Portugal

De Bruyne no Porto? Presidente explica como quase contratou meia

O presidente do Porto revelou que fez proposta por Kevin De Bruyne antes do Chelsea, mas alguns empecilhos melaram o negócio

Aos 32 anos, Kevin De Bruyne é um dos maiores jogadores de futebol de sua geração. Desde que chegou ao Manchester City, em 2015, o meia mudou o patamar da equipe, principalmente sob o comando de Pep Guardiola. Pelos Citizens, o belga ajudou a conquistar inúmeros títulos, como Champions League e Premier League. Entretanto, o futuro do atleta poderia ter sido bem diferente.

Isso porque, quando era tinha 20 anos, De Bruyne quase foi parar no Porto. Pelo menos, isso é o que garante o presidente Pinto da Costa, que revelou que fez proposta pelo meia quando ele ainda estava surgindo no Genk, em 2011. À época, os Dragões foram campeões da Liga Europa, do Campeonato Português, da Taça Portugal e da Supertaça de Portugal sob o comando de André Villas-Boas.

Aliás, foi o próprio técnico português que indicou a contratação do belga, que já era visto como um dos futuros talentos do esporte. Pinto da Costa admitiu que fez uma oferta de € 4 milhões (cerca de R$ 21,7 milhões na cotação atual) por Kevin De Bruyne. Entretanto, o negócio não foi para frente devido à saída de Villas-Boas para o Chelsea para a temporada 2011/12, que selou a transferência do meia em janeiro do ano seguinte:

“É verdade, estivemos interessados nele (De Bruyne), estivemos em negociações, mas com a saída do treinador (André Villas-Boas) o assunto morreu e foi para o Chelsea. Quem era o treinador? Era aquele que a gente sabe. Até podia ser bom para mim dizer toda a verdade, apenas dizer parte da verdade, que o jogador foi visto pelo scouting, estava a ser negociado, com preço à volta dos € 4 milhões, e depois disparou e foi aparecer no Chelsea. Só posso dizer esta verdade, não posso dizer toda a verdade”.

Villas-Boas levou De Bruyne para o Chelsea, mas…

Todo o mistério levantado pelo presidente do Porto tem um motivo: André Villas-Boas é seu adversário nas eleições de abril. À época, Pinto da Costa não avançou nas negociações por Kevin De Bruyne junto ao Genk, o que abriu espaço para o Chelsea, que estava sob o comando do treinador português. À época, os Blues pagaram € 8,5 milhões (em torno de R$ 46,1 milhões atualmente) ao Genk pelo meia.

O problema é que o Chelsea não utilizou De Bruyne com frequência. Na verdade, ele foi emprestado ao Werder Bremen. Villas-Boas, por sua vez, acabou sendo demitido em março de 2012 após uma sequência ruim. Já no final de 2013, com apenas nove partidas e uma assistência pelos Blues, o meia belga foi vendido para o Wolfsburg por € 22 milhões (aproximadamente 119,5 milhões).

Na Bundesliga, Kevin De Bruyne explodiu para o futebol. Em dois anos e meio, ele igualou o recorde de assistências do campeonato e acabou chamando a atenção do Manchester City. Para tirá-lo dos Wölfe, os Citizens pagaram £ 52 milhões (cerca de R$ 286,6 milhões à época). Com isso, o meia se tornou a contratação mais cara da história do clube até então.

Fato é que as coisas poderiam ter sido bem diferentes caso José Mourinho tivesse aproveitado De Bruyne no Chelsea. Na temporada 2023/14, o treinador chegou a dizer para o belga que ele seria a “quinta ou sexta opção” dos Blues. Com vontade de jogar, o meia arriscou tudo a ir para uma equipe menor. Hoje, com certeza o Porto lamenta não ter contratado o astro quando teve a chance. Feliz do Manchester City, que hoje o tem como ídolo.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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