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Boas lembranças para Barça e United

 

Wembley tem um significado especial tanto para Barcelona quanto para Manchester United. Ambos conquistaram o seu primeiro título da Copa dos Campeões, como era chamado a Liga dos Campeões até 1992, nesse estádio. Os ingleses se sagraram campeões europeus na temporada 1967/68, derrotando o Benfica por 4 a 1. Duas décadas depois, especificamente 24 anos, Wembley recebeu a final entre Barcelona e Sampdoria, duelo em que os catalães venceram por 1 a 0.

Além desses dois jogos históricos, o Império, como era chamado o estádio, foi palco de outras três finais de Copa dos Campeões, de decisões da FA Cup, dos Jogos Olímpicos de 1948 e da final da Eurocopa de 1996 entre Alemanha e República Tcheca, entre tantos outros jogos importantes. O estádio abrigou também a polêmica final da Copa do Mundo de 1966, quando a Inglaterra ganhou da Alemanha por 4 a 2 na prorrogação, com o polêmico gol de Geoff Hurst.

O estádio não foi apenas cenário de partidas históricas de futebol. Sediou, também, shows de Queen, U2, Tina Turner, Michael Jackson, Madonna, Oasis, Guns N’ Roses, Green Day, Pink Floyd, Bon Bovi, Foo Fighters, entre outros artistas. A arena recebeu ainda partidas de outros esportes como rúgbi e futebol americano, como em outubro de 2007, quando o New York Giants e o Miami Dolphins se enfrentaram em um jogo válido pela NFL.

Localizado no norte de Londres, Wembley foi inaugurado em 1923 e fechado em 2000. A arena foi demolida e reaberta em 2007. Esta será a primeira final da Liga dos Campeões neste novo estádio. No dia 28 de maio, Barcelona e Manchester United pisarão pela segunda vez no Império que um dia os consagrou e os coroou.

Confira todas as finais de Copa dos Campeões realizadas em Wembley:

 

1962/63 – Milan 2×1 Benfica

O Milan, treinado por Nereo Rocco, tinha em seu elenco Gianni Rivera, Cesare Maldini e Giovanni Trapattoni. Mas, na final contra o Benfica, quem se destacou foi José Altafini, que venceu a Copa do Mundo de 1958 com a Seleção Brasileira – junto com Dino Sani. Natural de Piracicaba, Altafini, ex-jogador do Palmeiras, marcou os dois gols da decisão contra os portugueses.

Vencedor da Copa dos Campeões em 1962 e 61, o Benfica, por sua vez, contava com Eusébio. O Pantera Negra, inclusive, abriu o placar para as Águias em pleno estádio Wembley. Mas, no segundo tempo, Altafini garantiu ao Milan o primeiro título da competição para um italiano.

Ficha

Milan 2×1 Benfica

Data: 22/mai/1963
Árbitro: Arthur Holland (ING)
Gols: José Altafini aos 13’/2T e aos 21’/2T (Milan); Eusébio aos 18’/1T (Benfica)

Milan
Giorgio Ghezzi, Mario David, Mario Trebbi, Víctor Benítez, Cesare Maldini e Giovanni Trapattoni; Dino Sani e Gianni Rivera; Gino Pivatelli, José Altafini e Bruno Mora. Treinador: Nereo Rocco.

Benfica
Costa Pereira, Domiciano Cavém, Humberto Fernandes, Raúl Machado e Fernando Cruz; Mário Coluna e Joaquim Santana; Eusébio, José Augusto, José Torres e António Simões. Técnico: Fernando Riera.

 

1967/68 – Manchester United 4×1 Benfica

Dez anos depois do desastre aéreo em Munique, em que sete jogadores do Manchester United morreram por conta da queda do avião e ainda Duncan Edwards faleceu duas semanas depois ao ficar gravemente ferido, os Red Devils conquistaram o seu primeiro título europeu. O treinador Matt Busby e os jogadores Bobby Charlton e Bill Foulkes sobreviveram e venceram a Copa dos Campeões de 1968, superando o Benfica do treinador brasileiro Otto Glória e de Eusébio.

No jogo, quem saiu na frente foi o United, com um gol de Bobby Charlton aos oito do segundo tempo. Aos 30, Jaime Graça empatou para as Águias. Como a partida terminou em igualdade no tempo regulamentar, o duelo foi para a prorrogação, quando o United decidiu o jogo já na primeira etapa. Com a conquista, o clube se tornou o primeiro inglês a vencer a Copa dos Campeões.

Ficha

Manchester United 4×1 Benfica

Data: 29/mai/1968
Árbitro: Concetto Lo Bello (ITA)
Gols: Bobby Charlton aos 8’/2T e aos 9’/1T da prorrogação, George Best aos 3’/1T da prorrogação e Brian Kidd aos 4’/1T da prorrogação (Manchester United); Jaime Graça aos 30’/1T (Benfica)

Manchester United
Alex Stepney, Shay Brennan, Bill Foulkes, David Sadler e Tony Dunne; Pat Crerand, Bobby Charlton e Nobby Stiles, George Best, Brian Kidd e John Aston. Técnico: Matt Busby.

Benfica
José Henrique, Adolfo Calisto, Humberto Fernandes, Jacinto Santos e Fernando Cruz; Jaime Graça, Mário Coluna e José Augusto; José Torres, Eusébio e António Simões. Técnico: Otto Glória.

 

1970/71 – Ajax 2×0 Panathinaikos

Antes de implantar o futebol total na seleção holandesa, o treinador Rinus Michels usou suas táticas no Ajax. A equipe de Amisterdã de 1971, que contava com Johan Neeskens e Johan Cruyff, disputou a final da competição com o Panathinaikos, treinado por Ferenc Puskás. Para os holandeses, era a chance de a equipe esquecer a perda do título europeu da temporada 1968/69, quando foi derrotada pelo Milan por 4 a 1. O Panathinaikos, por sua vez, já fazia história ao ser o primeiro grego a alcançar a final da Copa dos Campeões, feito até hoje nunca alcançado por outro time do país.

Quem se saiu melhor no confronto foi a equipe de Amsterdã, que venceu a decisão por 2 a 0 com gols de Dick van Dijk e Arie Haan, que entrou no intervalo no lugar de Sjaak Swart. Este foi o primeiro dos três títulos consecutivos da Copa dos Campeões dos holandeses, que ainda conquistaram mais um troféu na temporada 1994/95.

Ficha

Ajax 2×0 Panathinaikos

Data: 2/jun/1971
Árbitro: Jack Taylor (ING)
Gols: Dick van Dijk aos 5’/1T e Arie Haan aos 42’/2T (Ajax)

Ajax
Heinz Stuy, Johan Neeskens, Barry Hulshoff, Velibor Vasovic e Wim Suurbier; Johan Cruyff, Nico Rijnders (Horst Blankenburg no intervalo) e Gerrie Mühren; Sjaak Swart (Arie Haan no intervalo), Dick van Dijk e Piet Keizer. Técnico: Rinus Michels.

Panathinaikos
Takis Ikonomopoulos, Yianis Tomaras, Anthimos Kapsis, Frangiskos Sourpis e Giorgos Vlahos; Haris Grammos, Aristidis Kamaras e Kostas Eleftherakis; Mimis Domazos, Antonis Antoniadis e Totis Filakouris. Técnico: Ferenc Puskás.

 

1977/78 – Liverpool 1×0 Brugge

O Liverpool conquistou o bicampeonato da Copa Campeões em 1978, ao derrotar o Brugge por 1 a 0 na final e se tornou o primeiro time inglês a conquistar a competição em dois anos seguidos. O autor do gol da conquista de 1978? Kenny Dalglish, contratado nessa mesma temporada para substituir o craque Kevin Keegan, que tinha se transferido para o Hamburg.

Além de Dalglish, os Reds contavam com outro escocês em seu elenco: Graeme Souness. Já do lado do Brugge, a equipe depositava esperança no treinador Ernst Happel. O técnico austríaco já tinha sido campeão da Copa dos Campeões com o Feynoord em 1970. Depois, ele ainda conduziu o Hamburg à conquista do campeonato em 1983, tornando-se um dos três treinadores a vencer o torneio com dois times diferentes. Apenas José Mourinho e Ottmar Hitzfeld igualaram essa marca.

Ficha

Liverpool 1×0 Brugge

Data: 10/mai/1978
Árbitro: Charles Corver (HOL)
Gol: Kenny Dalglish aos 20’/2T (Liverpool)
Cartões amarelos: Jimmy Case (Liverpool) e René Vandereycken (Brugge)

Liverpool
Ray Clemence, Phil Neal, Alan Hansen, Emlyn Hughes e Phil Thompson; Terry McDermott, Graeme Souness, Ray Kennedy e Jimmy Case (Steve Heighway aos 18'/2T); Kenny Dalglish e David Fairclough. Técnico: Bob Paisley.

Brugge
Birger Jensen, Fons Bastijns, Edi Krieger, Georges Leekens e Gino Maes (Jos Volders aos 25'/2T); Julien Cools, René Vandereycken, Dany Decubber e Jan Simoen; Lajos Kü (Dirk Sanders aos 13'/2T) e Jan Sorensen. Técnico: Ernst Happel.

 

1991/92 – Barcelona 1×0 Sampdoria

Na última temporada em que a competição se chamou Copa dos Campeões e na última vez que uma final foi disputada em Wembley, Barcelona e Sampdoria buscavam o seu primeiro título da competição.

Treinado por Johan Cruyff, o “Dream Team” do Barcelona era formado por Pep Guardiola, Andoni Zubizarreta, Hristo Stoichkov e Michael Laudrup. Já a Samp tinha Toninho Cerezo e Roberto Mancini. Depois de um 0 a 0 no tempo regulamentar, o título só foi conquistado depois que Ronald Koeman marcou o gol da vitória na prorrogação, em uma cobrança de falta.

Ficha

Barcelona 1×0 Sampdoria

Data: 20/mai/1992
Árbitro: Aron Schmidhuber (ALE)
Gol: Ronald Koeman aos 6’/2T da prorrogação (Barcelona)
Cartões amarelos: José Mari Bakero (Barcelona); Moreno Mannini, Pietro Vierchowood e Roberto Mancini (Sampdoria)

Barcelona
Andoni Zubizarreta, Nando, Ronald Koemann, Albert Ferrer e Juan Carlos Rodriguez; Eusebio Sacristán, José Mari Bakero, Josep Guardiola (José Ramón Alesanco) e Michael Laudrup; Julio Salinas (Andoni Goikoetxea) e Hristo Stoichkov. Técnico: Johan Cruyff.

Sampdoria
Gianluca Pagliuca; Moreno Mannini, Pietro Vierchowod, Fausto Pari e Marco Lanna; Attilio Lombardo, Toninho Cerezo, Srecko Katanec e Ivano Bonetti (Giovanni Invernizzi); Gianluca Vialli (Renato Buso) e Roberto Mancini. Técnico: Vujadin Boskov.

 

Alguns shows:

 

Queen


U2


Michael Jackson


Madonna


Tina Turner


Bon Jovi
 


Guns N’ Roses


Pink Floyd


Green Day


Foo Fighters

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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