Outra vez o filme se repete

Pela quinta vez seguida em Copas do Mundo, o México foi eliminado nas oitavas de final. Pelo segundo Mundial consecutivo, pela Argentina. É comum, após derrotas, as equipes procurarem motivos ou desculpas que levaram à falha. No caso dos mexicanos, o motivo é um só: o time argentino é muito superior.
Seria fácil, agora, desenvolver alguns parágrafos mostrando isso. Só que a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre o México teve um ingrediente, no mínimo, cruel para El Tri. O primeiro gol da partida, marcado por Carlitos Tevez, foi completamente ilegal. O atacante do Manchester City, após receber passe de Lionel Messi, estava muito à frente dos marcadores.
Dá para afirmar que, com isso, o resultado foi injusto? Não, porque a Argentina foi melhor durante toda a partida. Só que, nos momentos anteriores ao lance, os mexicanos criaram algumas boas oportunidades. Assim, muito vão dizer que esse gol desestabilizou emocionalmente a equipe, que pouco tempo depois, entregou outro gol para os argentinos, após uma falha incrível de Ricardo Osorio.
Isso não deveria servir como desculpa pela derrota. O México precisa, sim, analisar todo trabalho realizado nos últimos tempos. Como bem afirmou o técnico Javier Aguirre após o jogo, “não é possível ter quatro técnico a cada ciclo de quatro anos”.
A atual geração mexicana é muito boa. Jogadores como Guillermo Ochoa, Andrés Guardado, Carlos Vela, Giovani dos Santos, Pablo Barrera e Javier Hernández têm talento de sobra para fazer a equipe ir mais longe. Precisam de suporte para terem tranqüilidade e tempo para se desenvolverem. Assim como de um treinador com tempo para trabalhar e moldar uma seleção. Esse passo pode ser dado com a manutenção de Javier Aguirre no cargo.



