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Além do Botafogo: como estão as situações dos clubes de John Textor na Europa?

Enquanto o Botafogo tem um começo de temporada irregular, os clubes europeus de John Textor vivem situações ainda mais delicadas nos campeonatos locais

O Botafogo não é o único clube de John Textor que está patinando neste começo de 2024. Outros clubes da Eagle Football Holdings, empresa do dono da SAF alvinegra, também passam por momentos complicados nos respectivos campeonato locais. Enquanto o Glorioso ainda tenta engrenar na temporada, os demais clubes de Textor lutam para evitar dramas ainda maiores na Europa.

Tanto na Inglaterra, como na França e na Bélgica, os clubes de Textor vem encontrando dificuldades nos campeonatos nacionais. O Lyon e o RWD Moleenbek lutam contra o rebaixamento, enquanto o Crystal Palace está um pouco mais afastado das últimas posições, mas longe de viver uma situação tranquila.

Assim, enquanto o Botafogo se prepara para o início das fases prévias da Copa Libertadores, a Trivela mostra como estão as situações dos outros clubes de John Textor na Europa.

Textor investe no Lyon para evitar rebaixamento

Último clube comprado por John Textor, no fim de 2022, o Lyon vive uma situação delicada na Ligue 1. Atualmente, o time é 15o colocado, com 19 pontos em 20 jogos. São apenas três pontos a mais que o Metz, que, neste momento, está indo para o play-off contra o rebaixamento. No entanto, depois de um péssimo começo de temporada, as expectativas neste momento são de crescimento.

O Lyon só venceu o seu primeiro jogo na temporada em novembro, contra o Rennes, pela 12 rodada da Ligue 1. O time segue irregular, mas nas últimas seis rodadas, o time teve quatro vitórias e conseguiu respirar na competição. Além disso, nesta semana, passou Lille e se classificou para as quartas de final da Copa da França.

Para evitar uma tragédia, Textor abriu o bolso no Lyon. O clube francês foi o que mais investiu na fraca janela de transferências de inverno. Foram 50,13 milhões de euros (cerca de R$ 268 milhões) investidos na contratação de seis jogadores: o volante Nemanja Matic, o meia Orel Mangala, o goleiro Lucas Perri, o zagueiro Adryelson, o atacante Gift Orban e o ponta Malick Fofana.

Molenbeek de Caçapa também luta para não cair

Na Bélgica, o RWD Melenbeek vive situação ainda mais delicada. Atualmente, o time, que é comandado pelo brasileiro Cláudio Caçapa, é o 14 colocado, com 22 pontos em 24 jogos. Em um campeonato de 16 times, o Molenbeek está dentro da zona de rebaixamento neste momento, dois pontos atrás do primeiro time fora da zona. Na Copa da Bélgica, o Melenbeek foi eliminado nas quartas de final pelo Oostende, da segunda divisão local.

No portifolio de Textor desde 2021, o Molenbeek estava subiu para a elite do futebol belga na última temporada. O empresário americano é dono de 80% das ações do clube.

Recentemente, Textor “mandou” três jogadores do Botafogo para reforçar o Melenbeek: o zagueiro Philipe Sampaio, e os atacantes Carlos Alberto e Segovinha.

Na Premier League, Crystal Palace também vive situação delicada na tabela (Foto: Icon Sport)

Crystal Palace tenta se manter longe do rebaixamento

Porta de entrada de John Textor no futebol, o Crystal Palace também não vive seus melhores dias, mas a situação não é tão ruim quanto a dos outros europeus. Na Premier League, o Palace é o 14o colocado, com 24 pontos em 23 partidas. O time de Londres tem cinco pontos de vantagem sobre o Everton, primeiro time entre os três últimos.

Mas um recorte recente pode deixar o cenário ruim para o Crystal Palace. Em 2024, o time venceu apenas um dos cinco jogos que disputou. E, nos últimos 15 jogos, a equipe tem apenas três vitórias. Não à toa, o técnico Roy Hodgson balança no cargo e só não foi demitido pelo clube ainda não ter encontrado um substituto.

No Crystal Palace, Textor vive uma situação diferente dos demais clubes. O empresário americano não é o sócio majoritário. Ele tem 46% das ações do clube. Isso, inclusive, tem o feito cogitar vender a sua parte do clube de Londres.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel Rodrigues

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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