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Brasil está brincando de colecionar atuações fracas na fase de grupos das Olimpíadas

Não dá para falar de fase. Não dá para culpar o ano. Não dá para responsabilizar só o técnico. O que a seleção olímpica do Brasil fez no segundo confronto da fase de grupos, contra o Iraque, foi pura negligência do time. Se é que assim pode ser chamado. Afinal, era cada um jogando por si e a desorganização a favor de todos. Talvez o erro do Brasil tenha começado antes mesmo das Olimpíadas terem início. Viram que não havia momento mais propício para, finalmente, faturar a tão sonhada medalha de ouro. Era o anfitrião. Contaria com o apoio da torcida. Então, montaram uma equipe competitiva para a disputa do topo do pódio. Um time superior, se tratando de nomes, às demais seleções, mas que sentiu demais essa tal superioridade e fez que ela valesse de menos nos dois primeiros jogos.

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O Brasil entregou ao torcedor presente no Mané Garrincha mais uma atuação fraca. Neymar. Gabriel. Renato Augusto. Gabriel Jesus. Rafinha. Difícil pensar em quem pode ter sido pior. Este último, por sinal, não deveria ter saído do banco. Ou nem ter sido convocado. Em menos de cinco minutos em campo, mostrou que suas condições físicas eram limitadíssimas e que estava totalmente sem ritmo de jogo. Da mesma forma que o camisa 5. Renato Augusto foi péssimo. Novamente. Não buscou o jogo em nenhum momento. E para arrematar a atuação desastrosa, errou um gol feito nos últimos minutos de partida. Olhando para o jogo contra a África do Sul e o de hoje, a sensação que ficou é a que o volante foi uma convocação desperdiçada, já que é um dos jogadores com idade acima da permitida para jogar as Olimpíadas.

A melhor chance que os brasileiros tiveram para abrir o placar foi o chute que Renato Augusto provavelmente mirou em um ponto fora do estádio. Gabriel enfiou uma bola para William, que recebeu na área e cruzou para o camisa 5 desperdiçar na frente do gol, sem goleiro. No segundo tempo, com a partida já nos acréscismos, querer enfeitar um chute é ser muito displicente. E isso Gabriel Jesus foi durante os quase 55 minutos que esteve em campo. Não acertava um passe, era desarmado com facilidade o tempo inteiro e quase não conseguia dominar a bola direito. Foi tão ruim quanto a saída de Weverton do gol em um lance que o Iraque não fez 1 a 0 por um triz. Aliás, não é justo não elogiar a performance dos iraquianos. No geral, foram bem organizados ao longo da partida. Ao contrário do time da casa.

O Brasil não parou só no Iraque. Na África do Sul. O Brasil parou no tempo. E isso não é segredo para ninguém. Todo mundo sabe das falcatruas que rolam soltas nos bastidores do futebol brasileiro. É lógico que elas mudam, de alguma forma, o cenário em campo. Mas é preciso falar também das atuações individuais. Das falhas de cada um. E, sobretudo, da postura indiferente de alguns jogadores em relação a mais um 0 a 0 em uma chave que não deveria estar dando tanta dor de cabeça assim. Em uma Olimpíada que quase tudo é favorável para a seleção brasileira. Depois de mais um empate sem gols, ganhar da Dinamarca é mais do que uma obrigação. E a possibilidade de perder mais gols feitos não pode sequer existir. O Brasil precisa vencer e vencer bem.

Próximo jogo: Brasil x Dinamarca, quarta-feira, 10 de agosto, 22h, na Arena Fonte Nova (Salvador).

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Nathalia Perez

Jornalista em formação trabalhando a favor de um meio esportivo mais humano. Meus heróis sempre foram jogadores de futebol, mas hoje em dia são muito mais heroínas.

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