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Grupo de transparência se afasta da Fifa: “Não há independência”

A Transparência Internacional (TI), entidade que fiscaliza corrupção, afirmou que suas recomendações feitas à Fifa não foram cumpridas e cortou seu vínculo com a entidade. A TI tinha a missão de lutar contra a má conduta dentro da entidade e foi chamada pela própria Fifa.

Segundo a TI, com o pagamento da Fifa ao consultor para analisar as reformas a serem feitas, não é possível ter independência. Assim, a TI resolveu cortar seus laços com o órgão máximo do futebol, o que é visto como um problema para a credibilidade já tão afetada da entidade.

Sylvia Schenk, consultora de esportes da TI, afirmou que ao pagar para Mark Pierth, o profissional não pode ter a independência necessária para o cargo. “Nós acreditamos que alguém pago pela Fifa não pode ser membro de uma comissão independente”, afirmou a consultora.

“Ele tem contrato com a Fifa, então ele não pode ser independente nesse sentido”, continuou Schenk. Pieth afirmou, ao assumir a tarefa, que é comum que as empresas paguem por consultores externos para analisar os seus negócios. “Não podemos começar a pedir que empresas de auditoria trabalhem de graça apenas para garantir que elas são independentes”, disse Pieth ao site Bloomberg.

O envolvimento da TI era visto como chave para que Joseph Blatter, presidente da Fifa, limpasse o nome da entidade, envolvida em diversos escândalos nos últimos meses.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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