Líder das reformas da Fifa corre para defender Blatter e despreza futebol feminino dos EUA
A Fifa montou um comitê com representantes de confederações e patrocinadores para liderar as muito necessárias reformas pelas quais ela precisa passar desde o início da operação do FBI contra seus dirigentes corruptos. À frente desse grupo, colocou o advogado suíço François Carrard, que foi um dos principais homens na reformulação do Comitê Olímpico Internacional depois do escândalo de Salt Lake City. Ele não começou muito bem.
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Embora reconheça, em entrevista ao jornal suíço Le Matin, que a Fifa vive uma “crise profunda” e necessita de “medidas drásticas”, Carrard não parece muito confiante que elas irão além das discussões e ainda saiu correndo para preservar o presidente Joseph Blatter, que deixará o cargo em fevereiro do ano que vem.
“Há injustiça na maneira como ele está sendo tratado. Digo isso com completa independência. Infelizmente, é sempre assim quando alguém fica (no poder) por muito tempo. O lado negativo é notado. Eu tenho todo o procedimento legal dos Estados Unidos na minha mesa. Não há uma palavra contra ele. Nada. Não estou ciente de nenhuma indicação de corrupção contra Blatter”, afirmou. “O caso envolve poucos ‘vilões’, inclusive no comitê executivo da Fifa, que encheram o bolso com competições continentais”.
E se não fosse o bastante, Carrard mergulha no machismo e no preconceito quando tenta entender por que os Estados Unidos se meteram nessa. “Para eles, o futebol, o soccer, não tem o mesmo peso que o beisebol, o basquete ou o futebol americano. Lá, é apenas um esporte étnico para garotas nas escolas”, afirmou.
Suspeitamos, Carrad, que vá um pouco além disso.
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