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EUA reage, goleia Nova Zelândia (depois de quatro gols anulados) e assume segundo lugar

Rodada do futebol feminino em Tóquio também teve vitória do Reino Unido sobre o Japão, novo triunfo da Suécia e 4 x 4 entre China e Zâmbia

Possível cruzamento do Brasil nas quartas de final e atual campeã mundial, a seleção norte-americana se recuperou da pesada derrota para a Suécia na estreia de Tóquio 2020, goleou a Nova Zelândia por 6 a 1, apesar de ter tido quatro gols anulados, e assumiu o segundo lugar do Grupo G.

A vice-liderança da chave foi assegurada justamente pelo saldo de gols porque tanto EUA quanto Austrália estão com três pontos. As norte-americanas carregam três tentos de vantagem no critério de desempate para o confronto direto contra o time de Sam Kerr na última rodada.

A possibilidade de superar a Suécia é meramente acadêmica porque implicaria que a líder com 100% de aproveitamento perdesse da Nova Zelândia na próxima terça-feira. O mais provável é que os EUA se mantenham em segundo lugar com pelo menos um empate com a Austrália, o que significaria um duelo contra a primeira colocada do grupo do Brasil.

Brasil e Holanda empataram por 3 a 3 neste sábado e estão empatados em quatro pontos. As holandesas têm vantagem de dois gols no saldo, mas enfrentam a China na última rodada, enquanto o Brasil encara Zâmbia – que sofreu 14 gols em duas partidas, embora tenha marcado sete.

Logo aos nove minutos, Carli Lloyd deu a casquinha para Tobin Heath, que soltou nas costas da defesa para Rose Lavelle tocar na saída da goleira Anna Leat e abrir o placar aos EUA. Um bom começo, mas o primeiro tempo seria uma frustração atrás da outra às norte-americanas, com gols anulados por impedimento aos 14, 26, 30 e 33 minutos, antes de Julie Ertz ajeitar o escanteio cobrado por Megan Rapinoe para Lindsey Horn ampliar.

Na etapa final, Abby Erceg tentou cortar a cabeçada de Lloyd e mandou contra o próprio patrimônio. A Nova Zelândia até chegou a descontar. Paige Satchell aproveitou o vacilo de Abby Dahlkemper na defesa e rolou para Betsy Hassett bater alto. Mas Christen Press, com muita categoria, matou o cruzamento de Ertz na coxa e mandou no cantinho para fazer 4 a 0.

Alex Morgan, que havia entrado alguns minutos antes no lugar de Lloyd, matou o centro de Press da esquerda e bateu cruzado para fazer 5 a 1. Outro gol contra, de Catherine Bott tentando desviar outra jogada de Press, selou o placar.

Reino Unido nas quartas

Ellen White comemora gol contra o Japão (Foto: Imago/One Football)

A seleção japonesa pode ter que se contentar a classificação às quartas de final de Tóquio 2020 em terceiro lugar do grupo após perder, neste sábado, para o Reino Unido, por 1 a 0, gol de Ellen White, aos 29 minutos do segundo tempo.

A derrota significa que as japonesas chegaram ao fim da segunda rodada com apenas um ponto, contra quatro do Canadá, que derrotou o Chile por 2 a 1 com gols de Janine Beckie, e seis do Reino Unido, já classificado. O problema extra? Canadenses e britânicas fecham o grupo e um empate não seria muito ruim para nenhuma delas.

O Japão segue vivo porque duas terceiras colocadas passam à próxima fase e o seu saldo de gols é bem melhor que o da China – goleada pelo Brasil por 5 a 0 na estreia – e a Nova Zelândia perdeu as duas primeiras rodadas.

Atacante do Manchester City, White marcou todos os gols da equipe britânica até agora em Tóquio 2020. Lucy Bronze lançou a bola na área, quando parecia que o placar ficaria zerado até o fim, e White se antecipou na primeira trave para garantir a vitória com uma bela cabeçada.

Campeã mundial em 2011, medalha de prata em Londres e vice na Copa do Mundo de 2015, o Japão não se classificou aos Jogos do Rio de Janeiro e parou nas semifinais do último Mundial.

Sam Kerr faz das suas, mas Suécia segue firme

Rolfö e Jakobsson lideraram a Suécia contra a Austrália (Foto: Daniel Stiller/Imago/One Football)

A artilheira Sam Kerr, do Chelsea, marcou duas vezes (e perdeu um pênalti), mas a Suécia confirmou a vitória ampla contra os Estados Unidos na primeira rodada com outra, um pouquinho mais difícil, diante da Austrália, por 4 a 2.

Aos 20 minutos, Sofia Jakobsson cruzou rasteiro da direita, e Fridolina Rolfö completou de primeira para abrir o placar às suecas, mas a implacável Kerr virou com dois gols de cabeça, aos 36, no comecinho do segundo tempo.

Jakobsson deu mais uma assistência, após uma arrancada pela direita antes de deixar Lina Hurtig na cara do gol para o empate. Rolfö marcou novamente com um lindo chute de fora da área, e Kerr teve a chance de decretar outra igualdade, mas perdeu um pênalti.

Aos 36 minutos da etapa final, Kosovare Asllani cruzou fechado, e Stina Blackstenius deu uma casquinha na bola para garantir a Suécia com seis pontos na liderança do Grupo G, que cruza com o da seleção brasileira nas quartas de final.

Festival de gols

Wang Shuang marcou quatro vezes, mas a China não conseguiu vencer (Foto: Imago/One Football)

Os dois jogos de Zâmbia em Tóquio 2020 já tiveram 21 gols. Após perder de 10 a 3 para a Holanda na estreia, as africanas empataram com a China, neste sábado, em um festival de gols: 4 a 4. Um show de Wang Shuang, autora de todos os tentos da sua equipe, e de Barbara Banda, com um hat-trick para Zâmbia.

Aos seis minutos, recebeu dentro da área e abriu para a canhota. Bateu rasteiro, e meio fraco, mas a bola passou pela zagueira Lushomo Mweemba e pela goleira Nali Hazel. Racheal Kundananji empatou com uma cabeçada no cantinho antes de Shuang, ex-Paris Saint-Germain, marcar duas vezes, aos 22 e aos 23 minutos, para abrir uma boa vantagem às chinesas.

Barbara Banda descontou de pênalti antes do intervalo para Zâmbia e, assim que o jogo foi retomado, o placar estava novamente empatado, graças a uma bonita arrancada de Banda. Ela chegou a virar para Zâmbia com uma bonita arrancada, mas Shuang empatou, de pênalti, aos 39 minutos do segundo tempo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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