Times do México ameaçam deixar Libertadores

Nesta sexta, os clubes mexicanos ainda presentes na Copa Libertadores da América decidiram reclamar mais abertamente contra a reticência de seus adversários em jogar as partidas de ida das oitavas-de-final do torneio no país. Após a amenização da epidemia de gripe suína no México, que matou pelo menos 45 pessoas, a federação mexicana liberou a realização de jogos de futebol no país, e a Conmebol endossou a liberação para partidas da Libertadores, desde que os adversários concordassem.
Porém, São Paulo e Nacional, do Uruguai, que enfrentarão Chivas Guadalajara e San Luís, respectivamente, têm rechaçado a possibilidade de consentimento, o que provocou ameaças de abandono da Libertadores, feitas pelos presidentes das duas equipes. Em declarações à imprensa, Jorge Vergara e Eduardo del Villar, mandatários supremos de Chivas e San Luís, criticaram eventual preconceito contra o México, bem como a falta de ajuda por parte dos países membros da Conmebol.
Vergara afirmou: “Se as portas estão abertas para o futebol mexicano, estão abertas para as partidas da Libertadores. [A gripe suína] já não é desculpa nem pretexto.” Del Villar, por sua vez, disse sentir-se “humilhado e enganado”, além de alertar que não admitirá novos atos de preconceito contra os clubes mexicanos por parte das equipes sul-americanas.
Acrescentando mais um fato à polêmica, o ministério brasileiro dos Esportes divulgou nota à imprensa, dizendo que, em conversa telefônica com o ministro Orlando Silva Júnior, o presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, teria garantido que as partidas não seriam realizadas no México, e sim no Uruguai. O telefonema foi feito a pedido da direção do São Paulo, cujo diretor de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, disse que a equipe brasileira não jogaria no México, além de achar a permissão de jogos no país “uma temeridade”.



