Mundial de Clubes

Botafogo confunde Palmeiras com PSG e postura deixa a desejar em eliminação no Mundial

Com atuação muito abaixo do esperado em um jogo que poderia ser equilibrado, o time de Renato Paiva acabou derrotado por 1 a 0 e se despediu dos Estados Unidos

Acabou o sonho do Botafogo no Mundial de Clubes. Com uma atuação abaixo do esperado, o Glorioso perdeu por 1 a 0 para o Palmeiras, na prorrogação, no Lincoln Financial Field, e foi eliminado nas oitavas de final da competição internacional.

Se a histórica vitória sobre o todo-poderoso PSG na fase de grupos deixou a impressão de que o Botafogo poderia ir mais longe no Mundial, aquela partida também ficou marcado por uma mudança de postura totalmente compreensível do time carioca.

No entanto, por mais que Renato Paiva tenha afirmado que gostaria de deixar essa vitória sobre o PSG para trás, ela volta a tona neste sábado, mas por outro motivo.

Botafogo foi mal contra o Palmeiras

Contra o Palmeiras, o Botafogo repetiu, em parte, a postura que teve contra atual campeão da Champions League. Durante praticamente todos os 120 minutos de jogo, o Glorioso não conseguiu disputar a posse de bola com time paulista — com exceções no fim do primeiro tempo e no segundo tempo da prorrogação, quando perdia a partida.

Com cerca de R$ 500 milhões investidos em reforços nesta temporada, jogadores de qualidade e um time que já mostrou conseguir jogar de forma mais ofensiva, o Botafogo poderia ter apresentado outra postura diante do Palmeiras. Mas, desde a escalação até as mexidas feitas por Renato Paiva, o Glorioso mostrou um jogo aquém do que poderia ter feito, principalmente contra um adversário do mesmo nível e que já conhecia.

Não faltou vontade ao Botafogo, é claro. O time lutou e buscou o empate até o fim da partida. Mas o rendimento da equipe durante praticamente todo o jogo acabou sendo decisivo para a eliminação no Mundial de Clubes.

Barbosa foi a novidade no time do Botafogo (Foto: Imago)
Barbosa foi a novidade no time do Botafogo (Foto: Imago)

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Paiva escalou mal e erros nas substituições

Na última sexta-feira, em entrevista coletiva, o técnico Renato Paiva afirmou que, no seu plano de jogo, o Botafogo deveria ter mais posse de bola do que teve contra Atlético de Madrid e PSG. Isso, de fato, aconteceu contra o Palmeiras. Mas ficou longe de ter um impacto no jogo do Glorioso, principalmente no primeiro tempo.

Renato Paiva optou por uma escalação mais pragmática, com Danilo Barbosa no lugar do suspenso Gregore, e viu o Palmeiras dominar praticamente toda a etapa inicial, ainda que sem conseguir criar chances de gols.

Com Savarino mais uma vez mal, o Botafogo pouco fez ofensivamente. O time de Paiva só conseguiu sair para o jogo após a parada técnica para hidratação, mas ainda pouco conseguiu fazer.

Se o panorama do primeiro tempo foi ruim, após o intervalo o Botafogo foi ainda pior. O Palmeiras criou mais chances e fez o goleiro John se transformar no melhor jogador em campo pelo lado do Glorioso. Foram duas defesas difíceis, além de outra boa intervenção em lance que acabou anulado por impedimento.

As substituições feitas por Renato Paiva também complicaram a situação do Botafogo. A entrada de Cuiabano no lugar de Alex Telles não deu a liberdade que o camisa 66 precisa para atacar. E Joaquín Correa mais uma vez pouco fez quando teve a oportunidade. Já Savarino, que teve uma atuação apagadíssima, seguiu em campo.

A postura do Botafogo só mudou após o golaço marcado por Paulinho durante a prorrogação. Mas já era tarde. O time de Paiva pressionou, mas sem efetividade e ficou pelo caminho no Mundial de Clubes.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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