Blatter adia em um ano os planos do '6+5'

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu adiar em um ano os planos para implantação da regra “6+5”, que obrigaria os clubes a escalarem no mínimo seis jogadores do próprio país. Falando durante o Congresso da entidade, nas Bahamas, Blatter assumiu que será preciso mais tempo para estudar uma maneira legal de adotar a nova exigência.
No começo da semana, as federações filiadas à Uefa decidiram se abster de uma eventual votação sobre o 6+5, por considerar que a regra viola as leis de trabalho da União Europeia, que impedem restrições com base em nacionalidade para cidadãos comunitários.
Blatter afirma que há especialistas na lei europeia que divergem desta visão: “Os especialistas não dizem que seria ilegal, eles dizem que podemos nos perguntar se seria legal ou ilegal. É um grande passo à frente”.
O dirigente máximo da Fifa vê a possível aprovação do Tratado de Lisboa, que daria um status diferente ao esporte diante das leis trabalhistas, como uma possibilidade de levar seu plano adiante.
“Se conseguirmos isso até o fim do ano, no ano que vem poderemos anunciar que estamos no caminho certo e começar a implementá-lo. Se há vontade política, uma lei pode ser corrigida, uma lei pode ser interpretada, todas as leis podem ser mudadas ou corrigidas”, argumentou.


