Berríos: “Chego para triunfar”

Recém chegado ao Perak FA, da Malásia, o possante defensor chileno Mário Berríos (foto ao lado) conversou com a Trivela sobre este novo desafio na carreira: conquistar a Super League malaia. Titular da seleção do Chile no Mundial sub-20 de 2001, o jogador de 26 anos, revelado no Palestino, vem de uma temporada na inóspita Sérvia e se diz surpreso com a paixão e o futebol dinâmico nos campos da Malásia.
“Tive uma grata surpresa aqui. São bastante apaixonados e o ritmo é intenso” disse.
Confira abaixo como foi este bate-papo com o novo patrão da defesa do Perak FA.
Como estão os primeiros dias treinando e jogando com seus novos companheiros do Perak FA, que já começaram a todo vapor a Super League malaia com duas vitórias?
Está tudo bem, a verdade é que todos estão me tratando de maneira excelente aqui. Espero que continue assim.
Quais as primeiras impressões que você teve dos futebolistas malaios?
Tive uma grata surpresa. Eles são muito fortes fisicamente, correm muito e são bastante apaixonados. No Chile o futebol é mais técnico, porém, se joga de maneira mais lenta. Aqui o ritmo é intenso.
Como está o trabalho diário com o técnico inglês Steve Darby? O que ele falou com você sobre o futebol local?
Só tenho palavras de agradecimento para Steve. Ele tem me facilitado muito as coisas e desde que cheguei me deu muita confiança para eu poder demonstrar o que posso fazer aqui. Espero poder retribuir a altura sua confiança.
Sobre a estrutura do seu novo clube, o Perak FA, o que achou?
Está ótimo, tem o necessário para cada profissional poder se desenvolver tranquilamente. Não tenho do que me queixar aqui. Me deram todas as comodidades para eu me preocupar somente em jogar bem e render o máximo.
Não acha que é um retrocesso na sua carreira jogar na Malásia?
De jeito nenhum, como te disse, aqui o ritmo de jogo é muito bom e acredito que se tenho que voltar ao Chile, esta passagem pela Malásia vai sei muito positiva. Vai servir muito para mim.
São incontáveis os jogadores chilenos espalhados pelo sudeste asiático, especialmente na Indonésia. Porque existe tanta ligação entre empresários que trazem jogadores do Chile e os cartolas da região?
Isso eu não sei. A verdade é que me ofereceram muitas vezes para jogar na Indonésia e não me atraia a idéia. Porém, quando me falaram sobre a Malásia me disseram que era tudo muito diferente e mais profissional. Espero continuar crescendo aqui e aprendendo a cada dia. Os jogadores chilenos vêm para cá melhorar suas expectativas econômicas.
Sobre a Liga sérvia. Como foi sua passagem pelo OFK Belgrado em 2006/7?
Foi difícil, porém, me serviu muitíssimo. Jamais imaginei jogar a Copa UEFA e competir numa liga (sérvia) que pode não ser famosa na Europa, mas é extremamente competitiva e forte. Não é à toa que a Sérvia sempre revela jogadores de alto nível.
As partidas são muito tensas e disputadas na Sérvia?
São jogadores muito fortes e tecnicamente bem dotados. Me custou muito arranjar um lugar para jogar ali (risos). Eles são muito diferentes de nós latinos. Porém, graças a Deus, tive bons companheiros e fiz boas amizades com vários.
No OFK Belgrado você jogou com promessas do calibre de Kolarov, Rajkovic e Rakic. Farão nome no futebol sérvio?
Todos eles são excelentes jogadores e boas pessoas. Eles me trataram muito bem e tenho ótimas recordações deles. Acredito muito que Alexander Kolarov (atual Lazio) e Dorde Rakic (atual Red Bull Salzburg, da Áustria) terão um grande futuro pela frente.
Quais as principais lembranças você tem do Mundial sub-20 de 2001, na Argentina? Você chegou até a marcar um gol contra a China, não?
Foi uma experiência muito linda. Marcar um gol num Mundial é importantíssimo e agente nunca esquece. Ficou um sabor amargo por não podermos ir mais adiante com aquela seleção que tinha bons jogadores.
Você viu o último Mundial sub-20, no Canadá, onde a seleção chilena foi a sensação com jogadores de muito bom nível como Aléxis Sanchéz, Vidal e Vidangossy. São jogadores para marcar época?
Eles são diferentes, já formados com as características dos jogadores atuais. Velozes, fisicamente fortes e muito bem dotados tecnicamente. Creio que se trabalharem duro e mantiverem esse rendimento, em pouco tempo poderão conduzir o Chile a lugares mais importantes.
Como está vendo o argentino Marcelo Bielsa como técnico da seleção principal do Chile?
É um treinador de primeiro nível e é o ideal para este momento porque nosso país necessita de uma variação de conceito de futebol. Tomara que tudo dê certo e possamos estar no lugar que nos corresponde pela história que o Chile tem na América do Sul.
Acha que a presença do atacante Marcelo Salas, com quase 33 anos, pode agregar muito para seleção chilena? Você apostaria nele se fosse o treinador?
Claro que Salas pode agregar muitíssimo. Não só no futebolístico, mas ter uma referência como ele em um plantel bastante jovem como agora é algo fundamental para motivar todos. O grupo tem uma confiança enorme de estar com um companheiro do nível de Salas. Não tenha dúvida.
Quando vocês jogadores chilenos estão conversando sobre Zamorano e Salas. Qual deles tem a preferência dos futebolistas?
Não tem discussão. Don Elias Figueroa sempre foi e sempre será o melhor jogador chileno. Sem querer tirar o protagonismo de Zamorano e Salas. Eles são de características distintas. Ambos excelentes. Mas Figueroa é unanimidade no Chile…
Quais são seus planos para 2008?
O primeiro é conseguir ganhar algo com o Perak FA e mostrar meu valor aqui. Creio que as coisas acontecem dependendo do seu rendimento e trabalho. A verdade é que não tenho coisas muito pontuais, quero só desfrutar esta profissão que tanto me deu e ser o melhor onde eu for jogar. Agora estou no Perak FA e trabalhando duro para triunfar.
FICHA
Nome: Mário Berríos
Data de Nascimento: 20/08/1981, Chile.
Clubes:
2000: Palestino-CHL
2001: Palestino-CHL
2002: Palestino-CHL
2003: Palestino-CHL
2004: Palestino-CHL
2005: Palestino-CHL
2006/7: OFK Belgrado-SER
2007/8: Perak-MAL


