Ainda com equilíbrio, United decide contra Chelsea
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As quartas de final da Liga dos Campeões estão sendo consideradas excessivamente desequilibradas. Afinal de contas, três dos quatro duelos mostram os vencedores do jogo de ida com uma vantagem superior a dois gols. O único jogo que ainda tem um pouco de equilíbrio na resolução do classificado às semifinais será definido nesta terça. Após perder por 1 a 0, na ida, o Chelsea enfrenta o Manchester United, que está em boas condições em todos os torneios que disputa: além da LC, é o líder do Campeonato Inglês, com grande vantagem, e está nas semifinais da Copa da Inglaterra.
E o momento de decisão, em todos os torneios, que o United vive na temporada é o que empolga o técnico Alex Ferguson. “É o ímpeto que nos faz seguir esse caminho. A partir desse momento, todos os jogos serão como uma final para nós, e os jogadores têm de saber atuar com isso”, opinou o técnico, na entrevista coletiva antes da partida. No entanto, o escocês tratou de diferenciar a situação atual da vivida em 1998/99, quando o Manchester United conquistou a Tríplice Coroa: “Encontro algumas relações com 1999, mas as circunstâncias são totalmente diferentes, pois, neste ano, não tivemos de lidar com tantas contusões.”
Ainda que considere muito grande a influência que exercerá o fato de jogar em Old Trafford (“É nossa maior vantagem. A torcida será fantástica, e haverá uma atmosfera eletrizante”), Ferguson também minimizou tal vantagem, pelo fato do adversário ser conhecido. “Ser um time inglês é diferente de ser um time europeu. Juventus e Milan jogaram aqui poucas vezes, ao longo dos anos. O Chelsea está aqui todo ano. Há uma familiaridade com o estádio, o tamanho do campo, as condições do gramado. Todas essas coisas estão a favor deles.” Finalmente, o treinador concluiu com cuidado: “Temos uma vantagem de somente um gol. É necessário que sejamos cuidadosos, e que tenhamos uma performance de alto nível.”
E é exatamente neste fato que reside a esperança do Chelsea. “Sabemos que será difícil vencer lá, mas temos a confiança para fazê-lo. No último ano, nós vencemos em Old Trafford”, afirmou o técnico Carlo Ancelotti, também em entrevista pré-jogo. Criticado pela escalação de Fernando Torres, que teve atuação discreta na partida de ida, o comandante italiano desconversou: “Não estou interessado num gol dele, estou interessado que o Chelsea vença este jogo. Se ele marcar, será bom para ele e para o Chelsea, mas, se outro marcar, não importa. O importante é vencer.”
Ao contrário do que possa parecer, a pressão por uma vitória fora de casa até agrada Ancelotti: “Por muitas vezes, joguei este tipo de partida com esta pressão, mas não chega a ser exatamente uma pressão, é empolgação. Estar envolvido nesta partida é fantástico para meu trabalho, minha carreira. Então, não temo, não me preocupo com isso”, revelou o técnico. E, enfim, Ancelotti revelou que a decisão feita pelas duas equipes, na temporada 2007/08, influi na vontade de vencer: “A memória da derrota na final de Moscou poderá constituir uma excelente motivação para todos. No futebol, a hipótese de desforra sempre surge, mais cedo ou mais tarde. E, se tudo correr bem, desta vez somos nós que levaremos boas lembranças do encontro.”
Já a outra partida desta terça é encarada por muitos como mera formalidade. Tendo ganho por 5 a 1 contra o Shakhtar Donetsk, o Barcelona está, no mínimo, muito perto de um lugar nas semifinais da LC. Só que é justamente um dos protagonistas da equipe barcelonista que afasta esta visão. “Descansar os jogadores? Estamos jogando por um lugar nas semifinais, contra um time muito bom, e temos de começar com muita força”, advertiu o técnico Josep Guardiola, que foi além: “Marcaremos um ou dois gols, queremos ganhar a partida.”
Autor de um dos gols no jogo de ida, o meio-campista Seydou Keita também desmentiu que os Culés encarem a partida na Donbass Arena como um mero passo antes da classificação: “Não necessitamos de uma modificação adicional. Jogaremos as semifinais. A partida será muito complicada, contra uma equipe muito difícil.”
Do lado do Shakhtar, o que resta é a esperança. “Já vimos viradas históricas na história do futebol. Temos um bom time e jogando em casa, ficamos mais fortes. Sabemos que será muito difícil, mas temos que acreditar sempre e lutar pelo Shakhtar até o último minuto”, prometeu o meio-campista Jádson, em entrevista ao diário russo Sport-Express.
Outro meia brasileiro, Willian, também garantiu que o time de Mircea Lucescu se esforçará, no mínimo, para uma saída honrosa da competição: “Conversamos a semana toda e o nosso objetivo é vencer. Eles têm uma grande equipe, mas não são imbatíveis. Sabemos que temos condições de vencê-los. Vamos lutar até o fim para fazer o melhor nesse jogo. Se não der para conquistar a classificação, vamos sair de cabeça erguida.”
Confira os jogos desta terça-feira pela Liga dos Campeões
Manchester United x Chelsea
Shakhtar Donetsk x Barcelona