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Belletti: “A maior pressão da minha carreira foi cobrar o pênalti na final da Champions”

 

Juliano Haus Belletti possui uma carreira invejável. Sua galeria de títulos possui as duas competições mais difíceis do mundo, a Copa do Mundo e a Liga dos Campeões. E na segunda, ele foi um dos protagonistas.

Para sempre Belletti terá seu nome escrito na história do Barcelona. O gol do título, marcado na final da Champions de 2005/06, sempre passará nos vídeos do museu culé. E o volante que virou lateral direito ao longo da carreira não se limitou a só essa decisão. Dois anos depois estava em Moscou, cobrando e acertando seu pênalti na disputa final. Ele não pôde, porém, converter para os companheiros…

Nesta entrevista concedida à Trivela, Belletti conta sobre suas experiências na principal competição de clubes do mundo e como ela o marcou. Assim como a imagem dele sozinho, no gramado do Stade de France, em Saint-Denis, após a partida, ainda incrédulo com o que tinha acontecido.

O gol que você marcou na final contra o Arsenal, em 2006, foi o mais importante da sua vida?
Foi, não tem como não ser. Não dá para fugir disso. Nesta semana, inclusive, encontrei o Ronaldo e ele ficou me enchendo, dizendo que “marcou um golzinho”! Foi o gol do título, né? Talvez se tivesse sido o primeiro não teria sido tão importante, mas não tem jeito. Um gol desse muda a vida do jogador.

Tirando o gol, que momento mais marcou você jogando uma Champions?
O meu primeiro jogo da Champions, pelo Barcelona, contra o Celtic na Escócia [primeira rodada da Liga dos Campeões em 2004/04]. É um estádio que não existe no planeta o Celtic Park. A torcida nem se compara a Turquia e Grécia, por exemplo. Em lugar algum eu tinha visto um clima como aquele. Certamente vou levar meus filhos um dia para ver um jogo lá. E o melhor que ganhamos por 3 a 1, com uma assistência minha. Foi algo fora do normal.

E a pressão de jogar uma Champions, como é?
A pressão aumenta quando o jogador não está preparado. Eu lido com pressão desde os 15 anos. Claro que existe o frio na barriga, o entusiasmo, e isso é fácil lidar. Mas a maior pressão da minha carreira foi cobrar o pênalti na final da Champions, pelo Chelsea, naquela final contra o Manchester United, que o Terry escorregou… O caminho até a cobrança foi uma pressão enorme. [Belleti acertou a segunda cobrança do Chelsea, que empatou no tempo normal em 1 a 1 e perdeu nos pênaltis por 6 a 5, em Moscou].

Você esteve na Copa do Mundo de 2002 e jogou diversas Champions. Dá para comparar o clima entre os dois torneios?
A Copa do Mundo é mais curta, um mês só, ela é mais intensa de se viver. Já a Champions dá uma margem maior para você pensar, ficar tranquilo. O jogo em si nem se compara, porque uma partida da Copa envolveu muito mais coisas. Todos os jogos da Copa são impressionantes.

Por você ter feito o gol de um título, aquela Champions compara-se à conquista da Copa do Mundo? Qual foi mais importante?
Copa do Mundo. Até porque só participar dela já é o auge da carreira de um jogador, imagina então conquistá-la. Tantos craques que nunca conquistaram. Só para dar um exemplo nacional, o Zico, ídolo de uma torcida enorme e que nuncan foi campeão do Mundial.

Qual é a maior dificuldade em uma Champions?
Acho que a Champions é difícil por natureza. Eu joguei por Barcelona e Chelsea, acho que é mais difícil jogar por times pequenos, de países menores.

Quem foi o jogador que você mais viu decidir jogos de Champions?
Shevchenko, esse cara era fogo. O Raúl também. Os dois são aqueles caras que não são rápidos, dribladores, mas nos jogos importantes sempre apareciam e marcavam.

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Equipe Trivela

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