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Barthez: ´´Enquanto jogar, não renunciarei à França”

Fabien Barthez está disposto a continuar a jogar. O goleiro, sem clube desde que seu contrato com o Olympique de Marselha terminou em maio, acredita ter condições de seguir sua carreira profissional por “mais duas temporadas”. Em entrevista ao diário L’Équipe, ele também comentou sobre as possibilidades de voltar a vestir a camisa da seleção francesa.

“Não espero nada, até porque não tenho mais nada para esperar. Estou em uma istuação na qual tenho mais coisas para dar do que para receber. Agora quero dividir”, disse Barthez. O goleiro tentava entrar em acordo para defender o Toulouse, clube no qual iniciou sua carreira, mas as negociações não progrediram.

Barthez, de 35 anos, lembrou das sensações vividas na final da Copa. “Eu me culpo muito. Para mim, é preciso virar a página, seja defendendo um clube, seja fazendo alguma outra coisa. Eu me lamento por não ter feito a diferença. Os cinco pênaltis foram bem cobrados. E Buffon também não defendeu nenhum [Trezeguet acertou o travessão]. Mas ter uma segunda Copa ao alcance das mãos e não conquistá-la é terrível”, afirmou.

O goleiro também desmentiu a existência de uma pressão por parte de alguns jogadores para que ele fosse o titular dos Bleus durante a Copa. Grégory Coupet, considerado em melhor forma física e técnica, não se conformou com a reserva. “Não houve qualquer tipo de intervenção. Quando somos crianças e jogamos, os pais estão presentes e podem influenciar. Mas era a Copa do Mundo! As afinidades não entram na conta”, explica.

Para Barthez, a carreira com a camisa dos Bleus ainda não terminou. “Enquanto jogar futebol, não renunciarei à seleção francesa”, concluiu.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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