Adversários do Brasil falam na segunda vaga

Ninguém deve ter gostado, mas todos os adversários do Brasil fingiram bem. O discurso é mais ou menos o mesmo: do Brasil não dá pra ganhar, vamos tentar ganhar dos outros.
“Acho que acabamos em um bom grupo”, afirmou Zlatko Kranjcar, técnico da Croácia, cujo filho, Niko, é meia da equipe. “Somos melhores que a Austrália e podemos bater o Japão. Nossa performance nas eliminatórias nos dá o direito de ser otimistas”, disse.
Quem gostou do sorteio da Austrália foi o zagueiro Tony Popovic, do Crystal Palace (segunda divisão inglesa), de origem familiar croata. “Jogamos contra o melhor do mundo, a Croácia, minha origem, e o Japão, onde joguei antes de ir para a Inglaterra”. Popovic é otimista. “Se conseguirmos ganhar do Japão e chegarmos ao último jogo contra a Croácia precisando de um empate ou vitória, é uma situação que já nos deixaria feliz.”
Zico, técnico do Japão, tentou ver pelo lado bom: “Melhor jogar com o Brasil agora do que nos mata-matas. Quem sabe a gente não chega nesse último jogo com os dois classificados.


