Mundial de Clubes

Como tática ‘anti-amasso’ neutralizou PSG e fez Botafogo escrever a história no Mundial

Time de Renato Paiva fez o que nem Internazionale e Atlético de Madrid conseguiram e conquista vitória histórica sobre o PSG

O Botafogo fez história no Mundial de Clubes. No icônico Rose Bowl, em Los Angeles, o Glorioso venceu o todo-poderoso PSG por 1 a 0, nesta quinta-feira (19), em jogo válido pela segunda rodada do Grupo B da competição. Com uma atuação impecável taticamente, o time de Renato Paiva superou o que é considerado um dos melhores times do mundo atualmente, graças a um gol de Igor Jesus.

Poucas semanas depois do PSG golear a Internazionale na final da Champions League e após o mesmo time francês fazer 4 a 0 no Atlético de Madrid na abertura do Mundial, o Botafogo conseguiu fazer o que poucos fizeram na última temporada europeia.

A estratégia de Renato Paiva se mostrou acertada desde o começo da partida. Com um meio-campo congestionado e uma defesa bem postada, o Botafogo conseguiu evitar o “amasso” do PSG. O time carioca segurou o ímpeto dos franceses e ficou longe de sofrer o que tantos times europeus sofreram em 2024/25.

Com uma dedicação incrível de jogadores como Allan, Alexander Barboza, Artur, Jair e Gregore, o Botafogo conseguiu um resultado histórico no Mundial de Clubes.

Como foi a vitória do Botafogo sobre o PSG

O PSG até deu um susto no Botafogo logo no primeiro minuto de jogo, com Kvaratskhelia, e deu a impressão de que seria mais uma partida soberana do atual campeão da Champions League. Mas não foi isso que se viu em campo.

O time francês, é claro, teve mais a bola, cercou a área do Botafogo e mostrou mais qualidade, mas, desde o começo da partida, o que prevaleceu foi a estratégia de Renato Paiva.

Com Allan no time titular e muita aplicação tática, o Botafogo fechou o meio de campo e a entrada da área, dificultando as infiltrações do PSG. O time de Luis Enrique abusou das bolas lançadas para Kvaratskhelia. O georgiano levou vantagem sobre Vitinho em muitos lances, mas não conseguiu ser efetivo.

O meio campo congestionado do Botafogo também levou muita dificuldade para Vitinha, que pouco conseguiu fazer na primeira etapa no Rose Bowl.

O que faltou para o Botafogo durante boa parte do primeiro tempo aconteceu aos 36′. Em contra-ataque puxado por Savarino, que, até então tinha atuação apagada, o venezuelano deu um ótimo passe para Igor Jesus. O atacante avançou entre Beraldo e Pacho, finalizou, a bola desviou em Pacho e foi parar no fundo das redes.

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Botafogo segura também os titulares do PSG

Se o primeiro tempo já foi de muita aplicação tática do Botafogo, a etapa final precisou ser ainda mais. Em desvantagem no placar, o PSG voltou do intervalo com três jogadores considerados titulares: Fabián Ruiz, Nuno Mendes e João Neves, além de Barcola, que voltava de lesão.

Com um time mais próximo do titular, o PSG controlou mais o jogo e pressionou mais o Botafogo. No entanto, também passou a dar mais espaço para os contra-ataques do Botafogo.

O time de Renato Paiva, inclusive, apesar de não ter marcado, foi mais perigoso na etapa final do que no primeiro tempo. Savarino, Igor Jesus e Artur conseguiram armar mais contra-ataques, mas faltou perna para ser mais efetivo.

Por outro lado, com excelentes partidas de jogadores como Allan, Alexander Barboza e Jair, além de Cuiabano, que entrou muito bem, o Botafogo conseguiu segurar o ímpeto do PSG. Os franceses só obrigaram John a fazer uma defesa difícil no segundo tempo.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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