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Vitória movimentada da Croácia sobre a Colômbia deixa pistas para Ancelotti

Próxima rival da Seleção, Croácia venceu por 2 a 1 em Orlando e exibiu virtudes com a bola, além de brechas que podem ser exploradas pela Canarinho

A derrota para a França por 2 a 1, nesta quinta-feira (26), aumenta a necessidade de ajustes da seleção brasileira em um momento no qual já não há muito tempo para testes. Depois do amistoso contra a Croácia, o Brasil fará mais dois compromissos em junho antes da estreia na Copa do Mundo, o que torna cada atuação e cada leitura de adversário ainda mais relevantes para Carlo Ancelotti e sua comissão técnica.

A vitória croata por 2 a 1 sobre a Colômbia, em Orlando, ofereceu pistas importantes. Embora não tenha dominado toda a partida, a equipe europeia mostrou virtudes claras quando teve a bola. A saída desde trás foi, em muitos momentos, bem executada, com boa circulação, aproximações constantes e um meio-campo capaz de sustentar a construção com inteligência. Houve organização para escapar de encaixes de pressão e encontrar espaços.

Onde a Croácia machuca — e onde pode sofrer

Outro ponto forte apareceu na capacidade de acelerar as jogadas quando encontrava campo para atacar. A Croácia foi perigosa nas transições ofensivas, especialmente pelos lados, usando bem a amplitude e a movimentação dos homens de frente.

Além disso, mostrou força na bola parada ofensiva — justamente o fundamento que originou o segundo gol. Trata-se de uma seleção que sabe alternar momentos de posse com ataques mais verticais, e isso exige atenção redobrada do Brasil.

Se por um lado há organização e repertório, por outro a atuação também escancarou vulnerabilidades defensivas. A Croácia apresentou dificuldades na transição sem bola durante o primeiro tempo, cedeu espaços em momentos importantes e sofreu quando a Colômbia acelerou pelos corredores. Jogadores brasileiros como Vinicius Júnior, Raphinha e Luiz Henrique podem explorar isso.

Os lançamentos e bolas esticadas, causaram desconforto à linha defensiva, que viu os colombianos chegarem à área em diversas oportunidades e produzirem situações perigosas com relativa frequência.

Isso ajuda a colocar em perspectiva a campanha quase impecável da Croácia nas Eliminatórias, encerrada com sete vitórias, um empate e apenas quatro gols sofridos. O desempenho é sólido, mas também precisa ser contextualizado pelo nível dos adversários enfrentados, como Ilhas Faroé, Chéquia, Montenegro e Gibraltar.

Bastou encarar uma seleção mais intensa e agressiva, como a Colômbia, para que fragilidades aparecessem com mais nitidez.

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Os gols de Colômbia 1 x 2 Croácia

Dois minutos: esse foi o tempo que a Colômbia precisou para inaugurar o marcador em Orlando. Johan Mojica foi acionado no corredor esquerdo e, mesmo com marcação dobrada, conseguiu fazer o cruzamento. Luis Suárez dividiu com o defensor no primeiro poste, e a bola espirrada caiu nos pés de Jhon Arias, que chutou fraco e contou com desvio no meio do caminho para colocar os Cafeteiros na frente.

A resposta croata, porém, veio logo na sequência. Luka Vusković aproveitou liberdade na intermediária ofensiva, experimentou finalização de fora da área e foi feliz: a bola resvalou em Jhon Lucumí e comprometeu a reação do goleiro Camilo Vargas, que nada pôde fazer.

A Colômbia era melhor, mas os gols perdidos — sobretudo o de Luis Suárez debaixo das traves — acabaram custando caro para a seleção sul-americana. Nos minutos finais do primeiro tempo, Marco Pasalic cobrou escanteio, Vargas saiu mal do gol e Igor Matanovic, livre de marcação, testou consciente. Virada croata.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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