México

Para fechar o ano

Hora de fechar o ano de 2007 na América Latina. Por isso, coluna de tamanho acima do normal. Além da tradicional passada de régua no Campeonato Mexicano, há os títulos nacionais de Atlético Nacional, Coronel Bolognesi e Colo-Colo. Além disso, tem mais um capítulo da novela do veto a jogos na altitude. Para concluir, como sempre, duas seleções Trivela do segundo semestre: do Apertura mexicano e das ligas sul-americanas.

Balanço do Apertura mexicano

ATLANTE

Classificação final: campeão
Expectativa inicial: ficar longe da zona de rebaixamento
Nota da campanha: 10
Destaque: José Guadalupe Cruz (técnico)

Temporada próxima da perfeição. O time desacreditado encontrou seu rumo quando se mudou para Cancun e deslanchou. Foi o último invicto a cair (junto com o Santos Laguna), esteve sempre entre os três melhores do campeonato e coroou a trajetória com o título. O time em si é fraco e não deve manter o mesmo ritmo em 2008, mas fica a marca de seis meses encantados para os potros de hierro.

PUMAS DE LA UNAM

Classificação final: vice-campeão
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 9
Destaque: Esteban Solari (atacante)

A campanha dos universitários não empolgava. O início foi lento e a equipe completou a primeira fase fazendo o suficiente para chegar ao mata-mata. Isso só mudou na penúltima rodada, com um extravagante 8 a 0 sobre o Veracruz. A partir daí, os Pumas mudaram completamente de perfil. Passaram a praticar um futebol envolvente e ofensivo, passando por cima dos adversários até chegar à final. Pela reação demonstrada, deixou boa impressão a seus torcedores.

SANTOS LAGUNA

Classificação final:
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 9,5
Destaque: Daniel Ludueña (meia)

Melhor campanha da primeira fase, o Santos Laguna pode reclamar de ter sido injustiçado pelo regulamento em mata-mata. A chave da boa participação dos guerreros foi o trabalho conjunto entre meio-campo e ataque, dando força ofensiva a um time que já tinha uma defesa confiável. Uma derrota por 3 a 0 no jogo de ida das semifinais matou as esperanças de título, mas não apagou a boa impressão deixada pelo time lagunero.

CHIVAS DE GUADALAJARA

Classificação final:
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 8
Destaque: Luis Ernesto Míchel (goleiro)

Depois de um início incerto, o Rebaño Sagrado embalou e chegou ao mata-mata como uma das equipes em melhor forma técnica. No papel, o time era o mais forte entre os semifinalistas, mas pecou por respeitar demais o Atlante. Não soube usar a experiência e tradição para se impor. Ainda assim, fez uma campanha digna.

TOLUCA

Classificação final:
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 7
Destaque: Vicente Sánchez (atacante)

O retorno de José Pekerman a um clube foi bastante positivo. Discretamente, o Toluca construiu uma campanha consistente e voltou a ser visto como uma força em nível nacional. O ataque não era dos melhores e a falta de um homem de referência para ajudar o esforçado uruguaio Vicente Sánchez foi importante, mas o bom desempenho defensivo compensou. Curiosamente, a trajetória foi oposta à da era Américo Gallego. Dessa vez, os diablos caíram justamente no mata-mata, especialidade do time nos últimos anos.

SAN LUIS

Classificação final:
Expectativa inicial: ficar longe da zona de rebaixamento
Nota da campanha: 8,5
Destaque: Alfredo Moreno (atacante)

Time de um homem só. A equipe do San Luis era bem fraca, mas tinha em Alfredo Moreno um artilheiro em estado de graça. Com 19 gols em 18 partidas, o argentino carregou a equipe nas costas até o mata-mata. Muito mais do que se poderia esperar.

CRUZ AZUL

Classificação final:
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 6,5
Destaque: César Villaluz (meia)

Pelo potencial da equipe, dava para se esperar mais. A Máquina Cementera não empolgou em nenhum momento, apesar de sempre estar na zona de classificação para o mata-mata. O meio-campo teve bons momentos com Villaluz e Richard Núñez e o ataque teve o oportunista Miguel Sabah, mas faltou brilho aos azuis. No final das contas, a vitória por 6 a 0 sobre o Pachuca no placar somado da repescagem foi o único grande momento.

MORELIA

Classificação final:
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 6
Destaque: Adrián Aldrete (meia)

O regulamento ajudou muito o Morelia. Os monarcas venceram apenas seis partidas das 17 da primeira fase, mas conseguiram a 10ª posição no geral e tiveram uma vaga na repescagem. O time era fraco e jamais deu a sensação de que poderia fazer algo, mas ganhou do América por 3 a 0 no jogo de ida e acabou conseguindo o lugar nas quartas-de-final. Pelo futebol apresentado, foi um resultado acima das possibilidades.

AMÉRICA

Classificação final:
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 5
Destaque: Guillermo Ochoa (goleiro)

Uma equipe em transição. O América viu o fim do trabalho de Luis Fernando Tena e o início da era Daniel Brailovski, o que obviamente criou uma instabilidade que prejudicou a equipe em um torneio curto. A crise da primeira metade do campeonato foi superada com a troca de técnico, mas não evitou que as águilas caíssem na repescagem. Aí, uma atuação desastrosa contra o Morelia foi capaz de acabar com as possibilidades dos capitalinos. Menos mal que o time ainda teve o vice-campeonato da Copa Sul-Americana para se contentar.

PACHUCA

Classificação final: 10º
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 4
Destaque: Christian Giménez (meia)

Apatia total. O Pachuca perdeu completamente a fluidez de seu jogo e a confiança que lhe deu tantos títulos nos últimos dois anos (dois nacionais e dois continentais). A saída de Calero por contusão tirou a segurança da defesa, que se tornou uma peneira. Aliás, uma peneira violenta, pois o time todo teve 10 expulsões em 19 jogos. Para piorar, o ataque também caiu abruptamente de rendimento, ficando Christian Giménez sozinho na tentativa de criar algo.

NECAXA

Classificação final: 11º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 6,5
Destaque: Pablo Quatrocchi (defensor)

Uma campanha nada além de mediana. O time não era espetacular e não gerava muitas expectativas na torcida. Assim, não decepcionou ao ficar no meio da tabela, a um passo de se classificar para a repescagem.

JAGUARES DE CHIAPAS

Classificação final: 12º
Expectativa inicial: chegar ao mata-mata
Nota da campanha: 6
Destaque: Óscar Rojas (meia)

O início de campanha foi bastante ruim, com uma vitória em oito jogos. Com a troca do técnico Victor Manuel Vucetich por René Isidoro García, a equipe acertou a defesa e passou a mostrar consistência. Ficou oito jogos sem derrota e evitou um vexame. O problema é que, desses oito jogos, foram seis empates. Assim, as duas derrotas nas rodadas finais tiraram o Jaguares do mata-mata.

VERACRUZ

Classificação final: 13º
Expectativa inicial: ficar longe da zona de rebaixamento
Nota da campanha: 4,5
Destaque: Javier Restrepo (meia)

Para quem precisa fazer muitos pontos para melhorar sua média de pontos (critério para o rebaixamento), o Veracruz apresentou muito pouco. Perdeu nove dos 17 jogos e só teve uma classificação razoável porque venceu os poucos jogos em que esteve inspirado. O destaque foram os 3 a 0 sobre o Pachuca, mas será preciso muito mais no Clausura para os tiburones rojos não caírem.

PUEBLA

Classificação final: 14º
Expectativa inicial: ficar no pelotão intermediário
Nota da campanha: 5
Destaque: Walter Vílchez (defensor)

Pagou pela inexperiência. Vindo da Segundona, o Puebla mostrou dificuldade para se acostumar à intensidade do jogo da primeira divisão e teve um início bastante fraco. Quando encontrou seu ritmo, cresceu e se impôs nos confrontos diretos da parte de baixo da tabela. Se reforçar o ataque e ganhar mais confiança, pode escapar do rebaixamento.

TECOS DE LA UAG

Classificação final: 15º
Expectativa inicial: ficar longe da zona de rebaixamento
Nota da campanha: 4
Destaque: Hugo Droguett (meia)

A equipe de Zapopán (região metropolitana de Guadalajara) foi errática. Teve grandes resultados, como vitória sobre o superlíder Santos Laguna e sobre o Cruz Azul fora de casa, mas protagonizou momentos patéticos, como derrota para Atlas e Tigres (esse último, por 0 a 4), dois dos três piores times do campeonato. No geral, foram mais momentos de baixa do que de alta e a antepenúltima posição geral.

TIGRES DE LA UANL

Classificação final: 16º
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 2
Destaque: Sebastián Abreu (atacante)

Um time que se acha melhor e maior do que é se torna um convite à crise. È o que ocorreu com os Tigres de la UANL, que investiu pesado no elenco e não conseguiu conviver com a pressão de lutar por um título que era claramente inviável para o Apertura 2007. Com um ataque fraquíssimo que viva dos espasmos de “El Loco” Abreu, teve como único orgulho na temporada ter vencido o clássico contra o Monterrey.

MONTERREY

Classificação final: 17º
Expectativa inicial: brigar pelo título
Nota da campanha: 1,5
Destaque: Carlos Ochoa (atacante)

A equipe tinha vários bons jogadores, mas era completamente desbalanceada. Desde o início do campeonato já se via os problemas internos de um projeto feito mais na empolgação e necessidade de vitória do que no planejamento. Um símbolo disso é o zagueiro panamenho Baloy, que, sobrecarregado, fez 14 partidas e recebeu 11 cartões amarelos.

ATLAS

Classificação final: 18º
Expectativa inicial: chegar entre os semifinalistas
Nota da campanha: 3
Destaque: Bruno Marioni (atacante)

O Atlas só ganhou sua primeira partida na 11ª rodada. Fez uma seqüência de três triunfos e não ganhou mais. Esse foi o resumo do que ocorreu de bom em uma campanha patética do segundo time de Guadalajara. A equipe não conseguiu montar uma base e ficou sempre na expectativa de que uma hora a crise técnica acabaria. O campeonato acabou antes.

Hora de comemorar: Atlético Nacional é bi
O atual campeão contra a surpresa do campeonato. A final do Finalización colombiano reuniu duas equipes de perfis muito diferentes e havia expectativa de um confronto acirrado. Mas nada disso aconteceu. O Atlético Nacional atropelou La Equidad, mostrando muito mais experiência, tradição e qualidade técnica diante do caçula do Campeonato Colombiano.

O jogo de ida, em Bogotá, definiu tudo. Com muita inteligência, o Nacional soube esperar o adversário, que precisava fazer um bom resultado para tentar administrar a vantagem em Medellín. Os bogotanos acusaram a fragilidade diante da obrigação de vencer. Os erros foram se sucedendo e os verdolagas foram se aproveitando. Ao final de 90 minutos, os medellinenses tinham um contundente 3 a 0 no placar.

A partida de volta foi formalidade. O Atlético Nacional apenas cuidou para que La Equidad não saísse na frente e acreditasse que teria condições de desfazer a derrota de Bogotá. O 0 a 0 nem foi dos mais emocionantes, mas permitiu a festa da torcida do Nacional e a despedida de Aristizábal com um título (ainda que o atacante não tenha jogado a decisão por contusão).

Não há dúvidas a respeito do mérito verdolaga. O Atlético Nacional tem o time mais completo da Colômbia na atualidade, com promessas e jogadores experientes em todos os setores e um conjunto que funciona muito bem nos momentos mais agudos. Se a base de Óscar Quintabani for mantida, a equipe de Medellín pode ser uma feliz surpresa da Libertadores 2008.

Hora de comemorar: San Martín festeja na derrota
A última rodada do Clausura peruano era boa para dar emprego a matemáticos e estatísticos. A quantidade de combinações era imensa e o título poderia ser decidido no último domingo ou adiado por mais uma semana. Dependia de quem ficasse com o Clausura.

Após os jogos, dois pequenos festejaram. O Coronel Bolognesi celebrou a conquista do Clausura, primeiro título do futebol de Tacna na primeira divisão peruana. Ao mesmo tempo, em Lima, o Deportivo San Martín vibrava com o título da temporada 2007 do Campeonato Peruano, mesmo com a derrota para o Universitário por 2 a 0.

Campeão do Apertura, o San Martín esperava o campeão do Clausura para fazer a final do ano. No entanto, essa decisão só ocorre se o campeão de um torneio ficar entre os seis primeiros do outro. No caso, o Coronel Bolognesi não ficou entre os seis primeiros do Apertura e o San Martín não ficou entre os seis primeiros do Clausura. Nesse caso, o campeão seria a equipe, entre essas duas, com mais pontos no ano. Um critério que favorecia os santos.

Desse modo, era fundamental ao time estudantil que o Bolo conquistasse o Clausura. Se ficasse com Cienciano ou Universitário, que ficaram entre os seis primeiros do Apertura, o San Martín seria inelegível para a final e deixaria o título nas mãos do vencedor do segundo semestre.

Os santos poderiam facilitar a vida dos tacneños no confronto com o Universitário. No entanto, a aposta no resultado de Coronel Bolognesi x Melgar era tão grande que o San Martín não ofereceu resistência aos cremas. Menos mal que o Bolo fez sua parte e venceu, mantendo a liderança e dado o título aos limenhos.

Não há nenhum fenômeno em nenhum dos dois times. São dois clubes sem projetos ambiciosos que conseguiram montar equipes competitivas em um semestre e se aproveitaram da instabilidade dos mais tradicionais Universitário, Alianza Lima, Sporting Cristal e Cienciano. O fato de as campanhas de San Martín e Bolo serem tão discrepantes de um semestre para outro apenas reforça essa tese. Sinal da fraqueza do futebol peruano da atualidade. E sinal de que pouco se poderá esperar dos representantes do país na Libertadores 2008.

Hora de comemorar: Colo-Colo, como sempre
Com todo o respeito à Universidad de Concepción, o título chileno foi definido com uma semana de antecipação, ainda nas semifinais. No sábado, o Audax Italiano, melhor time da primeira fase, caiu surpreendentemente em casa para a U de Conce. No dia seguinte, o Colo-Colo superou a Universidad de Chile em jogo interrompido por falta de segurança – em confusão protagonizada pela torcida de La U – quando estava 1 a 0 para o Cacique.

A partir daí, dificilmente os penquistas conseguiriam parar a caminhada colocolina rumo ao primeiro tetracampeonato da história do futebol chileno. O time que, no papel, já era o mais forte do país reencontrava seu futebol e a empolgação para a decisão. E foi o que aconteceu.

A superioridade do Colo-Colo ficou evidente já no jogo de ida, com vitória santiaguina pr 1 a 0 em Concepción. Na partida de volta, um golaço de Fierro no primeiro tempo praticamente selou a sorte do Clausura 2007 chileno. A Universidad de Concepción se abriu para buscar a improvável virada e, em contra-ataques, caiu por 3 a 0.

O Colo-Colo conclui com brilho um projeto iniciado em 2005, com a reestruturação financeira e administrativa de um clube falido. Com ações na bolsa de valores e dinheiro em caixa, o Cacique montou uma equipe competitiva, juntando alguns bons nomes do futebol sul-americano e as melhores revelações do Chile. O técnico Cláudio Borghi ainda foi hábil ao manter o mesmo padrão de jogo mesmo com a saída de jogadores importantes, como Valdivia, Matías Fernández, Alexis Sánchez e Humberto Suazo desde 2006.

Considerando ainda que os dois principais rivais, Universidad de Chile e Universidad Católica passam por instabilidade, o domínio colocolino veio com naturalidade. No entanto, o clube já começa a ter problemas para administrar o próprio sucesso. Borghi e alguns jogadores estão valorizados e podem sair. Talvez o tetracampeonato seja um desfecho perfeito para uma das grandes equipes do time de Macul.

Altitude
Mais uma vez, a Fifa muda sua determinação a respeito dos jogos na altitude. Agora, estão vetadas partidas internacionais acima de 2.750 m. A medida é o meio-termo entre o 2,5 mil determinados no primeiro semestre e os 3 mil propostos depois. Não ofi coincidência que a proposta de encontrar um patamar ligeiramente mais alto dos 2,5 mil foi da Colômbia. Com 2,750 m, cidades como La Paz, Quito, Cuzco e Oruro estariam vetadas, mas Cidade do México, Bogotá, Arequipa e Cochabamba são preservadas.

Há dois detalhes importantes na determinação da Fifa. O texto fala em “jogos internacionais”, o que, no inglês futebolístico, pode ser interpretado como “jogos entre seleções”. Ainda não ficou claro se a entidade permitirá que jogos entre clubes se dêem acima de 2.750 m de altitude ou não. Algo que precisa ser definido logo, pois a Libertadores começa em janeiro e equipes como LDU Quito, Olmedo, San José, Real Potosí e La Paz teriam de mandar as partidas fora de suas cidades.

Outro ponto fundamental: a Fifa fala que os jogos serão liberados em qualquer altitude se houver condições de aclimatação. Aí, é preciso ver o que a entidade considera dar tempo para essa adaptação. Por exemplo, se a Bolívia mandar para La Paz um jogo de eliminatórias de domingo, a seleção adversária poderá chegar à maior cidade boliviana na terça. Serão cinco dias e meio convivendo na altitude, o que não permite uma aclimatação em 100%, mas já reduz o risco de mal estar dos jogadores.

Em cima desses buracos, a Bolívia volta a se mobilizar e a articular na Conmebol (e até na federação internacional de jogadores) para que a determinação seja revista. Nesse cenário, ainda há possibilidade de novidades sobre esse assunto. Aliás, a maior certeza é de que ainda há mais coisas indefinidas do que definidas.

CURTAS

SELEÇÃO TRIVELA
– Como já é tradicional, o semestre acaba, tem seleção Trivela. Aliás, seleções. Tem a do Campeonato Mexicano e a dos campeonatos nacionais da América do Sul (exceto Brasil e Argentina). Sempre lembrando que, no caso da seleção sul-americana, vale não apenas o futebol apresentado como também a importância do jogador para o desempenho de sua equipe (modo de igualar ligas de nível técnico diferente).

– Seleção Trivela do Apertura mexicano: Federico Vilar (Atlante); Omar Esparza (Chivas de Guadalajara), Arturo Muñoz (Atlante), Paulo da Silva (Toluca) e Efraín Velarde (Pumas de la Unam); Ramón Morales (Chivas), Daniel Ludueña (Santos Laguna), César Villaluz (Cruz Azul) e Ignácio Scocco (Pumas de la Unam); Giancarlo Maldonado (Atlante) e Alfredo Moreno (San Luis). Técnico: José Guadalupe Cruz (Atlante).

– Seleção Trivela do segundo semestre na América do Sul: Diego Penny (Coronel Bolognesi); Boris Rieloff (Audax Italiano), Humberto Mendoza (Atlético Nacional), Waldo Ponce (Universidad de Chile) e Derlis Cardozo (Libertad); Patrício Urrutia (LDU Quito), Gonzalo Fierro (Colo-Colo), Aldo Ramírez (Atlético Nacional) e Diego de Souza (Defensor Sporting); Carlos Villanueva (Audax Italiano) e Alex da Rosa (San José); Técnico: Alexis García (La Equidad).

– Também merecem menção (digamos, seria o banco de reservas): David Ospina (G/Atlético Nacional), Riffo (D/Colo-Colo), Paul Ambrosi (D/LDU Quito), Victor Cáceres (M/Libertad), Luis Vera (M/Caracas), Diego Cochas (M/La Equidad), Dayro Moreno (Once Caldas) e Richard Porta (A/River Plate-URU).

COPAS CONTINENTAIS
– Foram feitos os sorteios para as competições continentais de clubes. Clique aqui para ver como ficará a Libertadores 2008 e aqui para ver os confrontos da Copa dos Campeões da Concacaf.

COPA LIBERTADORES
– A Femexfut (federação mexicana) pediu à Conmebol que o México seja tratado como participante comum – e não como convidado – em Libertadores e Copa Sul-Americana. Foram atendidos. Assim, árbitros mexicanos poderão apitar nas competições. E mais coisa pode vir.

BOLÍVIA
– Marcelo Claure, diretor-geral da Brightstar (empresa norte-americana de tecnologia) e um dos executivos latinos de maior sucesso nos Estados Unidos, é o novo presidente do Bolívar. Sua experiência anterior no futebol foi como diretor da federação boliviana na época em que os verdes participaram da Copa do Mundo de 1994.

– O La Paz venceu o Bolívar duas vezes por 2 a 1 e assegurou a terceira vaga da Bolívia na Libertadores 2008.

CHILE
– Como o Colo-Colo conquistou Apertura e Clausura, a terceira vaga chilena na Libertadores foi para a melhor equipe na soma das primeiras fases dos dois torneios. Sorte da Universidad de Chile.

COLÔMBIA
– Como o Atlético Nacional conquistou Apertura e Finalización, as segunda e terceira vagas da Colômbia na Libertadores 2008 foram definidas pela campanha geral na temporada. Com isso, Cúcuta e Boyacá Chico conseguiram lugares na competição.

COSTA RICA
– O técnico Hernán Medford anunciou a lista de convocados para o amistoso contra a Suécia, em 13 de janeiro. O destaque é a presença do nome de Paulo Wanchope. O jogo servirá de despedida do atacante dos gramados.

– Com uma vitória e um empate, Saprissa e Herediano superaram, pela ordem, Alajuelense e Brujas nas semifinais do Apertura. Na primeira partida da final, o Saprissa fez 2 a 0 fora de casa. Daí, bastou administrar um 2 a 2 em San José para conquistar seu 26º título costarriquenho.

EQUADOR
– Iván Kaviedes trocou de time, mas não saiu de Quito. Deixou El Nacional e foi contratado pela LDU.

EL SALVADOR
– Depois de empate por 1 a 1 no tempo normal e 0 a 0 na prorrogação, o Luis Ángel Firpo venceu o FAS por 5 a 3 na disputa de pênaltis e conquistou o Apertura salvadorenho.

GUATEMALA
– Com um empate por 0 a 0, o Jalapa conquistou o título do Apertura guatemalteco na decisão contra o Suchitepéquez. No jogo de ida, o placar terminou em 1 a 1.

MÉXICO
– Os Índios de Ciudad Juarez conquistou o título do Apertura da Primera B (segunda divisão) ao bater o Dorados de Sinaloa na final. Com isso, a filial do Pachuca já está na final da temporada, que dará uma vaga na elite mexicana em 2008/9.

– O Monterrey anunciou a contratação do veterano Jared Borgetti. O atacante de 34 anos estava no Cruz Azul.

PARAGUAI
– O Cerro Porteño negocia o retorno do goleiro Diego Barreto.

PERU
– Mais escândalos na seleção peruana. Depois de quatro jogadores terem sido suspensos por cair na noite depois do empate contra o Brasil, agora é a vez do técnico José del Solar ter problemas. A imprensa acusa o comandante de ter autorizado o atacante Claudio Pizarro a fazer uma festa durante a concentração para o jogo contra o Chile, em outubro.

URUGUAI
– A federação uruguaia confirmou um amistoso em 6 de fevereiro contra a Colômbia no estádio Centenário.

VENEZUELA
– Divulgados os números oficiais de público do Apertura venezuelano, primeiro torneio pós-Copa América. A média de público foi de 4.907 pagantes, alto se considerado que o futebol não é o esporte mais popular da Venezuela e que um dos times, o Llaneros de Guanare, jogou todas as suas partidas fora de sua cidade.

– O clube com melhor média foi o Unión Maracaibo, com 16.032 pagantes por partida. É um número superior aos de Vasco, Goiás, Atlético-PR, Náutico, América-RN, Figueirense, Santos, Paraná e Juventude no Brasileirão 2007.

FÉRIAS
– Entro em férias a partir desta semana. Nas próximas semanas, esse espaço será ocupado pelo amigo Dassler Marques. Volto em 19 de janeiro. Boas festas e todos os leitores e continuem prestigiando a coluna.

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Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

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