México

Para espantar a crise

Na última sexta-feira o Necaxa recebeu o Atlas na partida de abertura da 3ª rodada do Clausura 2011. A partida reuniu líder e lanterna da competição. E o resultado após o fim do jogo não apenas manteve como acentuou as posições de ambas as equipes na competição, únicas com 100% de aproveitamento, tanto de vitórias (no caso dos Zorros) como de derrotas (dos Electricistas).

No duelo, disputado no estádio Victoria, em Aguascalientes, não dá pra se dizer que o Atlas foi extremamente superior, já que os donos da casa tiveram um pênalti não marcado no início e, já no fim, viram o gol de empate ser anulado pelo árbitro, em decisão contestável.

Contudo, também não dá para afirmar que o resultado tenha sido injusto. Aproveitando-se do nervosismo que vem tornando-se algo patente no Necaxa na temporada, os Rojinegros criaram as melhores oportunidades e venceram com um gol do argentino Alfredo Moreno, ex-ídolo Rayo, que, em respeito ao ex-clube, não comemorou o tento.

Da partida podem ser tiradas algumas tendências e expectativas para ambas equipes no restante da temporada. Mas nessa semana ficaremos apenas com o clube de Guadalajara, já que as razões do calvário do time do grupo Televisa têm raízes mais profundas, antigas e serão analisadas mais à frente.

O Atlas comandado pelo técnico Benjamín Galindo conseguiu suas três primeiras vitórias na competição atuando no 4-4-2 clássico. A zaga é comanda pelo seguro goleiro chileno Miguel Pinto, recém-emprestado da Universidad do Chile e a dupla Wilman Conde e Néstor Vidro, excelente revelação do clube Rojinegro. Pelos lados Galindo experimenta Jesús Paganoni e Gerardo Flores, eficiente dupla na cobertura e marcação.

No miolo da equipe reside a principal causa do sucesso do time na temporada: Gerardo Espinoza, dono da braçadeira, e Edgar Pacheco destacam-se na criação das jogadas, com ótimo passe e excelente chegada na finalização.

Na frente o destaque fica por conta de Alfredo Moreno e Flavio Santos, com o experiente Daniel Osorno entrando em todas as partidas como elemento surpresa.

O clube de Guadalajara vem acertando bem em suas primeiras partidas principalmente pela excelente fase doas atletas que já estava no clube, mas a rápida adaptação das contratações também conta com sua parcela de importância. Pinto, Conde e Ayala já trazem segurança à defesa dos Zorros. Lúcio Flávio jogou menos de 30 minutos e Carlos Costly ainda nem estreou, reforços que ainda devem acrescentar ao time de Jalisco.

Além disso, Galindo mescla de forma hábil os medalhões com as promessas da base, que vêm ganhando confiança e tranquilidade para atuar no pressionado ambiente do clube.

Ameaçado pelo descenso no começo da competição, o Atlas parece cada vez mais distante da Liga de Ascenso e ruma para chegar à Liguilla com pinta de favorito, mesmo estando no grupo considerado mais difícil, com América, San Luis, Pachuca, Toluca e Atlante.

Uma boa vantagem é o fato do clube não disputar competição continentais, pelo menos até meados de 2011, o que faz com que o time não tenha que dividir as atenções e foque somente no campeonato mexicano.

Parece cedo para falar em título, uma vez que o time ainda tem que se livrar de vez da ameaça de rebaixamento, mas a lembrança do vice-campeonato do Verano de 1999, quando perdeu o título para o Toluca apenas pela campanha inferior na temporada regular ainda anima os torcedores Rojinegros. O título de 1951, quando era comandado pelo brasileiro Eduardo Valdatti, parece distante, mas dá esperança aos torcedores.

Mas para um clube que até o início da competição era candidato ao descenso, a liderança com três vitórias em três partidas, o melhor ataque (oito gols), a melhor defesa (um gol) e a maior goleada da competição até o momento (5×0 no Morelia na partida de estreia) já parecem um ótimo começo.

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Equipe Trivela

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