Olimpíadas

Com reservas, Brasil vence Zâmbia, fica em segundo no grupo e pegará Canadá nas quartas de final

Seleção feminina venceu a Zâmbia sem problemas, conseguiu poupar jogadoras, fica com o segundo lugar e vai enfrentar a artilheira Sinclair

O Brasil garantiu a sua classificação no futebol feminino na Olimpíada de Tóquio 2020 com uma vitória por 1 a 0 sobre a Zâmbia, na terceira rodada. Isso depois de vencer a China e empatar com a Holanda nas duas primeiras rodadas. Com isso, o time comandado por Pia Sundhage termina em segundo lugar no Grupo F e vai enfrentar o Canadá, segunda colocado do Grupo E, nas quartas de final.

Com um time recheado de reservas, a seleção brasileira venceu o time africano, o mais fraco da chave e termina com sete pontos, em segundo lugar. Isso porque a Holanda também venceu a China e ficou com os mesmos sete pontos, mas com saldo de gols melhor. A Holanda enfrentará os Estados Unidos nas quartas de final, repetindo o duelo da final da Copa do Mundo em 2019.

Como segunda colocada do grupo, a seleção brasileira terá pela frente o Canadá nas quartas de final. As canadenses empataram com a Grã-Bretanha nesta rodada final e acabou mesmo em segundo lugar no Grupo E. O confronto entre Brasil e Canadá será na sexta-feira, dia 30, às 5h da manhã (horário de Brasília). Quem vencer terá pela frente o vencedor do confronto entre Estados Unidos, segunda colocada do Grupo G, e da Holanda, primeira do F.

Time modificado em campo

Aproveitando que a situação do Brasil era muito tranquila em termos de classificação, a técnica Pia Sundhage decidiu colocar em campo uma equipe bastante modificada. Das 11 titulares, foram mantidas cinco: Bárbara, Rafaelle, Formiga, Marta e Beatriz Zaneratto.

A técnica rodou mais de meio time, colocando Letícia Santos na lateral direita e Poliana na zaga, além de Jucinara na lateral esquerda. No meio, Angelina fez dupla com Formiga no centro do campo, com Andressa Alves aberta por um lado, Marta do outro, e Ludmila no ataque ao lado de Beatriz Zaneratto.

O time da Zâmbia também entrou modificado. Foram duas mudanças em relação ao time titular da rodada anterior. O grande nome do time, a atacante e capitã Barbra Banda, começou jogando e foi mais uma vez a referência do time.

Expulsão e gol do Brasil

Aos 11 minutos, falta para o Brasil da zagueira Lushono Mweemba sobre Ludmila. Havia a dúvida se tinha sido dentro ou fora da área. A árbitra Yoshimi Yamashita foi chamada para rever o lance no VAR. Depois de rever, o lance foi mesmo fora da área e a árbitra mostrou o cartão vermelho para a zagueira. A Zâmbia ficava com um a menos.

Além disso, o prejuízo para a equipe africana foi ainda maior. Pouco antes, a goleira Nali Hazel tinha chocado com Ludmila e pareceu sentir. Antes mesmo da cobrança da falta no Brasil, ela caiu no chão e recebeu atendimento. Acabou substituída Ngambo Musole. O técnico da Zâmbia, Bruce Mwape, ainda trocou a atacante Avell Chitundu e colocou Vast Phiri, que joga como zagueira.

Quando, enfim, a falta foi cobrada, Andressa Alves, de pé esquerdo, bateu bem e ainda contou com a colaboração da goleira da Zâmbia para marcar: 1 a 0 para o Brasil, aos 19 minutos. De um jogo que a Zâmbia tinha começado bem agora tinha uma jogadora a menos, um gol sofrido e a perda de duas jogadoras, uma expulsa e a goleira titular. Um prejuízo enorme.

Bia Zaneratto se machuca

A atacante Bia Zaneratto foi outra a sentir. Ela chocou cabeça com cabeça com Racheal Kundananji. A brasileira foi atendida e Marta avisou que a atacante teria que sair. A técnica Pia Sundhage colocou em campo Giovana no lugar de Bia. Como a substituição foi por risco de concussão, ela não contou para o número de substituições disponíveis para a seleção brasileira.

Jogo em ritmo mais lento

A partir dos 30 minutos, o jogo baixou muito de ritmo. Com um time que não tinha jogado junto ainda, e com uma Zâmbia que tinha dificuldades para se manter organizada, o jogo perdeu muito em qualidade. Os dois times passaram a chegar pouco ao ataque. O jogo era mais físico, com muitas disputas entre as jogadoras.

No final do primeiro tempo, Andressa Alves recebeu na entrada da área, bateu de pé esquerdo e a bola bateu no travessão. Um lance perigoso já com muitos minutos de acréscimos. Houve alguns lances de bola parada do Brasil no final do primeiro tempo, que acabou tendo 14 minutos de acréscimos pelos atendimentos realizados.

Mudanças no segundo tempo

A técnica Pia Sundhage fez duas mudanças no intervalo. Tirou as duas mais experientes, Formiga e Marta, e colocou em campo Julia e Duda em seus lugares. Com isso, o time brasileiro ficou ainda mais modificado em campo. Ao mesmo tempo, era a chance de várias das jogadoras reservas mostrem serviço em campo.

Com 20 minutos de partida, Pia resolveu mudar mais duas jogadoras. Colocou em campo Geyse e Bruna Benites nos lugares de Ludmila e Poliana. Por fim, entrou ainda Debinha no lugar de Andressa Alves, aos 36 minutos.

O segundo tempo foi realmente em um nível abaixo do que se esperava. Apesar de ser melhor na partida, a seleção brasileira não forçou o ritmo e conseguiu uma vitória por um placar magro, mas sem qualquer sofrimento.

A seleção brasileira terá confronto pesado nas quartas de final, porque o Canadá venceu o Brasil na disputa pelo terceiro lugar na Rio 2016. É uma seleção perigosa, com uma atacante que está entre as melhores da história, Christine Sinclair. O Brasil chega mais bem preparado do que há cinco anos, na Olimpíada do Rio, e também melhor do que vimos na Copa do Mundo de 2019.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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