Em alguma coisa tinham que acertar: Copa de 2018 terá mascote criado por crianças

Entre suspeitas de compra de votos na eleição da sede, possível escolha de regiões separatistas marcadas por conflitos para servirem como bases de treinamento e um problema sério de discriminação no futebol local, a Rússia enfim traz uma notícia boa para o Mundial de 2018. Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, Vitaly Mutko, presidente do Comitê Organizador Local, anunciou como será o processo de escolha do mascote do torneio, e o lado bom é que as crianças serão umas das principais responsáveis pela criação do mascote.
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O processo de criação do mascote do torneio será dividido em três etapas, começando agora e com conclusão até o fim de 2016. Na primeira delas, crianças enviarão suas ideias de como seriam seus mascotes ideais e quais características teriam. A partir disso, alguns dos principais artistas russos do momento soltarão sua criatividade para transformar isso em desenho. Na última parte do processo, uma seleção final de três mascotes será apresentada ao público, que votará para decidir qual será o representante do torneio.
Embora seja bem legal por parte do COL incluir as crianças no processo, sobretudo com um papel tão importante, não dá para fazer vista grossa para o populismo por trás da decisão, sobretudo com o discurso de Vitaly Mutko, que afirmou que o objetivo era “aproximar o público do processo de produção, para que se sinta parte do projeto”. Uma justificativa bem forçada, coisa de release, e que, dita em uma coletiva de imprensa, soa tão fabricada que quase faz a ação toda perder a graça. Mas vamos deixar o lado ranzinza para lá e tentar apreciar pelo menos uma coisa boa dentro de toda a organização para o próximo Mundial.



