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O valente Mali lutou, mas levou virada da França e Mundial Sub-17 terá final europeia

Vice-campeã da Euro Sub-17, a França contou com uma expulsão para vencer Mali de virada pela Copa do Mundo da categoria e encontrar a Alemanha em nova final

A final da Copa do Mundo Sub-17 será a mesma da Eurocopa da categoria. Vice-campeã continental em junho, a França até fez um começo de jogo ruim e sofreu seu primeiro gol no Mundial da Indonésia, mas contou com uma expulsão no início do segundo tempo para vencer Mali por 2 a 1 de virada nesta terça-feira (28) e avançar à final contra a Alemanha.

Artilheiro malinês, agora com quatro gols, Ibrahim Diarra abriu o placar para a seleção africana nos acréscimos da primeira etapa, aproveitando uma falha do goleiro Paul Argney. Aos seis minutos do segundo tempo, Souleymane Sanogo recebeu o cartão vermelho direto por pisar no joelho de Aymen Sadi, iniciando a virada francesa. Yvann Titi empatou logo na sequência da expulsão, enquanto Ismail Bouneb assegurou a vitória em cobrança de falta.

Com o resultado, a França vai encarar a Alemanha, que eliminou a Argentina nos pênaltis. A decisão será realizada no sábado (2), às 9h (de Brasília) no Estádio Manahan, em Surakarta. A seleção francesa conquistou a Copa do Mundo Sub-17 pela primeira e única vez em 2001, ficou em terceiro lugar na edição de 2019 e foi vice-campeã europeia da categoria neste ano perdendo a final justamente para os alemães, também nos pênaltis.

Mali, por sua vez, não tem mais chance de conquistar o título inédito ou igualar sua campanha histórica de 2015, quando foi vice-campeão mundial sub-17, mas ainda brigará pela terceira colocação. Diante da Argentina, às 9h (de Brasília) de sexta-feira (1), a seleção malinesa tentará a vitória para fazer sua segunda melhor participação no torneio.

Mali cria as melhores chances e abre o placar

A França chegou até as semifinais sem ter sofrido nenhum gol em cinco partidas, mas penou no primeiro tempo e foi vazada pela primeira vez nesta edição da Copa do Mundo Sub-17 depois de muita insistência de Mali. Com menos de dez minutos de partida, a seleção malinesa já havia exigido duas defesas sensacionais de Paul Argney, sendo uma em chute de Ibrahim Diarra na pequena área após escanteio pela esquerda e outra em lance cara cara com Ibrahim Kanate.

A resposta francesa veio aos 17 minutos, quando Mathis Lambourde recebeu boa enfiada de bola e ficou de frente com Bourama Koné, mas a finalização de canhota do atacante parou em uma defesa com o pé esquerdo do goleiro malinês. Foi a única grande oportunidade dos atuais vice-campeões europeus antes do intervalo.

É verdade que Mali foi melhor na primeira etapa, criando as melhores chances, finalizando mais e tendo mais posse de bola, mas viu a defesa adversária se acertar com o passar do tempo e não conseguia levar o mesmo perigo dos primeiros lances do jogo. Para a rede francesa ser balançada pela primeira vez neste Mundial, foi necessário uma ajudinha de Paul Argney. Já nos acréscimos, Moussa Traoré carregou da esquerda para o meio e cruzou na direção do gol. O goleiro errou ao tentar afastar de soco e deixou a bola nos pés de Diarra, que só teve o trabalho de completar para a rede vazia e abrir o placar.

Expulsão inicia virada da França

O panorama do confronto mudou por completo aos seis minutos do segundo tempo. O lateral Souleymane Sanogo acabou pisando no joelho de Aymen Sadi ao tentar dividir e recebeu merecidamente o cartão vermelho direto após o árbitro uruguaio Gustavo Tejera ser chamado pelo VAR. Com um a menos por mais de 40 minutos, Mali não conseguiu segurar a pressão da França e rapidamente sofreu a virada.

O empate veio logo na cobrança de falta originada pela expulsão. Ismail Bouneb cruzou com perfeição pela esquerda e colocou a bola na medida para Yvann Titi, que apareceu na entrada da pequena área livre e nem precisou pular para desviar de cabeça e deixar tudo igual.

Bouneb não parou por aí e decidiu a semifinal em outra cobrança de falta, esta na entrada da área. Aos 23, o camisa 10 chutou colocado rasteiro no canto esquerdo de Koné, que provavelmente esperava um arremate no lado em que posicionou a barreira, e marcou o gol da virada francesa.

Atrás no placar, Mali não teve outra alternativa a não ser se lançar ao ataque em busca de um improvável empate. Com um jogador a menos, inevitavelmente cedeu chances que a França não aproveitou. Pouco depois do 2 a 1, Lambourde arrancou do meio-campo até a entrada da área e ficou frente a frente com Koné, mas perdeu uma enorme oportunidade ao tentar encobrir o goleiro e errar por muito.

No fim, Mali ainda tentou fazer a França provar do próprio veneno com Hamdiou Makalou cobrando falta, mas a bomba do volante explodiu no travessão. Já os franceses chegaram a balançar a rede malinesa mais uma vez, mas Joan Tincres estava em posição de impedimento quando recebeu livre na pequena área e com o gol vazio, já com 12 minutos de acréscimo.

Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
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