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Brasil chega à final da Copa América mais uma vez – e garante vaga nas próximas Copa do Mundo e Olimpíada

A vitória por 2 a 0 sobre o Paraguai levou a Seleção à sua nona final de Copa América Feminina, além de garanti-la na Copa do Mundo de 2023 e na Olimpíada de 2024

A seleção brasileira correu poucos riscos e contou com gols de Ary Borges e Bia Zaneratto para vencer o Paraguai por 2 a 0 no estádio Alfonso López em Bucaramanga pela semifinal da Copa América Feminina. O resultado valeu vaga na Copa do Mundo de 2023, na Austrália e na Nova Zelândia, e na Olimpíada de Paris, em 2024. Será sua nona final de torneio continental – em nove edições – e buscará o oitavo título contra a Colômbia no próximo sábado.

O Paraguai deu um susto nos primeiros minutos, mas depois foi praticamente dominado pelas brasileiras, que marcaram duas vezes antes do intervalo e tiveram mais um punhado de oportunidades para ampliar no segundo tempo. Faltou um pouquinho de pontaria. A equipe de Pia Sundhage ganhou todas as partidas até agora e ainda não foi vazada, com 19 gols marcados.

Leticia Santos estava suspensa, e Duda Santos teve uma indisposição estomacal. Sundhage havia poupado jogadoras na última rodada da fase de grupos, e ainda assim fez 6 a 0 no Peru para confirmar o desempenho perfeito. O maior susto contra o Paraguai veio no segundo minuto, quando Verónica Riveros desviou o escanteio de Fany Gauto de cabeça, e a defesa brasileira teve que cortar em cima da linha.

Mas foi apenas um susto mesmo. A qualidade brasileira começou a prevalecer. Aos nove, Adriana recebeu de Ary Borges pela direita e chutou cruzado, para boa defesa de Alicia Bobadilla. Sempre cercando a área paraguaia, o Brasil abriu o placar, aos 15, após um cruzamento de Adriana da direita. Tamires ficou com a sobra, acionou o pivô de Zaneratto e Ary Borges bateu de esquerda no canto de Bobadilla.

Antes da meia hora, Bia marcou o segundo gol. Pegou a sobra de uma dividida de Debinha na entrada da área, levou para a perna esquerda e bateu forte. Depois, deu um lindo passe de calcanhar para Angelina, que passou pela marcadora com uma meia-lua, e bateu para defesa da goleira. Bobadilla foi uma das principais responsáveis pela vitória mais magra. Defendeu uma cabeçada perigosa de Bia, no começo do segundo tempo.

E estava ligada para impedir o gol de Antônia, que se projetou na ponta direita e soltou um meio cruzamento, meio chute, que Bobadilla cortou quase em cima da linha. Duda Sampaio mandou o rebote para fora. Adriana cabeceou à direita do gol, e Geyse bateu cruzado, também para fora, com o Brasil acumulando chances desperdiçadas. A última foi uma bomba no travessão de Adriana.

Se não está jogando por música, a seleção brasileira foi bastante eficiente ao longo de todo o torneio, com uma caminha quase perfeita e sem riscos, e terá um último desafio contra a Colômbia, que derrotou a Argentina na semifinal para se classificar pela terceira vez nas últimas quatro edições para a decisão da Copa América.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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