México

Paraguai: buraco profundo

Um técnico derrubado e outro na corda bamba. Passaram-se apenas três rodadas do Clausura paraguaio e os gigantes Cerro Porteño e Olímpia já estão em crise. Um reflexo da dificuldade de ambos lidarem com o crescimento do Libertad e de como o excesso de tamanho pode atrapalhar a execução de planos de médio prazo. Mesmo em um universo futebolístico mais fraco como no Paraguai.

A situação mais crítica é do Cerro Porteño. O Ciclón fez apenas dois pontos em três rodadas. A campanha é pavorosa: estréia com derrota em casa por 5 a 1 para o Guaraní e dois empates por 0 a 0 com 12 de Octubre e Sportivo Luqueño. Tal trajetória custou caro ao argentino Osvaldo Ardiles. O técnico não resistiu e foi demitido. Em seu lugar, chegou o também argentino Pedro Troglio, volante que disputou a Copa de 1990.

Pelos números já dá para imaginar que o grande problema da equipe do Barrio Obrero é o ataque. Com um meio-campo sem criatividade e dianteiros sem confiança e em má fase, os azulgranas são inofensivos aos adversários. No entanto, o resto do time também vem mal. A defesa é insegura e o meio-campo não tem consistência.

O time se ressente da situação financeira do clube. Precisando de dinheiro para fechar as contas, a diretoria vendeu os meio-campistas Cristaldo e Fretes, dois dos jogadores mais experientes e talentosos do elenco. Além disso, o defensor Lorgio Álvarez havia sido dispensado por Ardiles por indisciplina na pré-temporada. A base foi bastante reformulada e o trabalho de reestruturação da equipe terá de ser paciente.

No Olímpia, a salvação foi a Copa Sul-Americana. A campanha no Clausura também é discreta, com uma vitória (4 a 0 no lanterna Silvio Pettirossi), um empate (0 a 0 com o Nacional) e uma derrota (4 a 3 contra o Sol de América). A situação do técnico Gustavo Costas já era colocada em dúvida, mas a vitória por 4 a 2 em Assunção sobre o Blooming na Copa Sul-Americana deram fôlego ao técnico argentino.

É bem verdade que o futebol apresentado contra os bolivianos foi convincente. Sobretudo no primeiro tempo, em que o Decano fez 4 a 0. No entanto, o time ainda oscila demais, o que dificulta uma perseguição ao sólido Libertad. Imaginando um trabalho de médio ou longo prazo, há potencial para o Olímpia recuperar sua competitividade no cenário local. Mas é preciso tempo.

Difícil falar em paciência quando se trata de Cerro Porteño e Olimpia. Como únicas equipes realmente grandes no Paraguai, a repercussão de tudo o que ocorre nesses clubes é enorme. Torcida e imprensa cobram resultados a todo momento e ver Libertad, Sol de América e Guaraní disputarem a ponta do campeonato é um fator particularmente humilhante. E que deixa uma sensação de que cerristas e olimpistas estão em uma crise técnica maior do que realmente é.

México: Pachuca afundando

A temporada não começa muito bem para o Pachuca. O atual campeão da Concacaf – com vaga assegurada no Mundial de Clubes – só fez um ponto em suas três primeiras partidas. O futebol apresentado foi frágil e inseguro, nem lembrando a equipe que, nos últimos anos, dominou o futebol mexicano e conquistou o bicampeonato continental.

O principal problema do time atual é o fato de o elenco ter sido muito reformulado. Enrique Meza construiu o Pachuca com base em um meio-campo encorpado, que trocava passes pacientemente enquanto buscava um espaço na defesa adversária. Além disso, a defesa era sólida, passando confiança par ao resto da equipe.

Para executar tudo isso, é necessário muito entrosamento. Algo inviável para um grupo cheio de novidades. A defesa dos tuzos já havia tido uma queda de rendimento na temporada passada, com uma longa contusão do goleiro Calero e a saída de Mosquera (hoje no Sevilla) para a chegada de Manzur. O paraguaio não foi tecnicamente mal, mas a perda da liderança e orientação que o colombiano dava ao setor teve reflexos imediatos.

Nesta temporada, os problemas foram do meio-campo para frente. O volante colombiano Chitiva saiu e deixou a defesa ainda mais desprotegida. Além disso, a dupla de ataque Cacho e Rey deixou Hidalgo, obrigando os novos atacantes (Marioni, Cárdenas e Correa) a se adaptarem rapidamente a um sistema de jogo que não prima por pressionar demais o adversário e manter a bola em seu setor ofensivo.

Depois de três rodadas, o Pachuca fez apenas um ponto. Não há risco de rebaixamento porque, no México, a queda é definida pela média de pontos nas últimas três temporadas. De qualquer modo, já há evidências que o clube faria por bem se reconhecesse a impossibilidade de montar um time rapidamente, para ser competitivo já no Apertura.

Muito mais inteligente seria usar esse semestre para se preparar para o Mundial. Até porque não seria fora de questão ver os mexicanos na final se o sorteio colocar a LDU Quito no caminho.

SELEÇÃO DA RODADA
Veja a seleção da 3ª rodada do Apertura mexicano do site Medio Tiempo: Jorge Villalpando (Puebla); Fernando Espinoza (Pumas de la Unam), Diego Ordaz (Monterrey), Joaquín Beltrán (Cruz Azul) e Jaime Lozano (Cruz Azul); Christian Bermúdez (Atlante), Christian Riveros (Cruz Azul), Israel Martinez (San Luis) e Leandro Augusto (Pumas de la Unam); Hugo Rodallega (Necaxa) e Kikín Fonseca (Tigres de la UANL). Técnico: Manuel Lapuente (Tigres de la UANL).

Convocações

Veja a convocação da Bolívia para o amistoso contra o Panamá em 20 de agosto: goleiros: Carlos Arias (Bolívar) e Hugo Suárez (Real Potosí); defensores: Ronald Raldes (Al Hilal/ARS), Miguel Hoyos (Oriente Petrolero), Luis Alberto Gutiérrez (Oriente Petrolero), Jaime Robles (Universitario), Ronald Rivero (Universitario), Cristian Vargas (The Strongest), Edemir Rodríguez (Real Potosí), Ignácio García (Bolívar) e Limbert Méndez (Jorge Wilstermann); meio-campistas: Ronald García (Aris/GRE), Jhasmany Campos (Oriente Petrolero), Didi Torrico (La Paz), Leonel Reyes (Bolívar) e Mauricio Saucedo (San José); atacantes: Pablo Escobar (The Strongest), Marcelo Moreno (Shakhtar Donetsk/UCR), Ricardo Pedriel (Jorge Wilstermann), Joaquín Botero (Bolívar) e Diego Cabrera (Cúcuta/COL).

Veja a convocação do Chile para o amistoso contra a Turquia: goleiros: Cláudio Bravo (Real Sociedad/ESP) e Miguel Pinto (Universidad de Chile); defensores: Gonzalo Jara (Colo-Colo), Waldo Ponce (Vélez Sársfield/ARG), Ismael Fuentes (Jaguares de Chiapas/MEX), Pablo Contreras (PAOK/GRE), Jean Beausejour (O’Higgins) e Rodrigo Tello (Besiktas/TUR); meio-campistas: Arturo Vidal (Bayer Leverkusen/ALE), Cláudio Maldonado (Fenerbahçe/TUR), Carlos Carmona (Reggina/ITA), Marco Estrada (Universidad de Chile), Roberto Cereceda (Colo-Colo), Matias Fernández (Villarreal/ESP), Jorge Valdivia (Palmeiras/BRA) e Mark González (Betis/ESP); atacantes: Gonzalo Fierro (Colo-Colo), Alexis Sánchez (Udinese/ITA), Humberto Suazo (Monterrey/MEX) e Matias Celis (Universidad de Chile).

Veja a convocação da Colômbia para o amistoso contra o Equador: goleiros: Agustín Julio (Independiente Santa Fe) e David Ospina (Nice/FRA); defensores: Luis Amaranto Perea (Atlético de Madrid/ESP), Camilo Zuñiga (Siena/ITA), Pablo Armero (América de Cali), Aquivaldo Mosquera (Sevilla/ESP) e Pedro Pablo Portocarrero (Cúcuta); meio-campistas: Freddy Guarín (Porto/POR), José Amaya (Atlético Nacional), Fabián Vargas (Boca Juniors/ARG), Carlos Sánchez (Valenciennes/FRA), Macnelly Torres (Colo-Colo/CHI) e Giovanny Hernández (Atlético Júnior); atacantes: Adrián Ramos (América de Cali), Radamel Falcao García (River Plate/ARG), Hugo Rodallega (Necaxa/MEX), Dayro Moreno (Steaua Bucareste/ROM) e Andrés Chitiva (Indios/MEX).

Confira a convocação do Equador para o amistoso contra a Colômbia: goleiros: José Cevallos (LDU Quito) e Marcelo Elizaga (Emelec); defensores: Omar de Jesús (Barcelona), Isaac Mina (Deportivo Quito), Carlos Castro (Barcelona), Iván Hurtado (Millonarios/COL) e Giovanni Espinoza (Cruzeiro/BRA); meio-campistas: José Luis Cortez (Deportivo Quito), Segundo Castillo (Estrela Vermelha/SER), Patricio Urrutia (LDU Quito), Antonio Valencia (Wigan/ING), Edison Méndez (PSV/HOL), Walter Ayoví (El Nacional) e Luis Bolaños (LDU Quito); atacantes: Pablo Palacios (Barcelona), Christian Benítez (Santos Laguna/MEX), Felipe Caicedo (Manchester City/ING) e Joffre Guerrón (Getafe/ESP).

Veja os convocados do México para a partida contra Honduras nas eliminatórias da Copa 2010: goleiros: Oswaldo Sánchez (Santos Laguna), Guillermo Ochoa (América) e Jesús Corona (Tecos de la UAG); defensores: Ricardo Osorio (Stuttgart/ALE), Rafa Márquez (Barcelona/ESP), Aarón Galindo (Eintracht Frankfurt/ALE), Fausto Pinto (Pachuca), Jonny Magallón (Chivas de Guadalajara), Carlos Salcido (PSV/HOL), Francisco Javier Rodríguez (PSV/HOL) e Edgar Castillo (Santos Laguna); meio-campistas: Giovani dos Santos (Tottenham/ING), Pável Pardo (Stuttgart/ALE), Gerardo Torrado (Cruz Azul), Andrés Guardado (Deportivo de La Coruña/ESP), Fernando Arce (Santos Laguna), Leandro Augusto (Pumas de la Unam), Francisco Torres (Santos Laguna) e Luis Pérez (Monterrey); atacantes: Guille Franco (Villarreal/ESP), Omar Bravo (Deportivo de La Coruña/ESP), Carlos Vela (Arsenal/ING), Cuauhtémoc Blanco (Chicago Fire/EUA), Matías Vuoso (Santos Laguna) e Carlos Ochoa (Monterrey).
 

Confira a convocação do Uruguai para o amistoso contra o Japão: goleiros: Juan Castillo (Botafogo/BRA) e Fabián Carini (Murcia/ESP); defensores: Diego Lugano (Fenerbahçe/TUR), Diego Godín (Villarreal/ESP), Martín Cáceres (Barcelona/ESP), Jorge Fucile (Porto/POR), Bruno Silva (Ajax/HOL) e Carlos Valdez (Reggina/ITA); meio-campistas: Diego Pérez (Monaco/FRA), Maximiliano Pereira (Benfica/POR), Álvaro González (Boca Juniors/ARG), Sebastián Egurén (Villarreal/ESP), Cristian Rodríguez (Porto/POR), Ignacio González (Monaco/FRA), Diego Arismendi (Nacional) e Jorge Rodríguez (River Plate); atacantes: Luis Suárez (Ajax/HOL), Sebastián Abreu (Beitar/ISR), Vicente Sánchez (Schalke/ALE) e Carlos Bueno (Peñarol).

Mostrar mais

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo