A lógica perversa do Paulistinha!

O campeonato regional em São Paulo não faz bem a ninguém.

É ruim para os grandes, que tem pré-temporada curta e quando vão mal entram em crise, ou quando vencem podem iludir seus torcedores por causa do fraco nível técnico da competição, mas é ainda pior e cruel para os pequenos.

A maioria dos times do interior sobrevivem com a falsa ilusão de receber os grandes em suas casas uma única vez, montando times fracos ou emprestando o nome de agremiações tradicionais para empresários. Abrem suas portas em novembro e terminam as atividades em Abril.

Se esquecem de fomentar o que poderia ser a salvação da lavoura: a rivalidade com as cidades vizinhas,aumentando substancialmente a identificação dos torcedores locais com suas equipes.

Com raríssimas exceções, não existe na cabeça do cartola caipira a idéia de se manter vivo e faturando por um bom período.

A competição poderia durar o ano inteiro, dividida por regiões e com o custo da viagem e da  hospedagem pagos pela FPF que arrecada muito com os direitos de TV e seus patrocinadores.

Deveria ser obrigação da federação fomentar o esporte profissional e amador em todas as cidades do interior, realizando seletivas classificatórias e dando chances aos pequenos de participarem.

Cito como exemplo o Vale do Paraíba. Conheço bem a região, Jacareí, São José, Pindamonhangaba,Aparecida, Cruzeiro, Taubaté, Guaratinguetá, Lorena e ainda pequenos municípios do chamado fundo do Vale, que poderiam se organizar e montar uma Seleção.

Cidades fortes e rivais no bom sentido. Seriam jogos cheios de rivalidade que despertariam o interesse do público, das televisões e rádios locais sempre muito carentes de produtos desenvolvidos na própria região e com baixo custo.

Os clubes disputariam campeonatos regionais e os quatro melhores seguiriam enfrentando os classificados das outras regiões do estado até o mês de março quando jogariam contra os grandes num campeonato de dois meses e meio no máximo.

A mobilização em torno da competição fortaleceria as equipes amadoras.

Com a possibilidade de vestir a camisa do time da cidade, quantos garotos bons de bola poderiam surgir no futebol paulista?

Para trazer de volta a identificação do torcedor com seus times, é preciso manter a acirrar ainda mais a rivalidade com o vizinho mais próximo.

Não sou daqueles que defendem o fim dos estaduais. Prefiro buscar uma alternativa que possa reerguer e fortalecer o futebol no Estado de São Paulo.

É possível, basta querer.

Fique por aqui!

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Equipe Trivela

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