, e o segundo de Cuiabá.
Em três jogos amistosos você marcou duas vezes. O início está saindo melhor do que o planejado?
Graças a Deus, particularmente iniciei bem fazendo gols e espero manter esta regularidade e evoluir mais durante a competição.
Hoje você vive em qual cidade, como está a adaptação ao país e a cultura local?
Estou morando em Cluj Napoca, a terceira maior cidade da Romênia, a adaptação está sendo boa, mas tenho dificuldades na comunicação ainda, pois não falo romeno.
Esta é sua segunda participação no futebol europeu, já que você havia passado pelo Chievo. Como foi sua experiência na Itália?
A Itália foi onde tudo começou de verdade, foi onde assinei o meu primeiro contrato como profissional. Cheguei com 16 anos aprendi muito, cresci tanto pessoalmente como profissionalmente. Devo muito aos treinadores que tive no Chievo. Pois me fizeram evoluir taticamente e ser mais objetivo. Agora procuro aliar a disciplina tática do futebol europeu com a técnica do futebol brasileiro.
Tem muita diferença no futebol entre esses dois países, Itália e Romênia?
Ainda é cedo para tirar uma conclusão, mas pelo que vi até agora no futebol romeno, não tem muita diferença, é sempre um futebol tático e de muita força, assim como o italiano.
Você passou por alguns times do Brasil, onde teve mais destaque?
No Brasil passei por Mixto, de Cuiabá, e Ipatinga. A maior experiência foi com o Ipatinga, pois tive a oportunidade de fazer parte do grupo que disputou o Brasileiro da Série A.
Tem interesse em voltar para o país? Quais são seus planos pro futuro?
Tenho interesse em algum dia voltar para o Brasil. Mas no momento meu grande objetivo é fazer um grande campeonato no FC Arielsul Turda para voltar a jogar em um grande pais do futebol Europeu, como Itália e Espanha.


