México

Sem os 'bichos papões'

Após 27 anos, a Argentina não terá nenhum de seus cinco grandes clubes na Taça Libertadores. O Boca Juniors, o River Plate, o Racing, o Independiente e o San Lorenzo não conseguiram classificação para disputar o torneio e todos os outros times agradecem. Juntos, eles possuem 16 títulos da competição mais importante do continente e, sempre que cruzam o caminho de uma equipe brasileira, causam dor de cabeça, mesmo em má fase. Mas em 2010 darão uma folga e mais tranquilidade aos que tentam conquistar o título.

A última edição que não contou com os grandes argentinos foi a de 1983. No entanto, a fórmula de disputa era outra e o número de clubes por país era baixo — apenas dois argentinos. Naquele ano, os representantes 'criollos' foram o Estudiantes de La Plata e o Ferro Carril Oeste, clube que perdeu muito espaço no cenário argentino e passa por uma forte crise. A partir daí, ao menos um dos grandes clubes sempre estava presente na Taça Libertadores.

Mas apesar do nome e do que estas equipes representam, atualmente estes 'bichos papões' não dão motivos para assustar ninguém. A começar pelo San Lorenzo, que, apesar de ser considerado uma das cinco grandes equipes argentinas, ainda não conseguiu nenhum título da Libertadores. E, mesmo com a contratação de Romagnoli para o Apertura, perdeu fôlego na reta final e ficou fora da competição.

O Racing é outro que não figura entre os protagonistas dos campeonatos nacionais há tempos. Mas no Clausura deste ano  o time conseguiu realizar uma boa campanha. Caruso Lombardi reergueu a equipe e deu esperança aos torcedores da Academia. O fraco segundo semestre, porém, fez com que o time ficasse muito distante da briga pela vaga, e voltasse a ter como maior objetivo permanecer na primeira divisão.

Dentre as grandes, o Independiente foi a melhor equipe em 2010. Esteve muito próximo do título do Clausura (perdeu nas últimas rodadas) e no Apertura teve uma queda que acabou deixando a equipe de fora da Libertadores. Já os dois maiores clubes argentinos, Boca Juniors e River Plate, encaram um dos piores anos na última década dos clubes.

O River Plate marcou apenas 45 pontos no ano, e o Boca apenas um a mais, 46. Mas o pior cenário é do River. Se no próximo ano a equipe não conseguir se reestruturar, correrá risco de cair para a segunda divisão do futebol argentino. As esperanças estão postas na eleição de seu novo presidente. Daniel Passarella assumiu esta semana e pediu a ajuda de todos os torcedores do clube para reestruturar a equipe.

Os xeneizes, por sua vez, tiveram um péssimo primeiro semestre com Carlos Ischia no comando. O time foi eliminado na Libertadores, ficou longe das primeiras colocações no Clausura e depositou todas suas fichas no trabalho de Alfio Basile. O treinador não conseguiu reestruturar a equipe. E, com a atual crise financeira pela qual o clube passa, terá de fazer muito esforço para conseguir reerguer o time em 2010.

Outro 'bicho papão' que ficou de fora da Taça Libertadores 2010 foi a LDU. E este estava assustando muitas equipes. O time equatoriano, que conquistou a Tríplice Coroa ao ganhar a Libertadores 2008, a Recopa em 2009 e a Sul-Americana, em cima do Fluminense recentemente, perdeu sua vaga para o Emelec nesta semana.

Após difícil campanha, Colo Colo conquista seu 29° título

Os torcedores do Cacique estão em festa. Em uma final emocionante, o Colo Colo conquistou mais um título no futebol chileno, após passar por um semestre cheio de altos e baixos. Há cerca de dois meses, o título era colocado como uma missão impossível. Mas Hugo Tocalli, que assumiu em maio, conseguiu resolver todos os conflitos e, para a surpresa de muitos, conquistou a taça.

A falta de um bom futebol e os maus resultados fizeram com que o ex-treinador do Vélez Sarsfield fosse muito questionado no início de seu trabalho. Além disso, Miralles, Bogado, Paredes, Aránguiz e Magalhães, as estrelas contratadas pelo time, demoraram para realizar um bom futebol.

O cacique chegou a estar muito próximo também do rebaixamento. Durante as últimas rodadas da primeira fase, a equipe ficou entre o playoff e a zona da Promoción. E foi justamente neste momento que o elenco se uniu e começou a jogar bem. Depois que passou às quartas de finais, não perdeu nenhum partida.

Primeiro venceu o U. Concepción por um total de 6 a 4 (2 a 1 no primeiro jogo e 4 a 3 no segundo). Nas semifinais foi a vez do La Serena. Na primeira partida, em casa, o Colo Colo venceu por apenas 1 a 0, e todos acreditavam que o La Serena podia reverter o resultado. Mas no jogo de volta, o Colo Colo mostrou toda sua força e, mesmo fora de casa, venceu por 3 a 0.

A final teve um gosto especial. Contra o rival Universidad Católica empatou o primeiro jogo em 2 a 2 em casa. Mais uma vez todos acreditavam que a equipe não suportaria a força do adversário fora de casa. Só que em uma partida surpreendente e cheia de emoções, o Colo Colo venceu por 4 a 2 e conquistou seu 29° título nacional.

Títulos: 1937, 1939, 1941, 1944, 1947, 1953, 1956, 1960, 1963, 1970, 1972, 1979, 1981, 1983, 1986, 1989, 1990, 1991, 1993, 1996, Clausura 1997, 1998, Clausura 2002, Apertura 2006, Clausura 2006, Apertura 2007, Clausura 2007 e Clausura 2008.

Plantel Campeão:

Goleiros: Cristián Muñoz, Francisco Prieto e Raúl Olivares.
Zagueiros: Paulo Magalhaes, Luis Mena, Roberto Cereceda, Miguel Riffo, Diego Olate, José Manuel Rey, Sebastián Toro, Bruno Romo, Alex Von Schwedler e Gonzalo Jara.
Meio-campo: Macnelly Torres, Rodrigo Millar, Charles Aránguiz, Arturo Sanhueza, Rodrigo Meléndez, Gerardo Cortés, Rafael Caroca e Domingo Salcedo.
Atacantes: Esteban Paredes, Cristián Bogado, Ezequiel Miralles, Daud Gazale, Phillip Araos, Yashir Pinto e Lucas Barrios.
 

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Equipe Trivela

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