Quais ensinamentos Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras levam do Mundial de Clubes?
Quarteto brasileiro se despede do torneio dos Estados Unidos com lições diferentes para restante da temporada
Na primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa expandido, o Brasil foi responsável por grandes histórias nos Estados Unidos. Agora, o quarteto brasileiro volta para casa para dar sequência à temporada.
Só que todos eles trazem diferentes ensinamentos pós-Mundial. Entre pontos positivos e negativos, a Trivela elenca qual o saldo dos quatro clubes.
Botafogo pode fazer mais

Atual campeão brasileiro e da Libertadores, o Botafogo foi responsável por uma das histórias mais impactantes do Mundial de Clubes: a vitória heroica sobre o PSG, que havia recém-conquistado a Champions League pela primeira vez em sua história.
Diante dos Parisienses, o Glorioso deu uma aula defensiva e conseguiu encaixar um contra-ataque certeiro para balançar as redes. E mesmo em uma chave com Atlético de Madrid, a equipe alvinegra se classificou para o mata-mata.
O problema é que, na decisão contra o Palmeiras, o Botafogo deixou a desejar por repetir a estratégia contra os franceses. Diante de um adversário tão conhecido, o Glorioso escolheu ter um jogo muito reativo — que cobrou seu preço na prorrogação.
A queda nas oitavas de final rendeu a demissão de Renato Paiva, que não correspondeu às expectativas de John Textor e seu “Botafogo Way”: um futebol ofensivo e mais propositivo. Davide Ancelotti, filho e ex-auxiliar do técnico da seleção brasileira, foi o nome escolhido para seguir essa metodologia.
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Flamengo está no caminho certo

Com um grupo recheado de bons atletas, o Flamengo correspondeu às expectativas no Mundial. Não à toa, o Rubro-Negro foi o melhor brasileiro na fase de grupos, inclusive batendo o Chelsea com propriedade.
Mais do que os resultados, a equipe de Filipe Luís mostrou bom futebol, consolidando seu domínio doméstico e internacional. Entretanto, a trajetória do Flamengo nos EUA foi encurtada nas oitavas de final.
E para não glamourizar a derrota, ou desvalorizar o rival, o Bayern de Munique eliminou o Rubro-Negro simplesmente porque é superior. Admitir que o futebol brasileiro está distante da primeira prateleira europeia é ter consciência da realidade.
Para o resto de 2025, o Rubro-Negro pode seguir na mesma pegada. Isso não é garantia de títulos, mas o Flamengo tem um treinador promissor, com identidade bem definida e opções suficientes para cair precocemente, assim como no Mundial de Clubes.
Fluminense volta muito mais forte

Mesmo sem dinheiro para grandes investimentos e um elenco bem enfraquecido perto dos rivais brasileiros, o Fluminense volta para o Brasil muito mais forte do que quando desembarcou nos EUA — e muito disso passa por Renato Gaúcho.
Desde a estreia contra o Borussia Dortmund, o Tricolor provou que era capaz de proporcionar boas atuações, mesmo contra adversários mais complicados. E para contrariar todas as previsões, foi o brasileiro a ir mais longe no Mundial.
A campanha semifinalista do Fluminense não só engrandece os cofres, como também coloca o time no caminho do protagonismo nacional e continental. Entretanto, para isso se concretizar na metade final de 2025, é preciso sobreviver à janela de transferências.
A projeção nos Estados Unidos colocou os principais jogadores do Tricolor das Laranjeiras nos holofotes. Resta saber como a diretoria irá lidar com o assédio do mercado. Fato é que o Fluminense de Renato é a grata (e merecida) surpresa do Mundial de Clubes.
Palmeiras tem ajustes necessários

O Palmeiras não poupou investimentos em reforços para ter uma boa campanha no Mundial. Com a filosofia de Abel Ferreira já enraizada no elenco, o Alviverde tinha uma chave menos complicada para fazer uma boa campanha no torneio.
Contudo, o Palmeiras voltou a oscilar e chegou ao mata-mata sem convencer tanto assim. Após eliminar o Botafogo, a equipe teve muitas dificuldades para equilibrar o duelo contra o Chelsea, que se aproveitou da falha de Weverton.
No retorno à realidade, Abel precisa encontrar soluções ofensivas para tornar o Palmeiras mais perigoso perto do gol. Peças não faltam, até porque o clube já está atrás de um substituto para Estêvão.
Para seguir brigando por títulos na temporada, o Palmeiras necessita de ajustes pontuais, como extrair o máximo de Vitor Roque e demonstrar mais criatividade no meio-campo. Nada de terra arrasada pós-Mundial de Clubes, mas também sem fechar os olhos para os detalhes.



