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Técnicos brasileiros estão entre os mais bem pagos do mundo

Os técnicos brasileiros podem se considerar privilegiados. Enquanto os clubes do país começam a equiparar seu poderio econômico no mercado de transferências com os europeus, a situação em relação aos treinadores já parece consolidada. A Pluri Consultoria publicou um estudo sobre os maiores salários oferecidos a técnicos no mundo e o Brasil ganha papel de destaque na relação.

Dos 30 nomes listados, quatro trabalham no futebol brasileiro: Abel Braga, Tite, Vanderlei Luxemburgo e Muricy Ramalho. Apenas a Premier League, com oito técnicos, aparece à frente do Brasileirão, que está empatado com La Liga. Além disso, o estudo também mostra o poder dos clubes acima das seleções: apenas oito comandam equipes nacionais.

Entre as razões que ajudam os clubes brasileiros a oferecerem maiores salários está a menor tributação sobre os ganhos líquidos. Os impostos no país são de 27,5%, bem menores que os 45% na Inglaterra, na Alemanha e na França. José Mourinho, com salário bruto anual de € 13,5 milhões, só não é o que mais lucra por conta dos 52% taxados na Espanha.

No entanto, o estudo também mostra que a importância que os clubes brasileiros dão aos técnicos muitas vezes compromete parcela significativa de seus ganhos. Abel Braga recebeu 11,4% do total do faturamento do Fluminense em 2011, percentual menor apenas que o de Carlo Ancelotti. Considerando este parâmetro, três dos seis primeiros colocados são brasileiros, enquanto os outros três trabalham em clubes bancados por grupos de investimento, demonstrando a desproporcionalidade na relação.

Confira os técnicos mais bem pagos do mundo, com salário líquido anual e percentual no faturamento dos clubes:

1º – Carlo Ancelotti (Paris Saint-Germain) – € 7,42 milhões – 15,9%
2º – José Mourinho (Real Madrid) – € 7,34 milhões – 3,2%
3º – Fabio Capello (Seleção russa) – € 6,78 milhões – não divulgado
4º – Marcelo Lippi (Guangzhou Evergrande) – € 5,5 milhões – não divulgado
5º – Frank Rijkaard (Seleção saudita) – € 5,3 milhões – não divulgado
6º – Alex Ferguson (Manchester United) – € 5,17 milhões – 2,6%
7º – Arsène Wenger (Arsenal) – € 5,11 milhões – 3,7%
8º – Guus Hiddink (Anzhi) – € 4,56 milhões – não divulgado
9º – Paulo Autuori (Seleção catariana) – € 3,6 milhões – não divulgado
10º – Tito Vilanova (Barcelona) – € 3,36 milhões – 1,6%
11º – José Antonio Camacho (Seleção chinesa) – € 3,25 milhões – não divulgado
12º – Roberto Mancini (Manchester City) – € 3,24 milhões – 3,5%
13º – Jupp Heynckes (Bayern Munique) – € 2,88 milhões – 1,6%
14º – Luciano Spalletti (Zenit) – € 2,87 milhões – 4,0%
15º – Abel Braga (Fluminense) – € 2,53 milhões – 11,4%
16º – André Villas-Boas (Tottenham) – € 2,52 milhões – 2,5%
17º – Harry Redknapp (Queens Park Rangers) – € 2,2 milhões – 6,3%
18º – Vanderlei Luxemburgo (Grêmio) – € 2,17 milhões – 5,5%
18º – Muricy Ramalho (Santos) – € 2,17 milhões – 4,1%
18º – Tite (Corinthians) – € 2,17 milhões – 2,7%
21º – Jorge Jesus (Benfica) – € 2,14 milhões – 3,9%
22º – David Moyes (Everton) – € 1,98 milhões – 4,0%
23º – Manuel Pellegrini (Málaga) – € 1,72 milhões – 7,8%
24º – Antonio Conte (Juventus) – € 1,71 milhões – 1,9%
24º – Cesare Prandelli (Seleção italiana) – € 1,71 milhões – não divulgado
26º – Ottmar Hitzfeld (Seleção suíça) – € 1,56 milhões – não divulgado
27º – Joachim Löw (Seleção alemã) – € 1,37 milhões – não divulgado
27º – Martin O’Neill (Sunderland) – € 1,37 milhões – 2,8%
27º – Roy Hodgson (Seleção inglesa) – € 1,37 milhões – não divulgado
30º – Marcelo Bielsa (Athletic Bilbao) – € 1,2 milhões – 3,2%

Fonte: Fernando Ferreira / Pluri consultoria

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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