‘Muito perigoso’: Enzo Fernández faz alerta sobre o Mundial e pede mudança para Copa 2026
Argentino precisou tomar medida em campo durante partida contra o Fluminense
As altas temperaturas nos Estados Unidos durante o Mundial de Clubes dividiram opiniões de jogadores e treinadores sobre a saúde dos atletas na competição. Às vésperas da final da competição, o assunto voltou a chamar atenção após o relato de Enzo Fernández em coletiva de imprensa antes da partida entre Chelsea e Paris Saint-Germain.
Questionado sobre o calor, o jogador dos Blues relatou uma situação delicada que aconteceu na partida contra o Fluminense, quando se sentiu mal enquanto estava em campo e precisou se deitar.
— Obrigado por fazer essa pergunta, porque o calor está insuportável. Outro dia (no jogo contra o Fluminense), fiquei um pouco tonto durante uma jogada. Tive que me deitar porque estava com muita tontura — afirmou o meio-campista.
O argentino ainda fez um alerta aos organizadores do torneio e reforçou que as condições podem prejudicar não apenas os atletas, mas torcedores que estão nos estádios. Enzo sugeriu, inclusive, que iniciativas sejam tomadas para a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.
— Jogar nessa temperatura é muito perigoso e prejudicial ao espetáculo, aos torcedores que vêm curtir o estádio e também aos que assistem em casa. A velocidade do jogo não é a mesma; tudo é muito lento. Esperemos que no ano que vem mudem a programação, pelo menos, para que seja um espetáculo e o futebol continue bonito e atraente –, reforçou.

Críticas sobre calor foi frequente ao longo do Mundial
Nem mesmo as paradas para hidratação, implementadas no Mundial de Clubes, foram suficientes para evitar as críticas sobre o forte calor nos Estados Unidos durante os jogos na competição.
O primeiro relato de destaque aconteceu após a partida entre Borussia Dortmund e Mamelodi Sundowns, ainda na fase de grupos. Durante o primeiro tempo da partida, realizada no TQL Stadium, em Ohio.
Na ocasião, os reservas do BVB assistiram ao jogo do vestiário. De acordo com o clube, a decisão aconteceu para fugir do “sol escaldante“. Na etapa final, os atletas usaram guardas-sol para tentar criar uma sombra e fugir dos 32 °C, com sensação térmica de 36 °C, que acometia a cidade às 12h (horário local).
E essa não teria sido a única ocasião de desconforto relatada pelos jogadores. Na partida entre PSG x Atlético de Madrid, no dia 15 de junho, no Rose Bowl, em Pasadena, a temperatura chegou aos 35 °C, com sensação térmica beirando os 40 °C.

O lateral-esquerdo Javi Galán, do clube espanhol, deu uma forte declaração relatando a dificuldade de respirar durante a partida.
— Era quase asfixiante e o campo ainda tinha a bola correndo muito rápido. Não estamos acostumados a jogar essa hora, mas não é uma desculpa, é igual para todos –, explicou.
O Chelsea chegou a instalar ventiladores industriais e sprays refrescantes em sua base de treinamentos no Subaru Park, na Pensilvânia, além do técnico Enzo Maresca reduzir o treino da equipe em algumas ocasiões.
Por outro lado, o atacante Thomas Müller, do Bayern de Munique, minimizou as reclamações sobre o forte calor após a derrota por 1 a 0 para o Benfica. A última partida do grupo foi disputada sob temperaturas extremas, com os termômetros marcando 36°C no Bank of America Stadium, em Charlotte. Apesar das condições, Müller afirmou que o calor “não seria motivo para desculpas”.
— Temos que estar em forma. Se um cara de quase 36 anos como eu consegue correr 90 minutos, então todo mundo deveria fazer isso. Sem desculpas — , afirmou.



