Mundial de Clubes

Infantino revela lucro da Fifa durante o Mundial e despista sobre futuro do torneio

Presidente da Fifa acredita que mudanças devem ocorrer na competição realizada em 2029

O novo Mundial de Clubes se aproxima do fim, reunindo críticos, apoiadores e, claro, trazendo o balanço da primeira edição no novo formato. De acordo com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o torneio gerou aproximadamente US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões) e se consolidou como a competição de clubes mais valiosa do mundo.

Os valores de receita apresentados por Infatino incluem cotas de transmissão, patrocínios, venda de ingressos e acordos comerciais.

— A Copa do Mundo de Clubes da Fifa foi um enorme sucesso. Geramos quase US$ 2 bilhões. Já é a competição de copa mais valiosa do mundo. Chelsea x PSG é uma final fantástica. Não existe outra competição de clubes no mundo que gere 33 milhões de dólares por jogo. Então este torneio já é um sucesso — declarou o dirigente neste sábado.

Ainda durante a coletiva de imprensa realizada na véspera da grande final, Infantino também rebateu as críticas feitas pelo ex-técnico do Liverpool Jürgen Klopp e pelo presidente de LaLiga, Javier Tebas.

 — Acho que a primeira coisa que temos que dizer é que a opinião dos europeus não é que a Copa do Mundo é muito ruim para os clubes, isso não é verdade. Há grandes times aqui, ficaram felizes de virem para cá. Alguns times não puderam vir porque não se classificaram, alguns nos procuraram para tentar participar. Há vozes que fazem críticas negativas, nós respeitamos. Diferentes opiniões são importantes para todos. Eu, como presidente da Fifa, tenho que falar coisas positivas e acredito nisso, mas temos pessoas aqui para falar — argumentou.

O presidente da entidade esteve ao lado de craques do futebol mundial, que estiveram presentes no evento. Entre eles, Ronaldo, Kaká, Del Piero, Roberto Baggio, Stoichkov e Cambiasso.

Fenômeno, inclusive, reforçou a afirmação de Infantino sobre a repercussão do torneio e criticou duramente Tebas, engrossando o discurso do presidente da Fifa.

— Eu vi só dois caras fazendo críticas sobre a Copa do Mundo de Clubes. Um deles odeia tudo que não é a Liga (Javier Tebas, presidente de LaLiga). O outro a gente respeita a opinião, mas eu penso que é o que o presidente falou sobre fatos e números — afirmou o ex-jogador.

Stoichkov, craque da Bulgária na Copa de 1994 e ídolo do Barcelona, já havia se pronunciado rebatendo Klopp e o brasileiro Raphinha, destaque do Barcelona na última temporada. O ex-jogador voltou a falar sobre as críticas direcionadas ao torneio. e não poupou elogios à competição.

— Quero falar dessa grande invenção que foi a Copa do Mundo de Clubes. Há muitas culturas diferentes, muita gente vem de vários países. Em algumas ligas europeias, alguns treinadores e jogadores se queixam, mas não estão aqui. Não estão vendo o que é o futebol. Estão de férias e criticando porque há muitos jogos. Quantos jogos estão jogando? A cada quatro anos, se jogam sete partidas. Na Europa, Champions League, Liga Europa, Liga das Nações, Copa das Confederações, Final Four e aí não reclamam. Ninguém reclama — afirmou.

Temos que dar exemplo. As críticas não servem para nada, simplesmente servem para defender as nefastas coisas que estão fazendo. Os clubes recebem uma quantidade de dinheiro que é fundamental para os times que não estão aqui, porque nenhuma federação dá dinheiro a clubes que não estão aqui.

Press conference FIFA Club World Cup 2025 at Trump Tower in New York
Ronaldo, Kaká, Del Piero, Roberto Baggio, Stoichkov e Cambiasso com o presidente da Fifa, Gianni Infantino (Foto:
IMAGO / Brazil Photo Press
)

Infantino despista sobre novo formato do Mundial

Ainda durante a coletiva, Gianni Infantino foi questionado sobre a possibilidade da realização do Mundial de Clubes a cada dois anos. O presidente da Federação despistou sobre a redução do período de realização da competição, mas sugeriu possíveis mudanças, incluindo o número de equipes participantes.

— Estamos vivendo um grande momento aqui. A gente talvez não se dê conta ainda. Olhando apenas a final, temos cinco continentes representados aqui em Nova York, que é uma das capitais do mundo, e isso é algo fantástico. Por isso, queremos viver esse momento, aproveitar até o final, e depois vamos pensar no futuro — iniciou.

Claro que queremos trazer melhorias. Recebemos críticas justas, principalmente sobre o sistema de participação dos clubes. Por exemplo: por que estão aqui quatro times do Brasil e só dois ingleses? Por que os quatro times brasileiros venceram a Copa Libertadores? Mas se o limite de clubes por país não deveria ser maior do que quatro. Então se a competição for de quatro em quatro anos e não de dois em dois, há possibilidade de ter quatro times ingleses, espanhóis, italianos ou alemães, se eles se classificarem…

— Então, temos muitos elementos para pensar, mas vamos pensar nisso só mais para frente. Agora, iremos à frente com isso, e aí, em 2029 nós veremos –, finalizou o dirigente.

Foto de Carol Guerra

Carol GuerraRedatora de esportes

Jornalista formada pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), com passagens pelo Globo Esporte, Jornal do Commercio e Diario de Pernambuco. Apaixonada por futebol feminino e esportes olímpicos.

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