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“Adaptação foi fácil”

Romário, Ronaldo, Gomes, Alex… o PSV está intimamente ligado ao futebol do Brasil. E a equipe de Eindhoven decidiu dar uma chance a mais um brasileiro, nesta temporada: ainda durante os trabalhos de preparação, a equipe anunciou a contratação do brasileiro Marcelo, que vinha de dois anos no Wisla Cracóvia, da Polônia.

E, pelo menos neste começo de passagem pelos Boeren, tudo tem dado certo para o paulista de São Vicente, revelado pelo Santos. Afinal de contas, Marcelo rapidamente virou um dos titulares da defesa da equipe de Fred Rutten – que ainda está invicta em todos os torneios que disputa nesta temporada, entre Copa da Holanda, Campeonato Holandês e Liga Europa. E o camisa 2 dos Eindhovenaren falou com a Trivela sobre o começo de suas atuações pelo PSV. Confira:

O PSV começou bem a temporada: não foi derrotado em nenhuma das competições que disputa, e é o líder do Campeonato Holandês. Na sua opinião, quais os motivos para que o time tenha esse bom começo?

Acho que um dos motivos é a união do grupo. Os jogadores estão muito unidos, e o nosso nível é muito forte. Além disso, os meio-campistas e atacantes ajudam no trabalho de marcação. E meu parceiro na zaga, Bouma, tem me ajudado muito.

Você lembrou de seu parceiro de zaga, Wilfred Bouma, jogador experiente, com 32 anos, e que conhece bastante o PSV, clube onde ele foi formado. Como tem sido o relacionamento dentro de campo, por enquanto?

Como eu já disse, ele passa muita coisa, muitas dicas para mim. Aliás, não só ele, mas todos os outros jogadores que estão aqui há mais tempo.

Quando você chegou, tinha dois concorrentes para a posição do meio de zaga, o mexicano Rodríguez e o sérvio Vukovic. Por enquanto, você tem conseguido superar essa concorrência e ser titular da equipe. Você acha que conseguiu se entrosar rapidamente com os outros defensores? E o técnico Fred Rutten, gosta de seu estilo?

Ele gosta de mim. E acho que é porque tenho apresentado bastante determinação e vontade. Fui contratado para fazer o meu melhor, e não tive muita necessidade de adaptação à Holanda. Na Polônia, onde eu jogava, o clima era parecido, com muito frio. E a Europa toda é muito parecida entre si. Logo, não tive problemas de adaptação.

Impossível não falar da imagem que o PSV tem no Brasil, graças às boas passagens de jogadores como Romário, Ronaldo, Gomes e Alex. Inclusive, numa entrevista, você disse que o fato do PSV ser bastante conhecido no Brasil, por esses jogadores terem jogado lá, favoreceu sua escolha para jogar no clube. Quando os torcedores falam com você, eles lembram desses outros brasileiros?

Lembram, sim. Sempre estão falando que os brasileiros que passaram por lá fizeram história no clube. Esse foi, realmente, o motivo para que eu decidisse me transferir para o PSV. Aliás, todos os brasileiros que saem daqui sempre vão para clubes grandes da Europa: Romário e Ronaldo foram para o Barcelona, enquanto o Alex foi para o Chelsea.

Na sua opinião, qual será o maior adversário do PSV na disputa do Holandês? O Ajax, vice-líder? Twente, o atual campeão? Algum clube pequeno que possa surpreender?

Bem, sem dúvida, acho que Ajax e Twente podem ser os maiores adversários. Há outros clubes médios que estão fazendo boa campanha, como Utrecht e Groningen. Pode ser que um clube pequeno surpreenda, mas acho que os principais concorrentes do PSV são esses que citei.

Você já conseguiu estabelecer uma relação com Cássio e Jonathan Reis, os outros brasileiros no elenco do PSV?

Sim, sim. Nós sempre estamos conversando, nos falamos todos os dias, saímos para jantar juntos. Inclusive, não é só com brasileiros que eu saio para jantar: também há os jogadores suecos daqui, os marroquinos… saio sempre para jantar com o pessoal aqui.

Segundo entrevista, você disse que escolheu começar sua carreira na Europa pelo Wisla Cracóvia porque queria construir sua passagem pelo continente “passo a passo”. Você passou dois anos no clube polonês. Como foram suas atuações lá?

O Wisla caiu como uma luva na minha carreira. Aprendi muito lá. Na Polônia, faz muito frio, mas eu me acostumei com isso, ao contrário de outros jogadores que nunca chegam a aceitar as baixas temperaturas. Fui bem lá, fiz gols, ganhei títulos. Acho que consegui ganhar um lugar na história do Wisla Cracóvia.

Você já disse que tem como meta começar a ser convocado por Mano Menezes, na Seleção Brasileira. Confia que pode fazer parte da renovação que Mano implantou, após a eliminação na Copa?

Sim. Está havendo uma renovação, realmente, na Seleção, e estou tentando fazer bons jogos, para conseguir ser lembrado pelo Mano.

E sua passagem pelo Santos? Quais são as lembranças que você tem de lá?

O Santos é meu time do coração, foi o clube que me revelou, que abriu as portas do futebol para mim. Fui campeão lá, espero voltar um dia, e tenho muito carinho pelo clube.

Na Liga Europa, o PSV tem um grupo onde pode se classificar. Você acredita que a equipe já conseguiu ficar mais atenta, após a vitória sobre o Metalist Kharkiv, fora de casa?

O grupo é difícil, e somar pontos fora de casa é muito importante. Por isso, foi muito bom vencer o Metalist. Era um time com muitos brasileiros, e tinha qualidade, já que, onde há jogadores brasileiros, há qualidade. Mas, conseguindo as vitórias, é possível o PSV se classificar.

Em entrevista ao canal oficial de TV do PSV, você já disse que, se o jogador pode manter o nível de jogo na Holanda, pode jogar em qualquer outro país. Você está positivamente impressionado com o nível do campeonato aí?

Todos sabem que a Holanda tem uma escola boa de futebol, a Copa do Mundo provou isso. Grandes jogadores começaram aqui, saíram daqui e foram para clubes grandes. Posso começar a jogar bem aqui, para alcançar um grande clube europeu.

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Equipe Trivela

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