Prisão e banimento: Torcedor é condenado por arremessar cadeira em jogador na Escócia
Caso ocorreu ainda na temporada passada e deixou o zagueiro Jack Mackenzie com marcas permanentes no rosto
Um torcedor chamado David Gowans foi condenado a 18 meses de prisão por arremessar cadeira no jogador do próprio time no Campeonato Escocês. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (12).
Gowans, 32 anos, era um dos espectadores da torcida visitante presentes no Tannadice Park para Dundee United x Aberdeen no dia 17 de maio de 2025. As duas equipes que já foram “duopólio” na Escócia disputavam o quarto lugar no “Championship Group” e, portanto, a vaga na Europa League 2025/26.
Okkels abriu o placar para o Aberdeen, mas Gallagher e Dalby viraram o jogo em favor dos mandantes. Após o apito final, festa dos torcedores locais e incidente lamentável no lado dos Dons.
Torcedor reconhece erro, mas incidente é usado como exemplo na Escócia
Os jogadores do Aberdeen se aproximavam da área destinada à torcida visitante para agradecer a presença dos fãs quando o zagueiro Jack MacKenzie, 25 anos, foi atingido por uma cadeira e sofreu corte profundo na sobrancelha esquerda e outro ferimento abaixo do olho esquerdo, considerados o suficiente para deixar o atleta com marcas permanentes no rosto.
O jogador caiu logo após o choque. Teve o primeiro atendimento realizado ainda no gramado e depois deixou o campo de cadeira de rodas. O clube divulgou nota na ocasião em lamento ao ocorrido e afirmou que o sentimento era de “consternação e indignação”.
Houve também a constatação de que o objeto teria sido arremessado da parte onde estava a torcida visitante. A polícia local passou a investigar o caso, e em novembro Gowans admitiu ser responsável pelo ato, segundo a imprensa britânica.
O homem também teria trocado mensagens com a responsável pela relação com torcedores no Aberdeen, Lynn Fisk, e revelado ter sido o infrator. No conteúdo, ele disse que “não estava mirando em ninguém” e que cometeu “um erro desastroso”. A profissional teria pedido o tempo todo que ele admitisse isso ao clube ou ela teria que entregá-lo.
Conforme a mídia local, o torcedor é membro de um grupo de “ultras” do Aberdeen e reconheceu ter agido de forma “imprudente”. O rapaz foi prontamente proibido de assistir aos jogos do time para sempre e aguardava a sentença legal a ser conhecida neste mês de janeiro.
Larry Flynn, advogado de Gowans, afirmou que o cliente estava embriagado ao cometer a ação e “extremamente envergonhado”. De acordo com a imprensa escocesa, ele declarou não ter visto que o atingiu um jogador e pediu desculpas pelo incidente.

Alastair Carmichael, juiz, falou que as ações de Gowans foram “egoístas, estúpidas, perigosas e irresponsáveis”. “Você deveria saber que ao lançar um objeto poderia atingir alguém”, disse ele ao proferir a sentença, segundo o “Guardian”.
Carmichael chamou a atenção para o fato de que o incidente poderia ter causado mais danos por ter ocorrido em uma partida de futebol.
— Não há uma alternativa razoável a uma pena de prisão. Isso é necessário por causa da gravidade do crime, para punir adequadamente e para expressar a reprovação pública a esse comportamento e desencorajar outros a agir de maneira semelhante — afirmou.
Gowans também está impedido de assistir a jogos de futebol nos estádios por 10 anos, além da punição vitalícia válida para partidas do Aberdeen.
MacKenzie não chegou a jogar naquele dia, ficou apenas no banco de reservas. Agora, ele defende o Plymouth Argyle, da terceira divisão inglesa.
A motivação para a revolta, que teria sido a perda da vaga na Europa League, não demorou a expirar. O Aberdeen conquistou a Copa da Escócia ao vencer o Celtic nos pênaltis no dia 24 de maio, ficou com o lugar na segunda competição de clubes mais importante do Velho Continente e empurrou o Dundee United à Conference League.




